AGRONEGÓCIO
Lucro Líquido da Bunge Registra Queda de 40,75% no 3º Trimestre de 2024
AGRONEGÓCIO
A Bunge reportou um lucro líquido de US$ 221 milhões no terceiro trimestre de 2024, o que representa uma queda de 40,75% em relação ao lucro de US$ 373 milhões no mesmo período do ano anterior. No mesmo comparativo, a receita apresentou uma diminuição de 7,84%, totalizando US$ 9,292 bilhões.
Os resultados financeiros refletem desempenhos positivos nos setores de Agronegócio e Óleos Refinados e Especiais, embora tenham sido inferiores ao desempenho do ano passado, impactados pelo atual ambiente global de margens. A empresa também destacou progressos contínuos no planejamento da integração da Viterra, além de outras prioridades de crescimento, como a conclusão da venda da joint venture de açúcar e bioenergia.
No setor de Agronegócio, os volumes aumentaram 5,51%, atingindo 19,892 milhões de toneladas. O processamento de sementes também apresentou resultados superiores em comparação ao ano anterior. Contudo, os resultados na América do Norte compensaram perdas na América do Sul, onde os altos custos de matérias-primas pressionaram as margens.
No segmento de Óleos Refinados e Especiais, os volumes cresceram 2,46%, alcançando 2,334 milhões de toneladas métricas, impulsionados pelo aumento do processamento na Ásia, embora tenham ocorrido resultados inferiores nas Américas do Norte e do Sul. Na Europa, os resultados mantiveram-se alinhados aos do ano anterior.
O segmento de moagem registrou um aumento de 7,98% nos volumes, totalizando 961 mil toneladas. Embora a América do Norte tenha apresentado resultados ligeiramente melhores, as perdas na América do Sul devido aos altos custos de matérias-primas afetaram as margens.
Quanto ao segmento de açúcar e bioenergia, a receita líquida foi de US$ 38 milhões, uma diminuição de 32,14% em relação ao mesmo período de 2023. Embora tenham sido observados volumes maiores de açúcar e etanol, os custos operacionais elevados e os preços mais baixos do etanol compensaram esse aumento.
A Bunge informou que, devido ao ambiente atual de margens e às curvas de mercado futuras, além da perda de receita pela venda da participação na joint venture de açúcar e bioenergia, os lucros por ação ajustados para o ano completo de 2024 devem ser de pelo menos US$ 9,25.
No setor de Agronegócio, as projeções anuais apontam para um leve aumento em relação às previsões anteriores, impulsionado por um terceiro trimestre melhor do que o esperado. Em Óleos Refinados e Especiais, os resultados anuais devem superar as previsões anteriores, embora fiquem aquém do desempenho recorde do ano passado. Já na moagem, os resultados anuais deverão ficar abaixo das previsões anteriores, refletindo um terceiro trimestre abaixo do esperado, mas ainda assim superiores ao desempenho do ano passado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho avança no Paraná: primeira safra cresce 31% e segunda safra alcança maior área da história
O cultivo de milho ganhou força no Paraná na safra 2025/26 e deve resultar em uma das maiores produções já registradas no estado. Dados do relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que a área destinada ao cereal cresceu significativamente tanto na primeira quanto na segunda safra.
O principal fator para a expansão foi a maior estabilidade dos preços do milho em comparação à soja, levando produtores a ampliarem os investimentos na cultura.
Primeira safra de milho cresce 31% no Paraná
A área cultivada com milho na primeira safra alcançou 364,9 mil hectares, avanço de 31% em relação aos 278,3 mil hectares registrados no ciclo anterior.
Segundo o agrônomo Edmar Gervásio, do Deral, a mudança no cenário de mercado foi determinante para a decisão dos produtores.
“O milho apresentou uma perspectiva de comercialização mais favorável do que a soja, que vem enfrentando preços menos atrativos. Além disso, a cultura possui elevado potencial produtivo, o que estimulou a ampliação da área plantada”, destacou.
Com o aumento da área e boas condições climáticas ao longo do ciclo, a produção da primeira safra ultrapassou 4 milhões de toneladas.
Segunda safra bate recorde histórico de área
Na segunda safra, o milho avançou sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo trigo e atingiu um novo recorde estadual.
A cultura ocupa atualmente 2,9 milhões de hectares, crescimento de 7% em comparação à safra passada e a maior área já registrada para o cereal no Paraná.
Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, especialmente sem ocorrência de geadas severas nas próximas semanas, a expectativa é de uma colheita superior a 17,5 milhões de toneladas.
As geadas recentes causaram impactos pontuais em algumas regiões do Sul do estado, mas sem prejuízos significativos para o potencial produtivo da safra.
Com isso, a soma das duas safras pode levar a produção estadual de milho a superar 21 milhões de toneladas em 2026.
Soja mantém uma das maiores colheitas da história
Apesar da migração de parte das áreas para o milho, a soja também registrou um desempenho expressivo no Paraná.
A produção estadual foi estimada em 21,7 milhões de toneladas, consolidando-se entre as três maiores safras já obtidas pelo estado.
O resultado reforça a importância do Paraná como um dos principais polos produtores de grãos do Brasil.
Trigo avança e clima pode favorecer lavouras
O plantio do trigo segue em ritmo acelerado. Mais de 61% da área prevista já foi semeada, e a expectativa é que a cultura ocupe cerca de 722 mil hectares nesta temporada.
A produção está estimada em 2,4 milhões de toneladas.
De acordo com técnicos do Deral, a possibilidade de um evento climático associado ao El Niño no segundo semestre pode trazer um inverno mais ameno e com maior volume de chuvas, cenário considerado positivo para o desenvolvimento do trigo e para a implantação da próxima safra de verão.
Batata e cebola enfrentam desafios no campo
Entre as hortaliças, a primeira safra de batata foi concluída com redução de área e produção em comparação ao ciclo anterior.
As chuvas também prejudicaram a colheita da segunda safra, resultando em queda estimada de 2% na produção e redução de 6% na produtividade.
No caso da cebola, a área cultivada continua em trajetória de retração tanto no Paraná quanto em outras regiões produtoras do país.
Os primeiros levantamentos da safra 2026/27 indicam que já foram plantados 212 hectares, o equivalente a 9% da área projetada de 2,4 mil hectares. A expectativa é colher aproximadamente 93,3 mil toneladas.
Segundo o Deral, a redução da área ocorre em função dos baixos preços recebidos pelos produtores nos últimos anos, consequência da elevada oferta do produto no mercado.
Por outro lado, os avanços tecnológicos vêm impulsionando a produtividade. O uso de híbridos, semeadura direta e sistemas de irrigação elevou o rendimento médio das lavouras de 26 mil kg por hectare em 2018 para mais de 39 mil kg por hectare na safra atual.
Leite e frango sustentam bom momento do agronegócio paranaense
O boletim semanal do Deral também aponta valorização em toda a cadeia leiteira. A menor captação pelas indústrias elevou o preço do leite cru pago ao produtor, que registrou alta de 13% em relação à média de abril.
Na avicultura, o Paraná segue liderando as exportações brasileiras de carne de frango. Entre janeiro e abril, o estado embarcou 791,1 mil toneladas do produto, gerando receita de US$ 1,43 bilhão.
O volume exportado cresceu 6,2%, enquanto o faturamento avançou 4,1%, impulsionado pela demanda consistente de mercados estratégicos como China e Japão.
Paraná reforça liderança na produção de grãos e proteínas
Os números divulgados pelo Deral confirmam a força do agronegócio paranaense em 2026. O avanço recorde da área de milho, aliado ao elevado desempenho da soja, do trigo, da pecuária leiteira e da avicultura, consolida o estado como um dos principais motores da produção agropecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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