AGRONEGÓCIO
Brasil amplia presença no SIAL Canadá 2026 e mira novos mercados internacionais com projeção de R$ 22 milhões em negócios
AGRONEGÓCIO
O Brasil reforça sua estratégia de internacionalização do agronegócio e da indústria de alimentos com participação ampliada no SIAL Canadá 2026, uma das principais feiras globais do setor. Após projetar cerca de R$ 22 milhões em negócios na edição anterior, o país leva mais de 50 empresas à feira, que será realizada entre 29 de abril e 1º de maio, em Montreal.
SIAL Canadá fortalece estratégia brasileira de exportação
A presença brasileira no evento acompanha o avanço da pauta exportadora do setor de alimentos e bebidas, que utiliza feiras internacionais como ferramenta de acesso a novos mercados e posicionamento global de marcas.
Em edições anteriores, o SIAL já demonstrou sua relevância para o comércio exterior brasileiro. No SIAL Paris 2024, por exemplo, o país movimentou cerca de US$ 3,25 bilhões em negócios imediatos e futuros, evidenciando o potencial das rodadas internacionais.
Segundo especialistas do setor, o SIAL Canadá se consolidou como uma vitrine estratégica para produtos brasileiros, conectando empresas a compradores de varejo, food service e distribuição.
Delegação brasileira reúne mais de 50 empresas e diversidade de produtos
A participação brasileira em 2026 será organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Invest Paraná, CNA e OCB.
O pavilhão nacional reunirá empresas de diferentes portes e segmentos, incluindo marcas em processo de internacionalização e players já consolidados no mercado externo.
Entre os produtos apresentados estão:
- Açaí (polpa, pó e sorbet)
- Cafés especiais
- Chocolates premium
- Mel e castanhas
- Frutas in natura e processadas
- Sucos e bebidas naturais
- Alimentos plant-based
- Ingredientes da biodiversidade amazônica
A presença brasileira também inclui empresas classificadas para etapas do SIAL Innovation, reforçando o foco em inovação e valor agregado.
Empresas destacam inovação e saudabilidade no portfólio
Entre os destaques da delegação estão empresas como Natural One, com linha de sucos voltados à praticidade e saudabilidade; a 100% Amazônia, que trabalha com insumos da biodiversidade brasileira como açaí, guaraná e cupuaçu; a Annora Alimentos, com produtos plant-based à base de castanha de caju; e a Vapza, especializada em alimentos processados e soluções práticas.
Além da exposição, o estande brasileiro contará com ações de degustação e uma experiência gastronômica com chef nacional, utilizando ingredientes das empresas participantes.
Para Beatriz Calegare, gerente executiva da CCBC, o evento é estratégico para a inserção global das empresas brasileiras.
“O SIAL Canadá é uma vitrine importante para mostrar a diversidade e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional”, afirmou.
Feira reúne compradores globais e alta qualificação de público
A edição de 2025 do SIAL Canadá registrou cerca de 23 mil visitantes profissionais de mais de 78 países, sendo que 83% possuem poder de decisão de compra. O evento também reuniu mais de 800 expositores de 55 países, consolidando-se como um dos principais hubs de negócios do setor alimentício na América do Norte.
Expansão global do SIAL inclui novo evento no Vietnã
O SIAL Network, responsável por mais de 12 feiras internacionais ao ano, anunciou a expansão de seu calendário global com o lançamento do SIAL Vietnam, previsto para novembro de 2026, em Ho Chi Minh City.
O novo evento reforça a estratégia de expansão para mercados emergentes da Ásia, região marcada pelo crescimento do consumo de alimentos industrializados e pelo avanço do varejo moderno.
Segundo a organização, o Vietnã se posiciona como um hub estratégico no Sudeste Asiático, com mais de 100 milhões de habitantes e demanda crescente por alimentos importados.
Calendário SIAL 2026 inclui principais mercados globais
Entre os eventos confirmados para 2026 estão:
- Djazagro (Argélia) — abril
- SIAL Canadá (Canadá) — abril/maio
- SIAL Xangai (China) — maio
- Gourmet Selection (França) — julho
- SIAL Guangzhou (China) — setembro
- SIAL Paris (França) — outubro
- SIAL Jakarta (Indonésia) — novembro
- SIAL Vietnã — novembro
A expansão reforça a presença global da rede SIAL e amplia as oportunidades de inserção internacional para empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agro ampliou peso na economia e manteve crescimento em 2025
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com crescimento de 12,2% no Produto Interno Bruto (PIB), atingindo R$ 3,2 trilhões e ampliando sua fatia na economia nacional para 25,13%. O resultado, porém, carrega um sinal de alerta: a expansão foi sustentada, em grande parte, pela valorização de preços ao longo do período, um movimento que perdeu força no segundo semestre e já impacta o ritmo da atividade.
Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com a consolidação do quarto trimestre, o desempenho final ficou abaixo das projeções mais otimistas feitas ao longo do ano, refletindo a acomodação dos preços reais, principal motor da alta.
O segmento primário liderou a expansão, com avanço de 17,06%, impulsionado por maior produção agrícola, sobretudo de milho e café, e por um ambiente de preços ainda elevados na pecuária. Já os agrosserviços cresceram 13,76%, acompanhando o volume movimentado dentro da porteira. O elo de insumos teve alta mais moderada, de 5,37%, com desempenho puxado por fertilizantes, defensivos e máquinas, enquanto a base pecuária foi penalizada pela retração na indústria de rações.
Na agroindústria, o cenário foi mais fragmentado. As atividades ligadas à agricultura recuaram 3,33%, pressionadas pela queda dos preços industriais, enquanto a cadeia pecuária avançou 36,54%, refletindo a valorização das proteínas e o aumento da produção. O dado reforça uma assimetria crescente dentro do setor, com desempenho mais favorável à pecuária em 2025.
O recorte do último trimestre mostra a mudança de direção. Entre julho e dezembro, o PIB do agro entrou em trajetória de desaceleração e fechou o quarto trimestre com queda de 1,11% frente ao período anterior, com retração em todos os segmentos. O movimento confirma a perda de tração iniciada ainda no terceiro trimestre, à medida que o ciclo de alta de preços iniciado em 2024 se esgotou.
Na prática, o resultado de 2025 combina dois vetores distintos: ganho real de produção e efeito inflacionário favorável. A leitura para 2026, portanto, passa menos pelo volume colhido e mais pela capacidade de sustentação de margens em um ambiente de preços menos pressionados, um ponto sensível em um setor que depende cada vez mais de custo, crédito e eficiência para manter o crescimento.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio IA), Isan Rezende (foto), os números confirmam algo que o produtor já percebe na prática: o agronegócio segue como um dos principais vetores de geração de riqueza do país.
“Quando o setor cresce mais de dois dígitos e amplia participação no PIB, não é apenas um resultado estatístico, é reflexo direto de produtividade, tecnologia e gestão dentro da porteira. Isso mostra que, mesmo em um ambiente de custos elevados, o campo continua entregando resultado e sustentando parte relevante da economia brasileira”, lembra Isan.
“Agora, é importante fazer uma leitura mais completa desse avanço. Uma parcela significativa desse crescimento veio da sustentação de preços ao longo do período, o que não necessariamente se traduz em melhora de margem para o produtor. O custo de produção segue pressionado, o crédito ficou mais caro e o risco aumentou. Ou seja, o PIB cresce, mas isso não significa automaticamente mais rentabilidade no caixa de quem produz. Esse descompasso precisa entrar no debate”, destacou o presidente do IA.
“Outro ponto que chama atenção é a desaceleração no fim do ano. Isso indica que o ciclo mais favorável de preços começa a perder força e exige um nível ainda maior de eficiência do setor. O agro brasileiro já mostrou capacidade de crescer, agora o desafio é sustentar esse desempenho com base em produtividade, gestão de risco e acesso a financiamento adequado. Sem isso, o crescimento pode até aparecer nos números, mas fica mais difícil de se traduzir em renda no campo”, completou Rezende.
Fonte: Pensar Agro
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