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Banco Central avalia meta de inflação e aponta necessidade de ajustes mais graduais na Selic até 2028

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A ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (23), indica que o Banco Central do Brasil considera que o cumprimento da meta de inflação dentro do horizonte tradicional da política monetária exigiria variações “grandes e abruptas” na taxa Selic.

Segundo o documento, uma estratégia mais agressiva para levar a inflação ao centro da meta de 3% até o quarto trimestre de 2027 resultaria em forte instabilidade nos juros e, posteriormente, em um período prolongado de inflação abaixo do objetivo.

BC projeta meta mais distante e reduz intensidade de ajustes

Diante desse cenário, o Banco Central avaliou como mais adequadas trajetórias de juros menos divergentes em relação às expectativas de mercado, captadas pelo Boletim Focus, pesquisas pré-Copom e preços praticados nos mercados financeiros.

Esses cenários indicam que a convergência da inflação para a meta de 3% ocorreria apenas no primeiro trimestre de 2028, em vez do final de 2027, como no horizonte de referência atual.

De acordo com a autoridade monetária, essa abordagem busca evitar “volatilidade excessiva” nos ativos financeiros e nos principais agregados macroeconômicos.

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Projeções de inflação pressionam decisão de política monetária

A ata destaca que a projeção do Banco Central para a inflação no fim de 2027 subiu para 3,7%, nível acima do centro da meta.

Esse descolamento reforçou a avaliação de que uma tentativa de ajuste mais rápido exigiria mudanças intensas na taxa básica de juros, com “variações abruptas de direção e de grande magnitude na Selic”, seguidas por períodos prolongados de inflação abaixo da meta.

Cenários avaliados incluem pausas e retomadas no ciclo de juros

O documento aponta que o Copom passou a trabalhar com diferentes alternativas de trajetória para a Selic, incluindo combinações de pausas e retomadas no ciclo de ajustes monetários.

Essas alternativas, segundo o Banco Central do Brasil Banco Central do Brasil, tendem a produzir menor oscilação na atividade econômica, com impactos mais moderados sobre o nível de produção e consumo.

“O conjunto de trajetórias em análise contempla cenários com diferentes momentos de pausa e retomada no ciclo de calibração”, informou o Copom na ata.

Corte recente da Selic e sinalização de incerteza

Na reunião mais recente, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. No entanto, o colegiado deixou em aberto os próximos passos da política monetária.

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Segundo a ata, o cenário atual exige cautela devido às incertezas relacionadas a choques de oferta, que ainda afetam as projeções de inflação.

Mercado reagiu à sinalização de prazo mais longo

A indicação de que o Banco Central pode levar a inflação ao centro da meta apenas em 2028, e não mais no horizonte de 2027, gerou reação imediata no mercado financeiro.

Após a divulgação da sinalização, houve aumento nos juros futuros, refletindo a percepção de maior permanência da Selic em patamares elevados por mais tempo.

BC defende calibragem gradual da política monetária

O documento reforça que a condução da política monetária deve seguir boas práticas internacionais, evitando respostas excessivas a choques pontuais de preços.

Segundo a autoridade monetária, reações mais graduais ajudam a reduzir distorções e a preservar a estabilidade econômica em um ambiente ainda marcado por incertezas relevantes no cenário de inflação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol sobe pelo segundo período consecutivo no mercado paulista, aponta Cepea

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Os preços dos etanóis anidro e hidratado registraram nova alta no mercado paulista, completando a segunda semana consecutiva de valorização, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento reflete um cenário de maior firmeza por parte dos vendedores e fatores climáticos que impactaram o ritmo de moagem em unidades produtoras.

Chuvas afetam moagem e sustentam preços no spot paulista

De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas registradas até a metade da semana anterior dificultaram as operações de moagem em parte das usinas, reduzindo momentaneamente a oferta disponível no mercado spot.

Esse cenário contribuiu para que fornecedores adotassem uma postura mais firme nas negociações, sustentando os preços dos combustíveis derivados da cana-de-açúcar no estado de São Paulo.

Demanda cresce no Centro-Oeste, mas mercado segue cauteloso

No lado da demanda, o etanol hidratado apresentou aumento nos volumes negociados nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, indicando maior dinamismo no consumo regional.

Em São Paulo, principal mercado do país, o volume negociado permaneceu estável nas últimas duas semanas. Ainda assim, o Cepea destaca que distribuidoras seguem atuando com cautela, diante de um cenário de produção robusta de etanol e estoques superiores aos observados no mesmo período da safra anterior.

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Etanol anidro tem mercado aquecido com expectativa de mudança na mistura

No caso do etanol anidro, o volume negociado no mercado spot permanece em patamar elevado há duas semanas consecutivas. Segundo o Cepea, o movimento é influenciado pela expectativa de decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina.

A proposta, conhecida como E32, que eleva o percentual de etanol na gasolina, está prevista para votação nesta quarta-feira (24) e tem estimulado a movimentação dos negócios no segmento.

Mercado segue atento a fatores climáticos e decisões regulatórias

Com a combinação entre interferências climáticas na produção, demanda regional ativa e expectativa regulatória, o mercado de etanol mantém tendência de sustentação nos preços no curto prazo, enquanto agentes acompanham os próximos desdobramentos da política de combustíveis no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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