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Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão do dólar, petróleo e avanço da safra no Brasil

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O mercado global de açúcar encerrou os últimos pregões pressionado pela valorização do dólar, queda do petróleo e avanço da oferta no Brasil, ampliando o cenário de volatilidade nas bolsas internacionais. Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção as projeções para a safra 2026/27, os impactos climáticos do El Niño na Ásia e o comportamento da produção brasileira de etanol no Centro-Sul.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o açúcar bruto voltou a registrar perdas, após uma breve recuperação técnica impulsionada pela recompra de posições vendidas por fundos especulativos. O contrato julho/26 fechou cotado a 14,73 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1,9% no pregão mais recente. Já o vencimento outubro/26 encerrou a sessão a 15,22 cents/lbp.

Segundo análise da StoneX, o mercado chegou a encontrar sustentação no início da semana diante da redução das posições líquidas vendidas dos fundos e das projeções que indicavam déficit global de 0,55 milhão de toneladas para a safra 2026/27. No entanto, a valorização do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, acabou provocando liquidação de posições compradas em commodities, pressionando novamente os preços.

Outro fator que contribuiu para o sentimento negativo foi a queda do petróleo no mercado internacional. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, aumentando a expectativa de maior destinação da cana para produção de açúcar e ampliando a oferta global da commodity.

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Mercado acompanha superávit global e produção recorde

As atenções também permanecem voltadas às projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que estima produção mundial recorde de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com superávit global de 2,2 milhões de toneladas.

Além disso, a trading Czarnikow reforçou a pressão sobre o mercado ao divulgar expectativa de excedente global de 1,4 milhão de toneladas na temporada 2026/27, principalmente em função do aumento da produção chinesa.

Apesar do viés baixista atual, operadores seguem atentos ao risco climático provocado pelo El Niño, especialmente sobre lavouras asiáticas. A possibilidade de impactos na produção da Índia e de outros grandes exportadores mantém a volatilidade elevada nas bolsas.

Mix mais alcooleiro limita pressão adicional no Brasil

No Brasil, o avanço da moagem no Centro-Sul continua ampliando a oferta física de açúcar e pressionando os preços internos. Entretanto, o direcionamento maior da cana para produção de etanol ajuda a limitar uma queda ainda mais intensa nas cotações do adoçante.

O indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou nova retração, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,25, acumulando perdas de 4,76% em maio.

Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desempenho pressionado. O contrato agosto/26 encerrou estável em US$ 441 por tonelada, enquanto os demais vencimentos oscilaram entre leves altas e baixas moderadas.

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Etanol segue estável, mas mercado monitora mudanças regulatórias

No mercado de etanol, os preços seguiram relativamente estáveis em São Paulo, embora ainda com viés de baixa devido à expectativa de maior oferta na safra 2026/27.

O etanol anidro em Ribeirão Preto iniciou a semana cotado a R$ 2,77 por litro, recuou para R$ 2,74 e encerrou próximo de R$ 2,75. O hidratado acompanhou movimento semelhante.

Já o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.347 por metro cúbico, praticamente estável no comparativo diário, mas ainda acumulando retração de 2,45% em maio.

O mercado também permanece em compasso de espera diante das discussões envolvendo novas regras para formação obrigatória de estoques e a possível ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina para E32.

Volatilidade deve continuar no curto prazo

Analistas avaliam que o mercado seguirá altamente sensível aos movimentos do dólar, petróleo e clima nas próximas semanas. O comportamento da safra brasileira, aliado às incertezas sobre produção asiática e demanda global, continuará definindo o rumo das cotações internacionais do açúcar e do etanol.

Mesmo diante das projeções de superávit no curto prazo, o setor monitora sinais de possível aperto na oferta global a partir de 2026/27, o que pode voltar a sustentar os preços internacionais da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua em Chicago com pressão geopolítica, safra robusta nos EUA e avanço da colheita no Brasil

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O mercado global da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (21), refletindo a combinação de fatores externos e internos que ampliam a pressão sobre as cotações. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros seguem recuando diante da realização de lucros, do avanço do plantio nos Estados Unidos e da falta de novos anúncios de compras chinesas da soja norte-americana.

Os principais vencimentos da oleaginosa registraram perdas entre 2,50 e 3,75 pontos nas primeiras negociações do dia. O contrato julho/2026 voltou a trabalhar abaixo da marca psicológica de US$ 12 por bushel, cotado a US$ 11,97, enquanto o agosto operava a US$ 11,96 por bushel.

A pressão também se estende aos derivados. Farelo e óleo de soja acumulam desvalorizações, acompanhando o movimento negativo do milho e, principalmente, do trigo, que chegou a cair mais de 1% na CBOT.

Geopolítica e petróleo seguem no radar do mercado

O cenário internacional continua altamente influenciado pelas tensões no Oriente Médio. Os investidores acompanham atentamente os desdobramentos envolvendo Irã e Estados Unidos, além das tentativas diplomáticas de mediação conduzidas pelo Paquistão.

Na sessão anterior, o petróleo Brent recuou 6,8%, fechando a US$ 104,52 por barril, após a suspensão de uma ofensiva planejada contra o Irã. O movimento reduziu momentaneamente as preocupações com os custos energéticos e com o diesel, fator diretamente ligado à logística e aos biocombustíveis.

Nesta quinta-feira, porém, o petróleo voltou a subir, demonstrando que o mercado ainda opera sob forte volatilidade geopolítica.

China segue sem anunciar novas compras de soja dos EUA

Outro ponto de atenção dos investidores é a ausência de novos negócios envolvendo a China e os produtos agrícolas norte-americanos. O mercado vinha sustentando parte das altas recentes na expectativa de avanços nas negociações comerciais entre Washington e Pequim.

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Sem anúncios concretos de compras chinesas, fundos e investidores intensificaram o movimento de realização de lucros, pressionando novamente os preços futuros da soja.

Além disso, o clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos reforça a expectativa de uma safra cheia na temporada 2026/27, ampliando a pressão sazonal sobre o mercado internacional.

Colheita avançada no Brasil amplia oferta e pressiona preços

No Brasil, o avanço da colheita também contribui para o ajuste das cotações no mercado físico. Segundo dados da TF Agroeconômica, importantes estados produtores já se aproximam do encerramento dos trabalhos de campo.

No Rio Grande do Sul, a colheita alcançou 95% da área semeada. Apesar da quebra estimada em 6% pela Emater/RS-Ascar, a qualidade física dos grãos segue considerada positiva. No porto de Rio Grande, a soja recuou 0,76%, com a saca cotada a R$ 130,00.

Em Santa Catarina, o mercado interno apresentou leve retração, enquanto o porto de São Francisco do Sul manteve ritmo forte de exportações. O terminal embarcou 789 mil toneladas em abril, volume 44% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, tendo a China como principal destino. A referência no porto ficou em R$ 131,00 por saca.

No Paraná, Paranaguá manteve os preços em R$ 130,00 no disponível. O estado já colheu 96% da área cultivada e enfrenta crescente pressão logística e de armazenagem com a chegada da safrinha de milho.

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Custos elevados e armazenagem desafiam produtores

Mesmo diante de safras recordes em algumas regiões, os produtores continuam enfrentando desafios relacionados aos custos de produção e à armazenagem.

Em Mato Grosso do Sul, a produção histórica de 17,759 milhões de toneladas não foi suficiente para aliviar a pressão sobre as margens do produtor. O principal impacto vem da disparada de 65,2% nos preços dos fertilizantes NPK nos últimos 12 meses.

Já em Mato Grosso, onde a safra encerrada atingiu 51,56 milhões de toneladas, o setor ainda convive com forte estresse logístico e falta de espaço nos armazéns. Ao mesmo tempo, a comercialização antecipada da safra 2026/27 já alcança 13,53% da produção esperada.

Processamento recorde e exportações sustentam demanda brasileira

Apesar da pressão sobre os preços, os fundamentos da demanda brasileira seguem positivos. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou sua projeção de processamento interno de soja para um recorde de 62,5 milhões de toneladas em 2026.

No comércio exterior, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima embarques acima de 16 milhões de toneladas em maio, com a China respondendo por cerca de 70% das compras da soja brasileira.

O cenário reforça a posição do Brasil como principal fornecedor global da oleaginosa, embora o mercado siga sensível às oscilações climáticas, geopolíticas e ao comportamento da demanda internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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