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Safra mundial de soja deve bater recorde em 2026, enquanto milho e trigo terão queda na produção

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A produção mundial de soja deverá atingir um novo recorde em 2026, enquanto as safras globais de milho e trigo tendem a recuar em relação aos volumes registrados no ciclo anterior. A projeção foi apresentada pela consultoria norte-americana AgResource durante a conferência GrainCom, realizada em Genebra, na Suíça.

As estimativas iniciais para a próxima temporada foram divulgadas pelo presidente da consultoria, Daniel Basse, que apontou um cenário de maior sustentação para os preços internacionais dos grãos nos próximos meses.

Segundo a análise, o mercado global deve enfrentar redução na oferta de trigo e milho, ao mesmo tempo em que a soja continua avançando em produção devido à expansão da oferta na América do Sul.

Produção global de soja deve alcançar novo recorde

A AgResource projeta que a safra mundial de soja em 2026 será a maior da história, impulsionada principalmente pelo crescimento da produção na América do Sul e pela continuidade da demanda internacional pela oleaginosa.

Embora a consultoria não tenha divulgado o volume total estimado para a produção global da soja, o cenário indica continuidade do forte ritmo produtivo observado nas últimas temporadas, especialmente em países exportadores como Brasil e Argentina.

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A expectativa de oferta elevada reforça a competitividade da soja no mercado internacional, mesmo diante das oscilações cambiais e das incertezas econômicas globais.

Safra mundial de trigo deve cair em 2026

No caso do trigo, a perspectiva é de redução na produção mundial em comparação com 2025.

De acordo com Daniel Basse, a safra global do cereal deverá recuar cerca de 12 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, reflexo da queda na produtividade após os elevados rendimentos registrados recentemente.

No mês passado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou a produção global de trigo em 844 milhões de toneladas para 2025.

A redução prevista pela AgResource aumenta a preocupação com o equilíbrio entre oferta e demanda, principalmente entre os principais países exportadores do cereal.

Milho também terá produção menor, aponta consultoria

Além do trigo, o milho também deverá registrar queda na produção global em 2026.

Segundo a consultoria, fatores como custos elevados de produção, disponibilidade limitada de fertilizantes e atrasos no avanço do plantio em partes da América Latina estão pressionando o cenário agrícola internacional.

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A combinação desses fatores pode reduzir o potencial produtivo em importantes regiões exportadoras e contribuir para maior volatilidade nos preços globais dos grãos.

Mercado internacional pode ganhar viés mais altista

Para a AgResource, o mercado de grãos tende a apresentar comportamento mais altista ao longo da próxima temporada.

O trigo deve liderar esse movimento devido aos estoques mais apertados entre os países exportadores, enquanto milho e soja continuarão sendo influenciados pelo clima, custos agrícolas e ritmo da demanda global.

A consultoria também destacou que o cenário de fertilizantes mais caros e o avanço mais lento do plantio na América Latina permanecem entre os principais fatores de atenção do mercado internacional.

As projeções foram divulgadas no mesmo dia em que o USDA apresentou seu novo relatório mensal de oferta e demanda agrícola, documento amplamente acompanhado pelos agentes do mercado global de commodities.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Bem-estar no agronegócio vira estratégia para reduzir turnover e atrair talentos no campo

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A retenção de talentos segue entre os principais desafios estruturais do agronegócio brasileiro. Em um cenário de crescente demanda por práticas sustentáveis, responsabilidade social e bem-estar animal, empresas do setor passaram a enxergar o chamado “Bem-Estar Único” como uma estratégia de gestão de pessoas, fortalecimento da cultura organizacional e aumento da competitividade no campo.

O conceito parte de uma premissa central: não existe bem-estar animal sem bem-estar humano. A lógica vem ganhando espaço em propriedades rurais, agroindústrias e sistemas produtivos que buscam melhorar indicadores de produtividade, reduzir turnover e aumentar o engajamento das equipes.

Segundo Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal da MSD Saúde Animal, ambientes seguros, organizados e alinhados a valores éticos contribuem diretamente para a permanência dos profissionais no setor.

“Colaboradores que trabalham em um ambiente seguro, valorizado e alinhado a valores éticos tendem a apresentar maior engajamento, garantindo às propriedades rurais menor turnover e maior retenção de talentos”, afirma.

Agronegócio enfrenta desafio crescente de mão de obra qualificada

A dificuldade de atrair e manter profissionais no meio rural tem pressionado empresas do agronegócio em diferentes cadeias produtivas, especialmente em atividades ligadas à produção animal.

Nesse contexto, programas de qualificação, certificações e melhoria das condições de trabalho passaram a ser vistos não apenas como ações sociais, mas como investimentos estratégicos em gestão de pessoas.

De acordo com especialistas, quando o conceito de Bem-Estar Único é incorporado à cultura organizacional, três pilares ganham força:

  • Segurança psicológica;
  • Sentimento de pertencimento;
  • Clareza de propósito.

“Quando colaboradores participam de treinamentos e recebem certificações de bem-estar único, não estão apenas adquirindo conhecimento, estão sendo reconhecidos e valorizados”, destaca Filipe Dalla Costa.

Certificação fortalece engajamento e reduz turnover

A Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, desenvolvida pela MSD Saúde Animal, já capacitou mais de 3 mil pessoas nos últimos quatro anos.

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Segundo a empresa, o programa gera impactos diretos em indicadores estratégicos de recursos humanos, incluindo:

  • Redução do turnover voluntário;
  • Menor absenteísmo;
  • Redução de acidentes de trabalho;
  • Melhora no clima organizacional;
  • Aumento do engajamento das equipes.

O especialista relata que muitos colaboradores levam os certificados para casa e compartilham o reconhecimento com familiares, fortalecendo autoestima e vínculo emocional com a empresa.

“Investir em pessoas não é apenas uma ação ética ou social. É uma estratégia concreta de retenção e atração de talentos no agronegócio”, ressalta.

Bem-estar no campo melhora produtividade e ambiente de trabalho

Na prática, o conceito de Bem-Estar Único envolve melhorias estruturais e comportamentais dentro das propriedades rurais.

Entre as ações adotadas estão:

  • Melhor acesso à hidratação;
  • Ambientes adequados de descanso;
  • Uso correto de EPIs;
  • Treinamentos de manejo humanitário;
  • Liderança mais participativa;
  • Relações interpessoais mais saudáveis.

Segundo Filipe Dalla Costa, pequenas mudanças no ambiente de trabalho já produzem impactos significativos na redução do estresse físico e emocional das equipes.

“Após treinamentos focados em manejo humanitário e conexão humano-animal, observamos relatos de melhoria não apenas no ambiente profissional, mas também na convivência familiar dos colaboradores”, explica.

Certificação fortalece marca empregadora no agronegócio

Além dos ganhos internos, empresas certificadas relatam melhora na atração de novos profissionais e fortalecimento da reputação no mercado de trabalho.

A Arapé Agroindústria, de Minas Gerais, é um dos exemplos citados. Após conquistar a Certificação em Bem-Estar Único, a empresa realizou melhorias nas estruturas das granjas, áreas de convivência, refeitórios e espaços de descanso.

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Segundo Roniê Pinheiro, Head da Arapé, o principal impacto ocorreu na relação das equipes com o trabalho.

“Hoje há maior clareza sobre a importância dos cuidados com os animais e com o ambiente, o que se reflete diretamente na rotina das granjas”, afirma.

Ele destaca ainda que candidatos passaram a procurar a empresa justamente pela reputação ligada ao ambiente de trabalho mais organizado e respeitoso.

“Atualmente operamos com quadro completo e observamos maior estabilidade das equipes, além de ganhos consistentes no desempenho produtivo”, acrescenta.

Responsabilidade socioambiental ganha peso na atração de profissionais

A Dália Alimentos também aponta benefícios estratégicos da certificação voltada ao Bem-Estar Único.

Para Carlos Alberto Freitas, presidente executivo da empresa, o alinhamento com práticas sustentáveis e condições dignas de trabalho deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

“Acreditamos que essa condição poderá representar atração de novos talentos e redução dos índices de turnover, porque adotamos procedimentos que asseguram bem-estar animal, segurança das equipes e sustentabilidade ambiental”, afirma.

Gestão de pessoas se torna diferencial competitivo no agro

O avanço do conceito de Bem-Estar Único mostra que o agronegócio brasileiro vem ampliando sua visão sobre produtividade e eficiência operacional.

Mais do que indicadores técnicos, empresas do setor começam a integrar gestão de pessoas, sustentabilidade, segurança e responsabilidade socioambiental como fatores estratégicos para crescimento sustentável.

Com a crescente escassez de mão de obra qualificada no campo, iniciativas voltadas à valorização humana tendem a ganhar ainda mais relevância dentro da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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