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Soja sobe em Chicago com impulso do óleo e expectativa de biodiesel nos EUA; mercado brasileiro mantém cautela

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Óleo de soja impulsiona alta das cotações internacionais

O mercado internacional da soja registrou valorização nas últimas sessões, impulsionado principalmente pela forte alta do óleo de soja e pelas expectativas de maior demanda ligada aos biocombustíveis nos Estados Unidos.

Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago reagiram a sinais de aumento na procura pelo óleo vegetal, movimento que acabou sustentando também os preços do grão e do farelo.

No fechamento mais recente, o contrato da soja para março avançou 1,12%, encerrando a US$ 12,00 por bushel. O contrato para maio subiu 1,02%, cotado a US$ 12,14 por bushel. O farelo de soja para maio teve alta de 0,29%, alcançando US$ 315,4 por tonelada curta.

O destaque ficou com o óleo de soja, que registrou a maior valorização do complexo, com alta de 2,35%, encerrando o dia a 67,16 centavos de dólar por libra-peso.

Expectativa de biodiesel nos EUA sustenta otimismo do mercado

Parte do movimento positivo está relacionada a informações preliminares divulgadas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Rascunhos indicam a possibilidade de aumento na mistura obrigatória de biodiesel para 5,61 bilhões de galões em 2026.

Caso a medida seja confirmada, a expectativa do mercado é de maior demanda por óleo de soja, principal matéria-prima utilizada na produção de biodiesel no país.

Outro fator que reforça essa perspectiva é a possibilidade de aplicação de tarifas sobre o óleo de cozinha usado importado da China, o que poderia estimular o aumento do esmagamento doméstico de soja para atender à indústria de biocombustíveis.

No cenário internacional, o mercado também acompanha a expectativa de um possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping no fim do mês, que pode influenciar o comércio entre Estados Unidos e China, dois dos principais protagonistas do mercado global da soja.

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Chicago amplia ganhos pelo terceiro pregão consecutivo

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o mercado mantém viés positivo e acumula o terceiro pregão consecutivo de alta.

O contrato maio/26 da soja registra avanço de 1,44%, cotado a US$ 12,31 1/2 por bushel.

A valorização acompanha o avanço do óleo de soja e também a forte alta do petróleo em Nova York, que tende a fortalecer a competitividade dos biocombustíveis. Além disso, os investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre os mercados globais de energia.

Safra brasileira enfrenta desafios climáticos e logísticos

Apesar do avanço das cotações internacionais, o cenário no Brasil apresenta dificuldades adicionais para os produtores.

No Rio Grande do Sul, a estiagem levou a Emater a revisar a quebra da safra para 11,3%, consolidando perdas provocadas pela seca em diversas regiões do estado.

Além das condições climáticas adversas, produtores relatam problemas no abastecimento de combustível. Em algumas localidades, como Não-Me-Toque e Passo Fundo, colheitadeiras chegaram a ser paralisadas temporariamente por falta de diesel.

A combinação de quebra de safra, limitações logísticas e dificuldades no transporte tem pressionado o mercado físico em várias regiões produtoras, reduzindo a capacidade de aproveitamento da valorização observada no mercado internacional.

Mercado brasileiro opera com ritmo lento de negócios

Mesmo com a alta em Chicago e com o dólar valorizado, o mercado brasileiro de soja continua operando com negociações limitadas.

Na quarta-feira (11), foram registrados poucos negócios, com movimentação restrita a pequenos lotes no mercado físico.

De acordo com o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, houve menor participação de agentes no mercado, refletindo principalmente o aumento dos fretes marítimos, influenciado pela alta recente do petróleo.

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Segundo o especialista, muitas tradings enfrentam dificuldades para formar preços com margem adequada, enquanto os produtores permanecem mais cautelosos e concentrados no avanço da colheita.

Preços da soja no mercado físico

No mercado interno, as variações foram moderadas nas principais praças de comercialização:

  • Passo Fundo (RS): de R$ 124,50 para R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 109,00 para R$ 111,00
  • Dourados (MS): de R$ 110,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): manteve-se em R$ 111,00
  • Nos portos, as cotações ficaram em:
  • Paranaguá (PR): R$ 131,00 por saca
  • Rio Grande (RS): de R$ 130,50 para R$ 131,00
Câmbio, petróleo e bolsas globais no radar do mercado

No mercado financeiro, o dólar comercial registra alta de 0,38%, cotado a R$ 5,1792, enquanto o Dollar Index avança 0,24%, alcançando 99,472 pontos.

Nos mercados internacionais, as principais bolsas da Ásia encerraram o dia em baixa, com Tóquio recuando 1,04% e Xangai registrando queda de 0,10%.

Na Europa, os índices também operam em território negativo, com Frankfurt em baixa de 0,16% e Londres recuando 0,50%.

Já o petróleo apresenta valorização significativa. O contrato do WTI para abril de 2026 é negociado a US$ 93,20 por barril, com alta de 4,15%, movimento que contribui para fortalecer o mercado de biocombustíveis e dar suporte adicional ao complexo da soja no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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