CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

AGRONEGÓCIO

Carne suína enfrenta equilíbrio entre oferta e demanda e limita avanço de preços no Brasil

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado brasileiro de carne suína atravessou a semana com comportamento misto nos preços do quilo vivo e dos principais cortes no atacado. O cenário é marcado por um equilíbrio entre oferta e demanda em algumas regiões, enquanto em outras a disponibilidade de animais ainda pressiona as negociações e limita avanços mais consistentes nas cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o ambiente de negócios segue regionalmente desigual. Em Minas Gerais, por exemplo, o maior equilíbrio entre oferta e demanda permitiu leves avanços nos preços. No entanto, em boa parte do país, a indústria mantém postura cautelosa nas compras.

Oferta confortável mantém indústria cautelosa nas compras

Segundo o analista, a oferta de animais vivos ainda é suficiente para atender a demanda com tranquilidade em diversas regiões, o que reduz a necessidade de disputa por matéria-prima entre os frigoríficos.

Esse cenário tem levado a indústria a adotar uma postura mais conservadora nas negociações, principalmente diante de um mercado atacadista que segue com preços relativamente estáveis e sem força para sustentar altas mais expressivas.

No atacado, foram registradas apenas elevações pontuais ao longo da semana. Ainda assim, o ambiente geral permanece pressionado, especialmente para os cortes suínos.

Consumo interno pode ganhar suporte sazonal

Apesar das limitações no mercado, há expectativa de melhora no consumo interno. Dois fatores são destacados como potenciais impulsionadores da demanda: os preços mais competitivos da carne suína, após recuos ao longo do semestre, e eventos sazonais que estimulam o consumo, como grandes competições esportivas e reuniões sociais.

Leia Também:  Preço do frango recua em novembro após três meses de alta, aponta Cepea

Esse movimento pode contribuir para sustentar o escoamento da produção no mercado doméstico nas próximas semanas.

Exportações seguem como principal fator positivo

No mercado externo, as exportações continuam sendo o principal pilar de sustentação do setor. A demanda internacional segue firme, com destaque para as Filipinas, que vêm ampliando as compras de carne suína brasileira e impulsionando os embarques.

Esse fluxo externo ajuda a compensar parcialmente a limitação de ganhos no mercado interno e mantém o setor com desempenho relativamente estável no comércio exterior.

Preços do suíno vivo e cortes apresentam leve variação

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a média nacional do preço do quilo do suíno vivo subiu de R$ 5,33 para R$ 5,34 na semana, mostrando estabilidade com leve viés de alta.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,88, enquanto o pernil registrou média de R$ 11,18.

Em São Paulo, a arroba suína permaneceu estável em R$ 101,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo recuou na integração de R$ 5,70 para R$ 5,55, enquanto no interior ficou estável em R$ 5,10.

Em Santa Catarina, a integração também caiu de R$ 5,70 para R$ 5,55, enquanto o interior apresentou alta de R$ 4,95 para R$ 5,05. No Paraná, o mercado livre manteve estabilidade em R$ 4,90, e a integração recuou de R$ 5,75 para R$ 5,60.

Leia Também:  Desempenho do frango abatido na 21ª semana de 2024, quarta do mês de maio

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 5,10, enquanto a integração caiu de R$ 5,65 para R$ 5,55. Em Goiás, houve alta de R$ 5,25 para R$ 5,40. Já em Minas Gerais, os preços avançaram de forma mais expressiva, com o interior subindo de R$ 5,60 para R$ 6,00 e o mercado independente de R$ 5,80 para R$ 6,10. No Mato Grosso, o preço em Rondonópolis ficou estável em R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,70 para R$ 5,55.

Exportações de carne suína recuam em valor, mas mantêm bom volume embarcado

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 135,892 milhões em junho (nove dias úteis), com média diária de US$ 15,099 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O volume total exportado no período foi de 54,717 mil toneladas, com média diária de 6,079 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.483,5 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve recuo de 5,9% no valor médio diário, queda de 0,4% no volume médio diário e baixa de 5,4% no preço médio, indicando leve perda de desempenho no período, apesar da manutenção de embarques relevantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Mercado de frango mantém estabilidade no Brasil com exportações fortes e equilíbrio na oferta interna

Publicados

em

Mercado de frango opera com estabilidade e sinaliza equilíbrio no curto prazo

O mercado brasileiro de carne de frango registrou estabilidade nos preços ao longo da semana, tanto no atacado quanto no frango vivo. Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere possibilidade de novos reajustes no curtíssimo prazo, embora o cenário atual seja de maior equilíbrio entre oferta e demanda.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, as exportações seguem em bom desempenho ao longo do ano, mesmo em um ambiente global mais desafiador. Além disso, a manutenção do status sanitário favorável, com o Brasil livre de Influenza Aviária em granjas comerciais, contribui para a sustentação dos embarques internacionais.

Outro fator positivo apontado é o custo da nutrição animal, que segue controlado nesta temporada, favorecendo a rentabilidade do setor. No entanto, o mercado atacadista já apresenta menor expectativa de reajustes na segunda quinzena do mês, com tendência de acomodação dos preços.

Oferta ajustada e atenção ao risco sanitário

O setor avícola trabalha com expectativa de redução nos alojamentos nos próximos meses, o que pode contribuir para um melhor equilíbrio da oferta no restante da temporada. Esse ajuste é visto como fundamental para a sustentação das margens da cadeia produtiva.

Ao mesmo tempo, o mercado segue atento ao cenário internacional da Influenza Aviária, que exige medidas rigorosas de biosseguridade e pode abrir oportunidades comerciais em casos de restrição de oferta em outros países.

Leia Também:  Produtividade do tomate cresce mais de 10% com biotecnologias inovadoras
Preços internos do frango seguem sem alterações

Segundo levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes de frango congelado no atacado de São Paulo permaneceram estáveis ao longo da semana. O quilo do peito seguiu em R$ 8,50, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11,00. Na distribuição, os valores ficaram em R$ 8,70, R$ 7,10 e R$ 11,25, respectivamente.

Nos cortes resfriados, também não houve variação nas cotações. No atacado, o peito permaneceu em R$ 8,60, a coxa em R$ 7,00 e a asa em R$ 11,10. Na distribuição, os preços seguiram em R$ 8,80, R$ 7,20 e R$ 11,35.

O levantamento mensal da consultoria nas principais praças do país aponta estabilidade no quilo vivo do frango. Em São Paulo, o valor segue em R$ 5,20.

Nas integrações, os preços também não apresentaram mudanças: Rio Grande do Sul e Santa Catarina em R$ 4,75, oeste do Paraná em R$ 4,60. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul permanece em R$ 5,30, Goiás e Minas Gerais em R$ 5,40, e o Distrito Federal em R$ 5,30. No Norte e Nordeste, Ceará registra R$ 6,80, Pernambuco R$ 7,00 e Pará R$ 7,20.

Leia Também:  Mercado de algodão perde ritmo com demanda enfraquecida e registra poucos negócios no Brasil
Exportações de carne de frango avançam fortemente em junho

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas mantêm forte desempenho em junho de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam receita de US$ 452,344 milhões nos primeiros nove dias úteis do mês.

A média diária foi de US$ 50,260 milhões, com embarques de 226,983 mil toneladas no período, equivalente a 25,220 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.992,90.

Na comparação com junho de 2025, o setor registrou crescimento expressivo de 78,9% na receita média diária e alta de 61,2% no volume embarcado. O preço médio também avançou 10,9%, reforçando o bom momento das exportações brasileiras de carne de frango no mercado internacional.

Perspectivas para o setor avícola

O cenário para os próximos dias indica manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno, com possíveis ajustes pontuais nos preços dependendo do ritmo dos alojamentos e da demanda doméstica. No comércio exterior, a tendência segue positiva, sustentada pela competitividade do Brasil e pela firme demanda global por proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA