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Açúcar: oferta elevada, petróleo em queda e incertezas climáticas mantêm preços pressionados no Brasil e no exterior

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O mercado do açúcar opera sob forte volatilidade, com pressão simultânea de fatores internos e externos. A combinação entre oferta global relativamente confortável, queda do petróleo, retração da demanda e incertezas climáticas tem mantido os preços do açúcar cristal e do açúcar bruto em trajetória de baixa nas principais praças internacionais e no mercado brasileiro, segundo análises do setor.

Mercado internacional: petróleo em queda e expectativa de oferta elevada pressionam cotações

As bolsas internacionais de açúcar iniciaram a semana em baixa, refletindo o enfraquecimento do petróleo e a percepção de ampla oferta global.

Em Nova York, os contratos de açúcar bruto recuaram em todos os vencimentos, com destaque para julho/26 e outubro/26, que registraram perdas próximas de 2%, atingindo os menores níveis em cerca de dois meses. Em Londres, o açúcar branco também seguiu o movimento negativo, com quedas moderadas em todos os contratos.

A pressão externa foi intensificada pela melhora das condições logísticas globais e pela expectativa de maior disponibilidade de produto no mercado internacional. Além disso, a queda do petróleo reduz a competitividade relativa do etanol, influenciando diretamente o balanço entre açúcar e biocombustíveis.

Brasil: baixa liquidez e oferta suficiente mantêm açúcar cristal em queda

No mercado doméstico, as cotações do açúcar cristal branco seguem pressionadas no estado de São Paulo, conforme levantamento do CEPEA.

Mesmo com interrupções pontuais na moagem causadas por chuvas em regiões produtoras, a oferta de produto continua suficiente para atender a demanda, que segue retraída. Esse cenário mantém baixa liquidez e impede recuperação consistente dos preços.

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Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam ainda que a produção de açúcar no Centro-Sul caiu cerca de 25% na segunda quinzena de maio frente ao mesmo período do ano anterior, refletindo menor moagem e maior direcionamento da cana para etanol.

Mercado interno: leve reação do açúcar e do etanol, mas tendência ainda é negativa

Apesar da pressão predominante, o indicador CEPEA/ESALQ apontou leve alta no açúcar cristal em São Paulo, sinalizando ajustes pontuais após quedas recentes. No acumulado do mês, porém, o saldo ainda é negativo.

O etanol hidratado também registrou avanço moderado no mercado paulista, refletindo melhora pontual na demanda e ajustes de curto prazo nas usinas.

Segundo análises de mercado, a queda do petróleo segue como fator-chave, ao reduzir a atratividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que influencia decisões de mix produtivo nas usinas.

A UNICA destaca que o aumento do direcionamento da cana para etanol tem ajudado a equilibrar parcialmente a pressão sobre o açúcar, embora o cenário ainda seja de elevada oferta.

Índia: risco climático e etanol podem reduzir exportações e sustentar preços globais

No cenário internacional, a Índia surge como fator-chave de suporte ao mercado global de açúcar. O país, um dos maiores produtores e exportadores mundiais, pode reduzir drasticamente sua participação no comércio internacional por pelo menos três safras.

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O principal motivo é a combinação entre o fenômeno El Niño, que ameaça a regularidade das monções, e a expansão do uso da cana para produção de etanol. A menor disponibilidade de matéria-prima pode reduzir a oferta exportável e até obrigar o país a priorizar o mercado interno.

Esse movimento tende a retirar milhões de toneladas do comércio global, especialmente para regiões importadoras da Ásia, África e Oriente Médio, criando potencial sustentação para os preços internacionais no médio prazo.

Além disso, o avanço das políticas de biocombustíveis na Índia reforça a tendência de redirecionamento da cana para energia, em linha com estratégias também observadas no Brasil e na Tailândia.

Perspectivas: mercado dividido entre excesso de curto prazo e risco de aperto futuro

O mercado do açúcar permanece dividido entre fundamentos de curto e médio prazo. No curto prazo, a combinação de oferta elevada, baixa demanda e petróleo fraco mantém os preços pressionados.

Por outro lado, fatores climáticos como o El Niño e mudanças estruturais no uso da cana para etanol em grandes produtores, como Índia e Brasil, podem reduzir a oferta global nas próximas safras.

O resultado é um cenário de incerteza para o setor: enquanto o presente aponta para preços contidos, o futuro pode trazer maior volatilidade e possível aperto de oferta, dependendo da evolução climática e das políticas energéticas nos principais países produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol sobe pelo segundo período consecutivo no mercado paulista, aponta Cepea

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Os preços dos etanóis anidro e hidratado registraram nova alta no mercado paulista, completando a segunda semana consecutiva de valorização, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento reflete um cenário de maior firmeza por parte dos vendedores e fatores climáticos que impactaram o ritmo de moagem em unidades produtoras.

Chuvas afetam moagem e sustentam preços no spot paulista

De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas registradas até a metade da semana anterior dificultaram as operações de moagem em parte das usinas, reduzindo momentaneamente a oferta disponível no mercado spot.

Esse cenário contribuiu para que fornecedores adotassem uma postura mais firme nas negociações, sustentando os preços dos combustíveis derivados da cana-de-açúcar no estado de São Paulo.

Demanda cresce no Centro-Oeste, mas mercado segue cauteloso

No lado da demanda, o etanol hidratado apresentou aumento nos volumes negociados nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, indicando maior dinamismo no consumo regional.

Em São Paulo, principal mercado do país, o volume negociado permaneceu estável nas últimas duas semanas. Ainda assim, o Cepea destaca que distribuidoras seguem atuando com cautela, diante de um cenário de produção robusta de etanol e estoques superiores aos observados no mesmo período da safra anterior.

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Etanol anidro tem mercado aquecido com expectativa de mudança na mistura

No caso do etanol anidro, o volume negociado no mercado spot permanece em patamar elevado há duas semanas consecutivas. Segundo o Cepea, o movimento é influenciado pela expectativa de decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina.

A proposta, conhecida como E32, que eleva o percentual de etanol na gasolina, está prevista para votação nesta quarta-feira (24) e tem estimulado a movimentação dos negócios no segmento.

Mercado segue atento a fatores climáticos e decisões regulatórias

Com a combinação entre interferências climáticas na produção, demanda regional ativa e expectativa regulatória, o mercado de etanol mantém tendência de sustentação nos preços no curto prazo, enquanto agentes acompanham os próximos desdobramentos da política de combustíveis no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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