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Fórum Internacional de Mulheres no Turismo vai debater ancestralidade, inclusão e novas experiências de viagem
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O Ministério do Turismo (MTur) promove, a partir das 10h, do dia 4 de junho, dentro da programação do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB), o painel “Diversidade, Pertencimento e Experiências da Mulher no Turismo”. A proposta da mesa é ampliar o debate para além da segurança da mulher viajante, com reflexões sobre identidade, inclusão, memória, ancestralidade e representatividade.
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Confira a programação aqui.
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As inscrições podem ser feitas neste link.
O Fórum é promovido pelo Ministério do Turismo, em parceria com a ONU Turismo. O encontro vai reunir ministras, empresárias, especialistas e representantes de organismos internacionais para debater o protagonismo feminino no setor.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, falou sobre a importância de se discutir o tema. “Falar de turismo, hoje, não é apenas falar de destinos, atrativos, eventos culturais. É entender a demanda de cada público, de cada pessoa. E há várias necessidades diferentes, que precisam ser percebidas e atendidas. A experiência de viajar se torna ainda melhor quando os meios de hospedagem, os destinos e os gestores locais compreendem o que cada turista precisa ter para desfrutar os momentos de lazer na sua plenitude”, afirmou o ministro.
Para Carolina Fávero, coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do Ministério do Turismo e moderadora do debate, o objetivo é ampliar o olhar sobre quem ocupa e consome os destinos nacionais. “O turismo precisa reconhecer que diferentes mulheres vivem experiências distintas ao viajar. Não existe uma mulher turista universal. Discutir pertencimento, inclusão e representatividade também é pensar em destinos mais diversos e preparados para todas”, avaliou.
Segundo ela, a discussão dialoga diretamente com a agenda da pasta, de olhar para a mulher também como protagonista, empreendedora e agente de transformação dos territórios. “A forma como as mulheres viajam, escolhem roteiros ou se reconhecem muda conforme raça, idade, território, cultura e pertencimento”, concluiu Fávero.
Pluralidade de vivências
O painel reunirá Thaís Rosa Pinheiro, especialista em afroturismo, que debaterá memória, identidade e a inserção de mulheres negras no setor. A mesa contará, ainda, com Sylvia Yano, referência nacional em turismo 60+, focada em envelhecimento, autonomia e nos hábitos de viagem em diferentes fases da vida.
Também participa do painel Îasypytã Potiguara, liderança indígena e empreendedora, que desenvolve coletivamente a “Rota dos Encantados Potiguara”, iniciativa de base comunitária no litoral norte da Paraíba. Ela apresentará perspectivas sobre ancestralidade, território, protagonismo feminino e o desenvolvimento sustentável do turismo conduzido por mulheres como forma de enfrentamento à violência de gênero.
Serviço
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Painel: Diversidade, Pertencimento e Experiências da Mulher no Turismo
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Data: 4 de junho de 2026
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Horário: das 10h às 11h30
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Local: Centro de Convenções de João Pessoa
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Endereço: Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco, João Pessoa (PB)
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Programação: confira aqui
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Inscrições: neste link
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
4º leilão do Eco Invest Brasil destrava R$ 13,2 bi para bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura no país, com foco na Amazônia Legal
Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fazenda, por meio do Tesouro Nacional, divulgaram, nesta segunda-feira (25/5), os resultados do quarto leilão do programa Eco Invest Brasil. A iniciativa foi lançada durante a COP30, em Belém (PA), e representa a primeira rodada do programa a incorporar pilares do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), que orienta a ação do Estado para impulsionar a bioeconomia no país na próxima década, posicionando a mega biodiversidade brasileira como caminho para a prosperidade econômica.
Oito instituições financeiras – seis bancos privados (ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander) e dois públicos (Banco do Brasil e Caixa) – apresentaram propostas. Na linha principal, a demanda foi de R$7,1 bilhões em capital catalítico público, com potencial de mobilização de R$29,3 bilhões em investimentos elegíveis nos setores de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura. Na linha adicional, a demanda alcançou R$5,3 bilhões de recursos públicos.
Como resultado do leilão, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico da linha principal. Esse montante viabilizará R$ 13,2 bilhões em investimentos totais para os três eixos estratégicos elegíveis. Desse total, o destaque de alocação é de projetos localizados na Amazônia Legal, com cerca de R$ 9 bilhões em potenciais investimentos. Na linha adicional de recursos públicos, o total homologado foi de R$2,5 bilhões. Saíram vencedores Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil
“Planejar, elaborar boas políticas públicas e implementar os instrumentos para a sua realização objetiva é algo muito positivo. O quarto leilão, que trata da bioeconomia e da infraestrutura verde na Amazônia, é algo absolutamente inovador, impensável até pouco tempo atrás. É fantástica também a adesão do setor. Teremos investimentos estratégicos fundamentais”, ressalta o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
A engrenagem que multiplica os recursos públicos no Eco Invest é o blended finance. O Tesouro Nacional realiza empréstimos às instituições financeiras à taxa de 1% ao ano e, como contrapartida, exige que cada real emprestado pelo governo seja acompanhado por, no mínimo, três reais de capital privado – dos quais ao menos 60% devem ser provenientes de investidores estrangeiros. Na prática, cada R$ 1 de recurso público catalisa R$ 3 privados, resultando em uma alavancagem de quatro vezes sobre o capital público aportado.
Dos R$ 13,2 bilhões previstos em investimentos totais, R$ 7,2 bilhões devem vir do mercado externo e R$ 2,9 bilhões do mercado interno. A linha adicional de recursos, inaugurada neste leilão, recebeu R$ 2,55 bilhões em capital público e poderá financiar mecanismos de apoio aos projetos, como assistência técnica, cobertura de performance e infraestrutura habilitante de pequena escala. O objetivo é reduzir riscos e ampliar a bancabilidade de iniciativas em cadeias ainda em desenvolvimento ou em territórios com maior percepção de risco. Três dos quatro bancos vencedores aderiram ao mecanismo.
“O Eco Invest Brasil é, antes de tudo, um programa de desenvolvimento econômico. Ao direcionar crédito verde para a bioeconomia, para o turismo sustentável e para a infraestrutura da Amazônia, estamos levando financiamento a territórios e populações que historicamente tiveram pouco acesso ao sistema financeiro. Cada real catalítico investido representa uma cadeia produtiva fortalecida, um empreendedor bancarizado, uma comunidade conectada à economia formal”, afirma o Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Demandas históricas da Amazônia serão atendidas
A aplicação de quase 70% dos investimentos previstos na Amazônia Legal é resultado das regras do leilão, que determinaram que a totalidade dos recursos captados para infraestrutura fosse direcionada à região, além de exigir que ao menos um quarto da carteira, em qualquer eixo, fosse destinado a ela.
Do total de R$9 bilhões a serem canalizados para a Amazônia Legal, cerca de 90%, equivalentes a R$ 7,9 bilhões, vão para o eixo de infraestrutura, nas áreas de energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono. É o tipo de investimento que destrava gargalos históricos que isolam comunidades e encarecem a produção das cadeias da bioeconomia e da sociobioeconomia amazônica.
Os outros dois eixos, bioeconomia e turismo sustentável, estão alinhados aos pilares do PNDBio: sociobioeconomia e ativos ambientais, bioindustrialização e produção sustentável de biomassa. A bioeconomia ficou com 9,9% dos R$ 9 bilhões, e o turismo sustentável, com 2,6%.
Em relação ao valor global de R$ 13, 2 bilhões, a sociobioeconomia recebeu R$ 1,9 bilhão, ou 14,4% do total. São recursos voltados a povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, justamente o público que o PNDBio quer aproximar do crédito. A bioindustrialização ficou com R$ 2 bilhões (15,1%). A recuperação produtiva e o manejo florestal somaram R$ 527,6 milhões. O turismo reuniu cerca de R$ 900 milhões, divididos entre projetos em unidades de conservação e iniciativas de base comunitária.
O Banco do Brasil lidera a captação no exterior, com R$ 3,9 bilhões previstos, mais da metade do capital estrangeiro do leilão.
Inovações e próximos passos
O quarto leilão do Eco Invest Brasil inaugurou duas novidades que o diferenciam das rodadas anteriores e reforçam o objetivo de promover a transformação ecológica. Além da linha adicional, foi instituída a contrapartida educacional, em que os bancos terão de aplicar com recursos próprios, a cada ano, o equivalente a 1% do saldo não amortizado da linha principal em pesquisa, capacitação e empreendedorismo tecnológico, por meio de instituições de ciência e tecnologia. O potencial de arrecadação no primeiro ano chega a R$ 178,3 milhões, e um quarto disso, R$ 44,6 milhões, fica reservado à Amazônia Legal.
A aplicação efetiva dos recursos passará por auditoria financeira independente e por um provedor de opinião de segunda parte (Second Party Opinion), com os dados validados previstos para o primeiro semestre de 2028. Até lá, o andamento de cada projeto pode ser acompanhado no Monitor Eco Invest, plataforma pública do programa.
Eco Invest Brasil
O Eco Invest Brasil integra o Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, e tem como objetivo mobilizar capital privado nacional e internacional para projetos com impacto econômico, social e ambiental. O programa combina instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para impulsionar a transição ecológica brasileira.
Com os quatro leilões já realizados, o Eco Invest Brasil alcança mais de R$ 140 bilhões mobilizados e reúne 13 instituições financeiras credenciadas, consolidando-se como uma das principais plataformas de financiamento climático e desenvolvimento sustentável do país.
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