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MEC apoia redes na elaboração de políticas de alfabetização

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, na quinta-feira, 14 de maio, um webinário voltado ao apoio das redes de ensino na elaboração de políticas municipais de alfabetização. A atividade foi transmitida ao vivo pelo canal do MEC no YouTube e reuniu gestores, técnicos e profissionais da educação de todo o país. A iniciativa integra as ações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA)

Parte do eixo de governança e gestão do CNCA, o evento compõe uma série de cinco webinários que buscam orientar e apoiar as redes de ensino na construção de políticas locais de alfabetização. Ao final do ciclo formativo, será disponibilizado um guia de apoio para a elaboração dessas políticas, inspirado em materiais já produzidos pela política de educação em tempo integral. 

Na abertura do encontro, a diretora de Formação Docente e Valorização dos Profissionais da Educação do MEC, Rita Esther Ferreira de Luna, destacou o caráter formativo e colaborativo da iniciativa. “Essa sequência de webinários é uma estratégia formativa importante para que possamos proporcionar espaços de diálogos profundos sobre temas essenciais da educação brasileira. É uma ação que, sobretudo, deve ser realizada de forma democrática e colaborativa”, afirmou. 

O conteúdo do webinário foi conduzido pela professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Isabel Cristina Alves da Silva Frade. Durante a apresentação, a especialista detalhou os principais elementos que devem orientar a formulação de políticas municipais de alfabetização, destacando a importância de que o processo considere as realidades sociais, educacionais e territoriais de cada rede de ensino. 

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Segundo ela, o primeiro passo é a realização de um diagnóstico detalhado da realidade educacional do território, considerando indicadores de aprendizagem, desigualdades entre escolas e regiões, condições de oferta educacional e o perfil dos estudantes e professores alfabetizadores. Esse levantamento permite identificar os principais desafios para garantir o direito das crianças à apropriação da linguagem escrita.  

A análise também deve considerar aspectos pedagógicos e institucionais das redes de ensino, como a formação inicial e continuada dos professores alfabetizadores, a estabilidade das equipes, o acompanhamento pedagógico realizado pelas secretarias de educação e as condições de trabalho nas escolas. Além disso, a especialista destacou a importância de observar o currículo, as metodologias utilizadas nas turmas de alfabetização, o uso de materiais didáticos e literários e os instrumentos de diagnóstico formativo que permitem acompanhar o desenvolvimento das crianças ao longo do processo de aprendizagem.  

A partir desse diagnóstico, as redes de ensino podem identificar desafios prioritários e estruturar suas políticas com base em diretrizes, objetivos, metas e estratégias alinhadas às necessidades locais. O webinário ressaltou ainda que a construção dessas políticas deve ocorrer de forma participativa, envolvendo professores, gestores, conselhos e comunidades escolares, além de resultar em um documento institucional que organize as ações da rede e estabeleça mecanismos de acompanhamento e avaliação da política de alfabetização. 

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CNCA – O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como finalidade assegurar o direito à alfabetização para os estudantes até o final do 2º ano do ensino fundamental. A política foi lançada em 2023 e tem como foco recuperar o processo de aprendizagem das crianças que foram afetadas pela pandemia da Covid-19. Por meio da iniciativa, o MEC busca promover a equidade educacional, levando em consideração os aspectos regionais, socioeconômicos, culturais, étnico-raciais e de gênero; a colaboração entre os entes federativos; e o fortalecimento das formas de cooperação entre estados e municípios.  

As metas do CNCA são direcionar os esforços do MEC para a alfabetização na idade certa e recompor a alfabetização nos anos iniciais por meio de: organização de um regime de colaboração e corresponsabilização entre a União, os estados e os municípios; metas pactuadas de resultado de alfabetização com monitoramento e acompanhamento; estratégias de apoio técnico e financeiro da União para melhorar a infraestrutura física e pedagógica das escolas públicas; oferta de materiais didáticos complementares para estudantes e de materiais pedagógicos para professores; sistemas de avaliação da alfabetização; estratégias formativas; e orientações curriculares. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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MMA abre consulta pública para atualização do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), abriu a consulta pública da proposta de atualização do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro III (PNGC III), previsto para o período 2027-2036. Os interessados poderão contribuir até o dia 10 de julho, através de formulário. 

O PNGC é um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira, orientando o uso sustentável da zona costeira e a proteção de seus ecossistemas e comunidades. Desde sua última atualização, em 1997, o país passou por profundas transformações ambientais, sociais e institucionais que tornam urgente a revisão do instrumento — entre elas, a intensificação das mudanças climáticas, o avanço da erosão costeira, novos usos do espaço marinho e a necessidade de maior protagonismo da sociedade civil na governança do litoral. 

A construção de um plano nacional robusto, legítimo e efetivo depende do engajamento de todos os setores da sociedade. A consulta pública é uma etapa decisiva para assegurar a consistência técnica do PNGC III e fortalecer sua legitimidade institucional. 

Acesse aqui o formulário para realizar contribuições ao plano 

Construção participativa 

A proposta que está em consulta é resultado de um processo de construção coletiva iniciado em 2023. Um marco fundamental foi o XV Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO), realizado em Fortaleza (CE), em 2025. O encontro reuniu gestores públicos, a comunidade científica, o setor produtivo, organizações da sociedade civil e povos e comunidades tradicionais. Durante o evento, foram sistematizadas mais de 500 contribuições que fundamentaram a atualização do plano. 

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A nova estrutura ganha ainda mais relevância diante dos avanços do Planejamento Espacial Marinho (PEM), que evidenciam a zona costeira como espaço central de conflitos de uso, pressões ambientais e oportunidades de desenvolvimento sustentável. 

Quatro eixos estratégicos 

O PNGC III organiza suas ações em quatro eixos estratégicos complementares, com horizontes de implementação de curto, médio e longo prazos: 

  • Vulnerabilidade Costeira e Adaptação às Mudanças do Clima — voltado à redução de riscos, ao aumento da resiliência socioambiental e à incorporação da adaptação climática nas políticas públicas, incluindo o monitoramento da linha de costa e o apoio a iniciativas de proteção costeira frente à erosão e à inundação. 

  • Ordenamento Territorial Integrado da Zona Costeira e Marinha — busca compatibilizar usos e atividades na zona costeira, integrando o gerenciamento costeiro ao Planejamento Espacial Marinho, fortalecendo o Projeto Orla e incentivando a elaboração e normatização dos Zoneamentos Ecológico-Econômicos Costeiros (ZEECs) estaduais. 

  • Conservação e Recuperação de Ecossistemas Costeiros — com foco na proteção, restauração e uso sustentável de ecossistemas estratégicos para a biodiversidade, os serviços ecossistêmicos e a mitigação e adaptação climática, incluindo ações contra a poluição por plásticos no oceano e o apoio à criação de áreas protegidas costeiras e marinhas. 

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  • Participação Social na Gestão Costeira — reconhece o papel central da sociedade civil, comunidades locais e povos e comunidades tradicionais na governança costeira, com ações de mapeamento participativo, fortalecimento de colegiados e garantia de acesso amplo e irrestrito às informações do gerenciamento costeiro. 

Próximos passos 

As contribuições recebidas serão analisadas pela equipe técnica do MMA e da CIRM, subsidiando a versão final do PNGC III, a ser implementado em regime de cooperação entre União, estados e municípios costeiros. 

O plano estabelece, ainda, um sistema de monitoramento e avaliação contínua, com avaliação de meio-termo, ao final de cinco anos, e avaliação final, ao término dos dez anos de vigência, conduzidas no âmbito do Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (GI-GERCO). 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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