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MEC discute intersetorialidade e educação especial inclusiva

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O Ministério da Educação (MEC) participou da mesa “Experiências e desafios nos fluxos intersetoriais para garantir os direitos do público da educação especial inclusiva”, realizada durante o Seminário Nacional de Educação Especial e Inclusiva, dedicado ao fortalecimento da modalidade de ensino. O debate reuniu representantes de diferentes instituições para discutir estratégias de articulação entre educação, saúde, assistência social e outras políticas públicas voltadas à garantia dos direitos dos estudantes da educação especial. 

O MEC foi representado pelo diretor de Articulação Intersetorial da Secretaria de Articulação e com os Sistemas de Ensino (Sase), Antonio Claret, que apresentou a experiência do Planejamento Regional Intersetorial da Educação no Marajó (PA) e destacou a importância da cooperação entre diferentes áreas governamentais para enfrentar desafios educacionais complexos. A participação reforça o papel da Sase na implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036 e na promoção do diálogo federativo necessário ao alcance de suas metas. 

“A experiência do planejamento regional intersetorial da educação no Marajó — elaborado de forma participativa com gestores da educação e de outras áreas dos municípios do arquipélago — identificou um conjunto de problemas que comprometem o direito à educação de crianças, adolescentes e jovens. Esses problemas são experienciados de forma ainda mais grave pelo público da educação especial, exigindo uma abordagem interseccional e intersetorial para superar barreiras e garantir sua participação plena e efetiva no processo educativo”, afirmou Antonio Claret. 

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A discussão dialoga diretamente com os objetivos do novo PNE relacionados à promoção da equidade, da inclusão e da garantia do acesso, da permanência e da aprendizagem de todos os estudantes. Os debates também contribuirão para a construção da Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva, reforçando o compromisso do MEC com a participação social, a articulação intersetorial e a construção de políticas públicas capazes de ampliar oportunidades educacionais e promover uma melhor qualidade de vida escolar em todo o país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase 

Fonte: Ministério da Educação

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MTE embarga parcialmente obra na BR-158 após identificar riscos extremos a trabalhadores no Rio Grande do Sul

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, determinou, no último dia 19 de junho, o embargo parcial de uma obra de proteção de encosta na BR-158, entre os municípios de Santa Maria e Itaara, na Região Central do Rio Grande do Sul, após identificar situações de grave e iminente risco à segurança e à saúde dos trabalhadores.

Durante a inspeção, os auditores-fiscais do Trabalho constataram graves falhas na gestão de segurança e saúde no trabalho, incluindo irregularidades em atividades realizadas em altura, na utilização de acesso por cordas, na operação de equipamentos de elevação, nas instalações elétricas e na proteção dos trabalhadores expostos ao intenso tráfego de veículos pesados na rodovia.

A equipe de Auditoria Fiscal do Trabalho encontrou trabalhadores executando atividades em altura utilizando apenas uma corda de segurança, sem apresentação de justificativa técnica para o procedimento; sistemas de ancoragem improvisados; ausência de supervisão adequada; utilização de cestos suspensos em desacordo com os requisitos de segurança; instalações elétricas sem dispositivos de proteção; máquinas e equipamentos com partes móveis desprotegidas; e frentes de trabalho sem segregação física efetiva em relação ao fluxo de veículos na BR-158.

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Segundo avaliação técnica dos auditores-fiscais, as condições verificadas poderiam resultar em acidentes graves ou fatais, incluindo quedas de altura, quedas em áreas sem proteção, esmagamentos, amputações, choques elétricos e atropelamentos. A análise, realizada com base na metodologia prevista na Norma Regulamentadora nº 3 (NR-3), concluiu pela existência de excesso de risco classificado como extremo nos fatores analisados.

Diante das irregularidades identificadas, foi determinado o embargo parcial das atividades consideradas críticas para a segurança dos trabalhadores. A medida alcança atividades de acesso por cordas, utilização de cestos suspensos e cestos acoplados, determinadas máquinas e equipamentos identificados durante a fiscalização, atividades com exposição ao risco de choque elétrico e frentes de trabalho localizadas às margens da BR-158.

Permanecem autorizadas as atividades administrativas e aquelas estritamente necessárias à implementação das medidas corretivas exigidas pela fiscalização do trabalho para a eliminação dos riscos identificados.

O embargo é uma medida administrativa prevista na legislação trabalhista e adotada quando são constatadas situações capazes de provocar acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho, com potencial para causar lesões graves ou fatais. Seu objetivo é interromper temporariamente atividades que apresentem risco elevado, permitindo que as condições de segurança sejam adequadas antes da retomada dos serviços.

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O levantamento do embargo dependerá da comprovação, pela empresa responsável pela obra, da eliminação ou neutralização das situações de grave e iminente risco identificadas na ação fiscal, após nova avaliação da Auditoria Fiscal do Trabalho.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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