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Governo do Brasil realiza 2ª reunião da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais

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A segunda reunião da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais 2026 ocorreu nesta quarta-feira (1/7), realizada no Palácio do Planalto sob coordenação da Casa Civil e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O encontro marcou o avanço do Governo do Brasil na etapa de planejamento para a execução das ações preventivas previstas para o período crítico de incêndios florestais.

A reunião teve como objetivo realizar um ponto de controle executivo dos encaminhamentos definidos na primeira reunião da Sala de Situação, acompanhando a implementação das medidas previstas nas áreas de prevenção, preparação, comunicação, resposta operacional, investigação, articulação federativa e cooperação internacional.

A reunião foi conduzida pelo secretário-executivo adjunto do MMA, Guilherme Checco, e reuniu representantes de ministérios e órgãos federais envolvidos na preparação para a temporada de incêndios florestais de 2026, que pode vir intensificada devido ao fenômeno do El Niño. Checco destacou que o combate aos incêndios florestais é uma responsabilidade compartilhada entre governo federal, governos estaduais e municipais e os próprios produtores rurais.

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Na reunião, secretário substituto extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, João Paulo Sotero de Vasconcelos, apresentou o andamento das ações coordenadas pela pasta, destacando a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo como eixo estruturante da estratégia federal de prevenção e enfrentamento aos incêndios florestais.

As apresentações também contemplaram as ações desenvolvidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), além de outros órgãos federais.

A atuação integrada busca fortalecer a capacidade de resposta do Estado brasileiro, ampliar a articulação entre os entes federativos e consolidar a responsabilidade compartilhada entre União, estados, municípios, produtores rurais, povos indígenas, comunidades tradicionais e demais usuários do território.
Instituída em 2024, a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais reúne periodicamente órgãos federais para acompanhar os cenários climáticos, monitorar os riscos e coordenar ações de prevenção, preparação e resposta aos incêndios florestais em todo o país.

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A primeira reunião da Sala de Situação de 2026 foi realizada em maio, também no Palácio do Planalto, quando o Governo Federal alinhou o planejamento integrado para a temporada de incêndios florestais, a partir das projeções climáticas para o segundo semestre e da definição das primeiras ações preventivas.

Confira a matéria da primeira Sala de Situação 2026 aqui 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Estudo traz subsídios para Brasil avançar na Política Nacional de Economia de Dados

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou nesta quinta-feira (2/7) um Relatório de Recomendações Jurídicas com subsídios técnicos para apoiar a elaboração da Política Nacional de Economia de Dados (PNED).

O documento foi elaborado pela consultoria portuguesa Futura, por meio de uma parceria firmada entre o MDIC e a GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) no âmbito do Diálogo Digital Brasil–União Europeia. A iniciativa é apoiada pela União Europeia e pelo governo alemão, sendo a GIZ responsável pela implementação dos projetos no contexto dos Diálogos Digitais Internacionais.

“A transformação digital vem impulsionando um novo paradigma econômico, no qual o uso estratégico dos dados e o seu compartilhamento seguro são fundamentais para gerar valor, inovação e competitividade por meio de novos produtos, processos e serviços”, afirma Cristiane Rauen, diretora do Departamento de Transformação Digital e Inovação do MDIC.

“Contudo”, continua ela, “o país ainda enfrenta obstáculos estruturais e regulatórios, embora apresente elevada aptidão tecnológica, já que, por exemplo, existem 175 milhões de usuários no portal GOV.BR e, recentemente, foi alcançado o recorde 313,3 milhões de transações por PIX em único dia”.

O objetivo do relatório é apresentar um panorama do tema a partir das experiências de normatização em Economia de Dados realizadas pela União Europeia nos últimos anos. O pioneirismo europeu se consolida pela Lei de Governança de Dados (Data Governance Act, 2022), pelo Regulamento de dados (Data Act, 2023) e pelo Digital Omnibus (2025).

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O relatório do MDIC está estruturado baseando-se nas diferentes perspectivas para a elaboração de uma política pública fundamentada no compartilhamento de dados, em três fluxos distintos: Governo para Empresas (G2B); Entre Empresas (B2B); e Empresas para Governo (B2G). Essa abordagem – por modelos de negócios no compartilhamento de dados – permite redução das ambiguidades regulatórias e aumento da previsibilidade para os atores envolvidos.

Outro elemento central é a ênfase na implementação gradual, por meio de projetos-piloto em setores estratégicos. Segundo o relatório, essa estratégia permite testar, em condições reais, os instrumentos de governança, os padrões de interoperabilidade, os modelos de compartilhamento de dados e, até mesmo, meios rápidos e técnicos para resolução de disputas, reduzindo incertezas jurídicas.

O relatório destaca ainda a necessidade de coordenação institucional robusta para garantir escala e efetividade à política de dados. A experiência internacional demonstrou que a ausência de coordenação tende a gerar fragmentação e reduzir a adoção, especialmente entre pequenas e médias empresas. Essa coordenação deve ser acompanhada por instrumentos que reduzam riscos jurídicos, custos de transação e barreiras técnicas no compartilhamento de dados.

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Entre outros pontos, o relatório aponta que economia de dados não deveria ser compreendida apenas como um segmento isolado do setor de tecnologia, mas sim como uma infraestrutura econômica crítica, capaz de aumentar a produtividade, impulsionar a inovação e ampliar a competitividade sistêmica da economia brasileira.

“A utilização intensiva de dados contribuiu para ganhos de eficiência, melhoria na tomada de decisões, aumento da transparência e estímulo à inovação, além de favorecer a criação de empregos qualificados”, afirma Cristiane Rauen. “Esses efeitos reforçaram o papel estratégico dos dados para a agenda de desenvolvimento nacional, particularmente em um contexto de transformação digital acelerada e crescente competição internacional por capacidades tecnológicas”.

Em síntese, o estudo conclui que o Brasil dispõe dos elementos fundamentais para avançar na estruturação de uma economia de dados dinâmica e competitiva. Mas a transformação desse potencial em resultados depende da implementação de uma política pública coordenada, orientada a evidências e focada em execução.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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