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Dados sobre tráfico de pessoas revelam diferenças de exploração entre gêneros e principais canais de aliciamento

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Brasília, 04/07/2024 – Os homens são a maioria entre os casos de tráfico de pessoas para fins de trabalho análogo à escravidão. Entre as mulheres, as cisgênero predominam as situações de exploração sexual, mas o crime também impacta as mulheres transgenêro. Crianças, adolescentes e idosos também aparecem entre os grupos atingidos. Esses dados constam do Painel de Dados e no Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas de 2024, divulgado, nesta sexta-feira (4), pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Acesse o Painel de Dados e o Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas de 2024

O painel interativo, com informações consolidadas de 2017 a 2024, é uma ferramenta que vai auxiliar o Estado brasileiro na construção de políticas públicas com base em dados estatísticos. Essa diferenciação por gênero, por exemplo, indica as dinâmicas específicas de exploração e isso mostra a necessidade de atuação nessa área.

O tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo é a principal finalidade identificada, seguida da exploração sexual. Também foram registrados casos de servidão, de adoção ilegal e, ainda que em menor número, de remoção de órgãos. Evidências como essas indicam até mesmo qual é o foco mais eficiente para planejar as políticas públicas.

O secretário Nacional de Justiça, Jean Keiji Uema, afirmou que os dados permitirão planejar ações e fortalecer a capacidade institucional para construir uma resposta coordenada entre os Poderes da República, a sociedade civil e os organismos internacionais. Ele falou também sobre a Portaria nº 959/2025, que reestruturou e regulamentou o funcionamento do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap).

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A organização dos dados é uma das ações prioritárias do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. “Desde o lançamento, em 2024, assumimos o compromisso de tornar esse crime menos invisível e mais compreendido. Ele representa um passo essencial nessa direção de sistematizar e de divulgar dados que permitam entender a real dimensão desse crime no Brasil”, explicou Uema.

Além do secretário, participaram da abertura de apresentação do painel: a diretora de Migrações, do MJSP, Luana Medeiros; o defensor Público-Geral da União, Leonardo Magalhães; o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção Substituto da Polícia Federal, Alessandro Maciel Lopes; a juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Elinay Almeida; o diretor-presidente da Safernet, Thiago Tavares; e a oficial de Gestão Executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil, Ana Paula Penante.

Formas de aliciamento

Na ocasião, também foi apresentado o Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas: Dados de 2024. Segundo o documento, o uso da internet tem se consolidado como um dos principais meios de aliciamento de vítimas de tráfico de pessoas no Brasil. As informações foram divulgadas pela coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoal, Marina Bernardes.

No caso do tráfico para fins de exploração sexual, as mídias sociais foram apontadas como o principal canal de recrutamento. Elas foram mencionadas em 52% dos casos mapeados por profissionais da rede de enfrentamento. Já no tráfico para trabalho em condições análogas à escravidão, o aliciamento por conhecidos ou amigos aparece em primeiro lugar (28%), seguido da internet (26%).

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Além do recrutamento, a internet tem sido usada para manter o controle e promover a exploração remota das vítimas. Cerca de 26% dos entrevistados na pesquisa aplicada relataram terem tido contato com situações em que a exploração ocorreu sem deslocamento físico da vítima, por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens. Casos de tráfico internacional envolvendo brasileiros levados a países asiáticos para atuar em plataformas digitais de apostas ilustram essa nova configuração do crime, mais difícil de identificar e combater.

O relatório alerta que a centralidade da internet impõe desafios adicionais para o enfrentamento do tráfico de pessoas. Isso evidencia a necessidade de estratégias específicas de investigação digital, monitoramento de redes e capacitação de agentes públicos. Ao mesmo tempo, reforça a importância de campanhas de conscientização para alertar a população, especialmente jovens e migrantes, sobre falsas ofertas de emprego ou promessas enganosas veiculadas on-line.

Denúncias

Para fazer denúncias anônimas, Disque 100 (para violações de direitos humanos, de crianças e de adolescentes), Ligue 180 (para violações contra mulheres e meninas) ou entre em contato com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.  

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Evento abordará metas de equidade do Fundeb com prefeitos

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O Ministério da Educação (MEC) realizará, na segunda-feira, 18 de maio, o evento Rotas da Equidade – Como alcançar a condicionalidade III do VAAR, em Brasília (DF). O encontro reunirá prefeitos e representantes de municípios de todo o país para discutir estratégias de fortalecimento da equidade nas redes públicas de ensino.  

A iniciativa tem como objetivo apoiar municípios que ainda não atingiram a condicionalidade III do Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) — relacionada à redução das desigualdades educacionais, especialmente aquelas marcadas por recortes raciais. Para isso, o MEC vai apresentar estratégias de apoio técnico voltadas à formulação e à implementação de políticas educacionais mais justas. 

O cumprimento dos critérios é necessário para que as redes recebam o repasse da União ao Fundeb. O recurso visa ampliar o acesso a direitos educacionais e contribuir para garantir mais qualidade e oportunidades para todos. 

Em 2026, cerca de 1.914 redes municipais (34%) ainda não cumprem a condicionalidade III do VAAR. Todos os gestores convidados para o encontro representam redes municipais que ainda não alcançaram esse critério e, por isso, deixaram de receber a complementação de recursos. Os participantes devem realizar inscrição por meio de formulário eletrônico

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Durante o evento, o MEC apresentará materiais como os Referenciais de Implementação de Equidade na Educação, que trazem orientações práticas, indicadores e ferramentas de autodiagnóstico para aprimorar a gestão educacional; os Cadernos de Gestão das Modalidades Educacionais, organizados em seis volumes, com orientações sobre planejamento, financiamento, matrículas, formação e monitoramento; e as Devolutivas de Equidade Racial, que apresentam diagnósticos individualizados das redes municipais e recomendações práticas para promover a equidade racial.  

Também serão apresentados o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo, voltado a orientar redes e instituições de ensino na tomada de decisão diante de casos de racismo, e os Cadernos Pedagógicos da Educação Especial Inclusiva, que trazem orientações para promover a inclusão escolar com o uso de tecnologia assistiva.  

Confira a programação completa no site do evento

Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é um Fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um total de vinte e sete Fundos), composto por recursos provenientes de impostos e das transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios vinculados à educação, conforme disposto nos arts. 212 e 212-A da Constituição Federal. 

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O Fundeb foi instituído como instrumento permanente de financiamento da educação pública por meio da Emenda Constitucional n° 108, de 27 de agosto de 2020, e encontra-se regulamentado pela Lei nº 14.113, de 25 de dezembro de 2020. 

Além das fontes de receita de impostos e de transferências constitucionais dos Estados, Distrito Federal e Municípios, integram a composição do Fundeb os recursos provenientes da União a título de complementação aos entes federados que não atingiram o valor mínimo por aluno/ano definido nacionalmente ou que efetivaram as condicionalidades de melhoria de gestão e alcançaram a evolução dos indicadores a serem definidos sobre atendimento e melhoria de aprendizagem com a redução das desigualdades. 

Independentemente da fonte de origem dos valores que compõem o Fundo, todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação, incluída sua condigna remuneração. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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