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Suinocultura em foco: FACTA Conecta reúne especialistas para debater estratégias diante da pressão sobre o mercado
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A cadeia produtiva da suinocultura brasileira enfrenta um cenário de margens pressionadas, custos elevados e constantes oscilações de mercado. Diante desse contexto, a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) realizará, no próximo dia 18 de junho, às 17h, a quarta edição do FACTA Conecta, evento virtual que terá como tema central “Mercado de Suínos sob pressão: como reagir?”.
A iniciativa reunirá representantes de importantes entidades do setor para analisar os desafios atuais da atividade e discutir estratégias capazes de fortalecer a competitividade e a sustentabilidade econômica da produção suinícola.
Lideranças da suinocultura e do governo participam do debate
O encontro contará com a participação do presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior; do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi; e do coordenador de Temas Multilaterais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e auditor fiscal federal agropecuário, Cesar Vandesteen Jr.
Durante a transmissão, os convidados irão avaliar o comportamento recente do mercado de suínos, os fatores que influenciam a formação dos preços, os riscos para os produtores e as oportunidades que podem surgir em um ambiente marcado por elevada competitividade e mudanças constantes.
Rentabilidade e eficiência estarão no centro das discussões
A programação foi estruturada para oferecer uma análise prática sobre os principais desafios enfrentados pelos produtores, cooperativas, técnicos e demais agentes da cadeia produtiva.
Entre os temas previstos estão os impactos das oscilações do mercado interno e externo, os custos de produção, a dinâmica das exportações, a demanda por proteína animal e os caminhos para ampliar a eficiência e preservar a rentabilidade das granjas.
Segundo o presidente da FACTA, Ariel Mendes, o momento exige atenção redobrada por parte dos agentes do setor.
“O mercado de suínos atravessa um período que demanda análises cada vez mais criteriosas e decisões estratégicas. O objetivo do encontro é contribuir para que produtores e profissionais da cadeia compreendam melhor os movimentos do mercado e estejam preparados para identificar oportunidades mesmo em um cenário desafiador”, destaca.
Evento é gratuito e aberto ao público
O FACTA Conecta é realizado em formato totalmente on-line e gratuito, permitindo a participação de profissionais de diferentes regiões do país.
A expectativa é reunir produtores, médicos-veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores, estudantes e representantes da indústria interessados em acompanhar as tendências e perspectivas da suinocultura brasileira.
As inscrições podem ser realizadas diretamente no portal oficial da FACTA.
Suinocultura busca adaptação em cenário de mercado mais complexo
Nos últimos anos, a suinocultura nacional tem enfrentado desafios relacionados à volatilidade dos custos de alimentação animal, às oscilações de consumo e às mudanças no comércio internacional de proteínas. Nesse contexto, eventos voltados à atualização técnica e à análise de mercado ganham importância estratégica para auxiliar produtores e empresas na tomada de decisões.
A quarta edição do FACTA Conecta surge justamente com a proposta de ampliar o acesso à informação qualificada, contribuindo para que o setor esteja mais preparado para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirem nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil
Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão
A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).
O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.
Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.
Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.
Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor
Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.
Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.
Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.
Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.
“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.
Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%
Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.
A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.
De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.
Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações
O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.
Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.
Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.
Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação
Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.
“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.
O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.
Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade
A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.
Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.
“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.
Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos
O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.
Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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