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MEC lança editais com foco em estudantes da Rede Federal

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou, nesta quinta-feira, 11 de junho, durante a 156ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em Brasília (DF), o lançamento de três editais para o fortalecimento da educação profissional e tecnológica (EPT). As normativas serão publicadas pelo Ministério da Educação (MEC) na próxima semana e serão voltadas a projetos de extensão sobre acesso, permanência e êxito dos estudantes, aquisição de equipamentos para laboratórios e apoio à participação em competições acadêmicas. Os investimentos, nas três iniciativas, serão superiores a R$ 85 milhões. 

O edital de apoio à participação de estudantes da Rede Federal e de universidades federais em fases nacionais e internacionais de olimpíadas científicas e competições acadêmicas terá orçamento total de R$ 5 milhões. O suporte financeiro pode chegar a R$ 30 mil para participações individuais e R$ 120 mil para equipes. A chamada pública busca ampliar a presença de estudantes em eventos nacionais e estrangeiros, fortalecer a cultura da pesquisa e inovação, além de valorizar talentos estratégicos para o desenvolvimento do país. 

Segundo Barchini, a participação dos estudantes em eventos internacionais foi um pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “Isso é muito importante porque o exemplo tem muita força nestes tempos de rede social, o exemplo de uma pessoa transforma milhares. Eu acho que quando os estudantes começarem a ver alunos de outros institutos indo para fora, vamos ter um efeito cascata”, observou. 

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Outra seleção é para projetos de extensão que contribuam para o ingresso, a permanência e o sucesso acadêmico dos estudantes da Rede Federal, com recursos da ordem de R$ 30 milhões. A iniciativa contempla os institutos federais (IFs), o Colégio Pedro II, os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) de Minas Gerais e Rio de Janeiro e as escolas técnicas vinculadas às universidades federais. Os recursos poderão chegar a R$ 30 mil por proposta de campus e a R$ 210 mil por proposta institucional. 

O último edital anunciado, destinado à aquisição de equipamentos para laboratórios, terá aportes de R$ 50 milhões, com foco nos campi de institutos federais e demais instituições da Rede Federal. Os apoios poderão variar entre R$ 100 mil e R$ 300 mil por proposta. A medida tem como objetivo modernizar a infraestrutura das instituições e ampliar sua capacidade de atendimento, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e para o fortalecimento das atividades de ensino, pesquisa, inovação e sustentabilidade. 

Reunião – Durante a reunião do Conif, o ministro também ouviu as demandas dos reitores e falou sobre as medidas tomadas pelo MEC para atendê-las. “Todos os avanços que promovemos nos levam a ter outros sonhos. O primeiro deles é continuar a expansão: a gente precisa ter mais unidade, ao mesmo tempo em que a qualidade de ensino se mantém, sob a responsabilidade de saber o que significa um instituto federal para a sociedade. Ele representa um sonho para os estudantes de uma determinada cidade, de uma determinada região, é um exemplo a ser seguido”, apontou. 

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O presidente do Conif e reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Júlio Xandro Heck, entregou ao ministro o documento “10 Objetivos de Desenvolvimento Estratégico e Sustentável”, no qual os dirigentes da Rede Federal pedem o apoio do MEC para o aumento nos recursos destinados à alimentação estudantil, entre outras pautas. 

“O senhor já nos recebeu duas vezes nesta gestão, de alguns poucos meses, à frente do Ministério da Educação. Isso é um símbolo muito importante de disposição da pasta para o diálogo e a escuta. Quero deixar aqui nosso reconhecimento ao trabalho que é feito no MEC. Nós sabemos, evidentemente, sobre as limitações, tanto operacionais como orçamentárias, mas, mesmo com elas, o Senhor lidera lutas em defesa das universidades e da Rede Federal”, concluiu. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

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As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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