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ExpoBrangus movimenta R$ 12,58 milhões em negócios e reforça força comercial da raça no Brasil

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A ExpoBrangus 2026 encerrou sua programação com resultados históricos e reforçou o protagonismo da raça Brangus no mercado pecuário brasileiro. Considerada a principal exposição da raça no país, a mostra movimentou R$ 12,58 milhões em negócios ao longo do mês de maio, consolidando-se não apenas como vitrine genética, mas também como uma importante plataforma comercial para criadores e investidores.

Ao todo, os 11 leilões realizados durante a programação comercializaram 793 animais, gerando um faturamento de R$ 12.581.191,00 e média geral de R$ 10.748,41 por cabeça.

O desempenho confirma o crescimento da raça e a valorização da genética Brangus no mercado nacional.

ExpoBrangus amplia alcance e fortalece negócios da pecuária

Para o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, os números alcançados representam um marco na trajetória da exposição.

Segundo ele, a edição de 2026 evidenciou o potencial comercial do evento, ampliando sua relevância para além dos julgamentos e das avaliações técnicas.

“A ExpoBrangus passou a demonstrar de forma concreta a força comercial da raça, tornando-se uma parceira estratégica dos criatórios na promoção de seus leilões e na valorização da genética”, destacou.

Além das atividades realizadas no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Uruguaiana (RS), a programação também contou com eventos em outros municípios gaúchos, ampliando o alcance da mostra e fortalecendo a integração da cadeia produtiva.

Recorde de animais inscritos reforça crescimento da raça

A edição deste ano também entrou para a história pelo número de exemplares participantes.

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Foram 474 animais inscritos para os julgamentos realizados entre os dias 17 e 21 de maio, estabelecendo um novo recorde de participação na ExpoBrangus.

O resultado demonstra o avanço dos programas de melhoramento genético e o crescente interesse dos pecuaristas pela raça, reconhecida por características como produtividade, adaptação climática, fertilidade e qualidade de carne.

Leilões de genética impulsionam faturamento

O desempenho financeiro da exposição foi impulsionado por uma ampla oferta de animais de alto valor genético, especialmente fêmeas selecionadas e lotes especiais.

Entre os destaques esteve o remate comemorativo dos 100 anos da Cabanha São Bibiano, de Uruguaiana, que registrou a venda de uma matriz por R$ 153 mil para um comprador de Portugal, evidenciando o interesse internacional pela genética Brangus produzida no Brasil.

Outro destaque foi a Liquidação Rincon del Sarandy, que também integrou a programação comercial da exposição.

Além dos animais, os leilões registraram forte movimentação na comercialização de embriões e material genético.

O remate Sigma/La Sultana apresentou expressiva demanda por embriões, enquanto a tradicional negociação de sêmen promovida pela Renascer, durante a Expoutono, reforçou o interesse do mercado por tecnologias voltadas ao melhoramento genético dos rebanhos.

Mercado sinaliza cenário favorável para a genética bovina

De acordo com o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler), Fábio Crespo, os resultados observados durante a ExpoBrangus servem como importante indicador para a próxima temporada de comercialização de genética.

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Segundo ele, tanto a ExpoBrangus quanto a Exposição de Uruguaiana tradicionalmente funcionam como referência para o mercado pecuário nacional, antecipando tendências e oportunidades para os remates da primavera.

O dirigente destaca que o ambiente de negócios registrado neste outono foi especialmente positivo para o segmento de genética bovina.

Brangus ganha espaço e atrai interesse crescente dos pecuaristas

Além dos resultados econômicos, Gabriel Barros ressalta que a exposição reflete o fortalecimento contínuo da raça Brangus no Brasil.

Segundo ele, a crescente presença de criadores, técnicos e investidores nas atividades da mostra demonstra a confiança do setor no potencial produtivo da raça.

“A força do Brangus pode ser percebida não apenas na qualidade dos animais apresentados, mas também no grande público que acompanha os julgamentos e as atividades da exposição”, afirmou.

Com recorde de participação, faturamento expressivo e forte valorização genética, a ExpoBrangus 2026 reafirma sua posição como uma das mais importantes vitrines da pecuária de corte brasileira e um dos principais eventos de negócios da genética bovina no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vazio Sanitário da Soja em Goiás começa em 27 de junho e reforça combate à ferrugem asiática

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O período de vazio sanitário da soja em Goiás terá início no próximo dia 27 de junho e seguirá até 24 de setembro de 2026. Durante esse intervalo, fica proibida a presença de plantas vivas de soja nas propriedades rurais, incluindo aquelas que surgem espontaneamente após a colheita, conhecidas como tigueras ou plantas guaxas.

A medida, definida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Portaria nº 1.579/2026, tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência de pragas e doenças, especialmente da ferrugem asiática, considerada a mais severa ameaça fitossanitária à cultura da soja no Brasil.

Já a janela oficial de semeadura da safra 2026/27 em Goiás ocorrerá entre 25 de setembro de 2026 e 2 de janeiro de 2027.

Ferrugem asiática exige atenção dos produtores

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alerta que a eliminação das plantas voluntárias é fundamental para evitar a chamada “ponte verde”, condição que permite a sobrevivência e a multiplicação de agentes causadores de doenças entre uma safra e outra.

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o vazio sanitário é uma estratégia consolidada e respaldada por estudos científicos que contribuem diretamente para a produtividade das lavouras.

“O vazio sanitário é uma medida comprovadamente eficaz para reduzir a pressão de doenças e preservar a competitividade da sojicultura goiana”, destaca.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, reforça que as plantas tigueras representam um dos principais desafios no período de entressafra.

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De acordo com ele, essas plantas servem de hospedeiras para o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, além de favorecer a sobrevivência de outras pragas importantes, como a mosca-branca, reconhecida por seu elevado potencial reprodutivo.

Goiás responde por mais de 11% da produção nacional de soja

A importância do cumprimento das medidas sanitárias ganha ainda mais relevância diante do peso da produção goiana no cenário nacional.

Dados do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que Goiás deverá encerrar a temporada com produção estimada em 20,1 milhões de toneladas de soja, ocupando a terceira posição entre os maiores produtores do país.

O volume representa aproximadamente 11,3% de toda a soja produzida no Brasil.

Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a dimensão da produção estadual exige comprometimento conjunto entre produtores, entidades e órgãos públicos.

“A adoção das medidas fitossanitárias é essencial para fortalecer a sustentabilidade e ampliar a competitividade da agricultura goiana nos mercados nacional e internacional”, afirma.

Cadastro de lavouras permanece obrigatório

Além de cumprir o vazio sanitário e respeitar a janela de semeadura, os produtores devem realizar o cadastro das áreas cultivadas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).

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A obrigatoriedade está prevista na Instrução Normativa nº 6/2024, que institui o Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas para a Cultura da Soja.

O registro das lavouras deverá ser realizado até 15 dias após o encerramento do período oficial de semeadura, com prazo final estabelecido para 17 de janeiro de 2027.

O que é a ferrugem asiática da soja?

A ferrugem asiática é uma doença provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja e provoca o surgimento de pequenas lesões e pústulas de coloração marrom ou alaranjada.

A disseminação ocorre por meio de esporos transportados pelo vento, capazes de percorrer longas distâncias e infectar rapidamente novas áreas produtivas.

Sem controle adequado, a doença pode causar desfolha precoce, comprometer o enchimento dos grãos, elevar os custos com fungicidas e provocar perdas superiores a 70% da produtividade em situações de alta severidade.

Por esse motivo, especialistas consideram o vazio sanitário uma das principais ferramentas para reduzir a pressão da doença e garantir maior segurança produtiva para a próxima safra de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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