AGRONEGÓCIO
Café abre quinta-feira com mercados mistos e atenção à colheita no Brasil e ao ritmo da oferta
AGRONEGÓCIO
O mercado do café iniciou a quinta-feira (25) sem tendência única nas bolsas internacionais, refletindo um cenário de cautela diante do avanço da colheita no Brasil e da expectativa sobre o volume efetivo de oferta da nova safra.
Em Nova York, o contrato setembro/26 do café arábica registrava leve queda de 25 pontos, sendo negociado a 276,95 cents de dólar por libra-peso. Já em Londres, o café robusta apresentava movimento contrário, com o contrato setembro/26 subindo 49 pontos, cotado a US$ 3.654 por tonelada.
Entre os demais vencimentos do arábica, o julho/26 avançava 40 pontos, para 291,95 cents/lb, enquanto o dezembro/26 subia 85 pontos, alcançando 264,70 cents/lb. No robusta, o contrato novembro/26 também registrava alta, de 40 pontos, negociado a US$ 3.594 por tonelada.
Colheita no Brasil segue como principal direcionador do mercado
O mercado internacional do café permanece atento ao avanço da colheita brasileira, fator central na formação de preços neste momento. A entrada gradual da nova safra no mercado físico é acompanhada de perto pelos operadores, em meio a um histórico recente de estoques mais ajustados e demanda global consistente.
Segundo análise da Safras & Mercado, a tendência no mercado físico brasileiro segue levemente mais firme, sustentada pelo comportamento das bolsas internacionais e pela postura cautelosa dos produtores na hora de negociar.
Condições climáticas são consideradas favoráveis
De acordo com análise do Rabobank, a colheita avança de forma consistente nas principais regiões produtoras de café do Brasil. O banco destaca que as condições climáticas seguem, em geral, favoráveis ao andamento dos trabalhos de campo.
Apesar de chuvas pontuais em algumas áreas produtoras, não há registros relevantes de impactos sobre a qualidade dos grãos em processo de secagem, o que reduz preocupações imediatas sobre perdas na fase final da safra.
Oferta ainda é monitorada de perto pelo mercado
Mesmo com o avanço da colheita, o mercado segue avaliando o ritmo de entrada do café disponível para comercialização. A oferta da nova safra começa a chegar gradualmente, mas ainda sem pressão suficiente para alterar de forma consistente o comportamento dos preços.
Operadores continuam monitorando dados de produtividade, qualidade dos grãos e o desempenho das exportações brasileiras, fatores que devem manter influência direta sobre as cotações nas bolsas internacionais ao longo das próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Boi gordo: preços da arroba recuam com avanço de embarques à China e redução no ritmo de compras dos frigoríficos
Os preços da arroba do boi gordo seguem em trajetória de queda na parcial deste mês, mesmo em um cenário global marcado por estoques reduzidos de carne bovina — os menores desde 2006 — e cotações internacionais próximas das máximas históricas.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Cepea, o principal fator de pressão sobre o mercado interno está relacionado ao comportamento das exportações brasileiras para a China.
Exportações para a China reduzem ritmo de compras no Brasil
Dados oficiais indicam que o Brasil já utilizou cerca de 65% da cota de exportação de carne bovina destinada à China até maio. A expectativa é de que o limite total seja atingido até julho, considerando o intervalo logístico de até 60 dias para chegada do produto ao destino.
Com a proximidade do preenchimento da cota anual, frigoríficos exportadores passaram a reduzir o ritmo de compra de animais para abate no mercado interno, pressionando os preços pagos ao produtor.
Demanda internacional mais cautelosa também influencia mercado
Além da limitação da cota, o Cepea destaca que a gestão mais rigorosa dos estoques internos chineses e uma postura mais conservadora dos importadores internacionais têm reduzido a agressividade das compras no mercado global de carne bovina.
Esse movimento contribui para um ambiente de menor sustentação dos preços no curto prazo, mesmo com fundamentos globais ainda considerados firmes.
Mercado do boi gordo segue atento ao ritmo das exportações
O comportamento das exportações segue como principal variável de curto prazo para a formação de preços da arroba no Brasil. A tendência é de maior sensibilidade do mercado às sinalizações vindas da China nas próximas semanas, especialmente diante da possível consolidação do limite da cota anual.
No cenário atual, o mercado pecuário permanece ajustando sua dinâmica entre oferta doméstica, demanda externa e estratégia dos frigoríficos exportadores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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