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Mercado do boi gordo enfrenta baixa liquidez e arroba recua com pressão das escalas alongadas

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O mercado do boi gordo segue enfrentando um cenário de baixa liquidez em grande parte das principais praças pecuárias do Brasil. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o ritmo de negociações envolvendo a arroba permanece lento, refletindo a forte disputa entre pecuaristas e frigoríficos na definição dos preços.

Segundo os pesquisadores do Cepea, muitos agentes permanecem afastados das negociações após o preenchimento das escalas de abate, que continuam alongadas entre oito e quinze dias em diversas regiões produtoras. O movimento reduz a necessidade imediata de compra por parte das indústrias frigoríficas e aumenta a pressão baixista sobre os preços da arroba.

Pastagens mais fracas ampliam oferta de animais

Além da cautela dos frigoríficos, fatores climáticos também influenciam o mercado pecuário neste momento. A redução do volume de chuvas e o avanço do clima mais frio desde o fim de abril vêm prejudicando a qualidade das pastagens em diferentes estados produtores.

Com menor capacidade de suporte no campo, muitos pecuaristas intensificam a entrega de animais para abate, elevando a oferta disponível no mercado físico e contribuindo para o enfraquecimento das cotações.

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O movimento é observado especialmente em regiões onde o período seco já começa a impactar de forma mais significativa a condição das áreas de pasto.

Arroba acumula queda em maio

Em São Paulo, principal referência nacional para o mercado pecuário, o volume de negociações segue limitado. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava próximo de R$ 340 por arroba no início desta semana.

Na parcial de maio, até o dia 19, o indicador acumulava retração de 2,72%, refletindo a maior pressão da indústria frigorífica e o avanço da oferta de animais terminados.

Apesar da queda recente, agentes do setor seguem atentos ao comportamento das exportações brasileiras de carne bovina, que continuam sustentando parte da demanda e evitando movimentos mais acentuados de desvalorização.

Exportações e consumo interno seguem no radar do setor

O desempenho das exportações continua sendo um dos principais pilares de sustentação do mercado pecuário brasileiro em 2026. No entanto, o consumo doméstico ainda enfrenta limitações devido ao poder de compra mais restrito da população, cenário que reduz a capacidade de reação dos preços no atacado e no varejo.

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Frigoríficos também monitoram o comportamento da demanda internacional, especialmente da China, principal destino da carne bovina brasileira, além das movimentações cambiais e dos custos de produção dentro das fazendas.

A expectativa do setor é que o mercado continue operando com volatilidade nas próximas semanas, dependendo do ritmo das escalas, das condições climáticas e da intensidade da oferta de animais confinados e de pasto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ambiência nas granjas vira fator estratégico para reduzir doenças e elevar produtividade na suinocultura

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A ambiência nas granjas passou a ocupar posição estratégica dentro da suinocultura moderna, especialmente em um cenário marcado por maior variabilidade climática, pressão por produtividade e aumento dos desafios sanitários.

Mais do que combater apenas o calor, produtores e técnicos do setor intensificam o monitoramento de fatores como ventilação, umidade, qualidade do ar, manejo de dejetos e conforto térmico para reduzir riscos de doenças respiratórias e entéricas nos plantéis.

Segundo especialistas da Boehringer Ingelheim, falhas no controle ambiental podem elevar rapidamente a pressão de infecção dentro das granjas, comprometendo desempenho zootécnico, bem-estar animal e rentabilidade da produção.

Ambiência inadequada aumenta risco sanitário nas granjas

Na prática, problemas de ambiência impactam diretamente o comportamento dos suínos e o ambiente produtivo.

Ambientes excessivamente quentes ou frios geram estresse térmico nos animais, alterando padrões de comportamento dentro das baias e favorecendo maior contato com fezes e urina.

Entre os principais sinais observados estão:

  • Mudança no local de descanso dos animais
  • Maior concentração de dejetos nas áreas de repouso
  • Aumento da umidade nas baias
  • Redução do conforto térmico
  • Piora da qualidade do ar

Esse cenário amplia o desafio sanitário e favorece a disseminação de agentes infecciosos ao longo do ciclo produtivo.

“Quando a ambiência falha, o primeiro sinal costuma aparecer no comportamento do animal e na rotina da baia. Em poucos dias, um ambiente mais úmido, com ventilação inadequada ou fora da faixa de conforto térmico pode elevar a contaminação e aumentar a pressão de infecção”, afirma Tatiane Fiuza.

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Controle ambiental se torna ferramenta de gestão de risco

Com margens mais pressionadas e exigência crescente por eficiência produtiva, a gestão da ambiência deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a integrar a estratégia de mitigação de riscos nas granjas.

Segundo a avaliação técnica, propriedades que realizam ajustes contínuos de ventilação, controle de umidade e manejo ambiental conseguem reduzir impactos sobre o desempenho dos lotes e preservar melhores índices produtivos.

“A produtividade hoje depende cada vez mais de consistência e gestão de risco. A Boehringer Ingelheim trabalha para levar ao campo recomendações e ferramentas que ajudem a sustentar sanidade e desempenho mesmo em períodos mais desafiadores”, destaca Débora Santos.

Doenças entéricas e respiratórias preocupam produtores

O aumento da pressão sanitária dentro das instalações favorece a ocorrência de doenças importantes para a suinocultura brasileira.

Entre os principais desafios estão:

  • Salmonella spp.
  • Lawsonia intracellularis, causadora da Ileíte
  • Mycoplasma hyopneumoniae, associado à pneumonia enzoótica

Especialistas alertam que ajustes de manejo e infraestrutura são fundamentais, mas nem sempre suficientes para conter rapidamente o avanço da contaminação em períodos críticos.

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Nesse contexto, protocolos preventivos de vacinação ganham relevância como ferramenta complementar de biosseguridade e manutenção da sanidade do plantel.

Ventilação inadequada no frio também aumenta perdas

A preocupação com a ambiência não se restringe ao calor.

Durante períodos frios, é comum o fechamento excessivo das instalações para preservar temperatura, reduzindo a ventilação e comprometendo a qualidade do ar dentro das granjas.

Essa condição favorece o acúmulo de gases, umidade e agentes infecciosos, elevando o risco de doenças respiratórias e perdas produtivas.

Por isso, técnicos recomendam rotinas permanentes de:

  • Ajuste ambiental
  • Controle de ventilação
  • Manejo de dejetos
  • Monitoramento da umidade
  • Controle do conforto térmico
Suinocultura intensifica foco em prevenção e eficiência

Com o avanço das exigências sanitárias e produtivas, a tendência é que o controle do microclima nas granjas se torne cada vez mais decisivo para a competitividade da cadeia suinícola.

Além de reduzir perdas e melhorar o desempenho dos animais, a ambiência adequada contribui para maior estabilidade produtiva, menor pressão infecciosa e melhores resultados econômicos ao produtor.

O cenário reforça a necessidade de integração entre manejo, infraestrutura, biosseguridade e planejamento sanitário preventivo para sustentar a eficiência da produção de suínos nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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