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MEC promove workshop para escuta estudantil nacional

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), realizou, nos dias 28 e 29 de abril, o workshop “Implementação do Instrumento de Avaliação dos Fatores de Risco Relacionados à Evasão Escolar”, de caráter preparatório, a partir do balanço da aplicação em estados piloto, em parceria com o Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES) da Universidade Federal de Alagoas (NEES/Ufal). 

O encontro reuniu equipes das redes estaduais do Maranhão, Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, além de representantes do MEC e da universidade parceira, indicadas para participar da etapa piloto do instrumento. A iniciativa teve como objetivo compartilhar resultados da experiência piloto, sistematizar aprendizados e fortalecer a implementação de estratégias preventivas voltadas à permanência dos estudantes na escola. 

Ao todo, o instrumento foi aplicado em 27 municípios, contemplando aproximadamente 3.700 estudantes, permitindo identificar fatores que influenciam a permanência escolar e orientar ações pedagógicas nas redes participantes. 

De acordo com a diretora de Incentivo a Estudantes da Educação Básica, Marisa Costa, a iniciativa integra o conjunto de ações que busca fortalecer instrumentos de proteção às trajetórias escolares e antecipar situações de risco de evasão, em conjunto às demais ações desenvolvidas pelo Ministério da Educação, inclusive a Estratégia Rumo Certo. 

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“As ações de proteção às trajetórias escolares reforçam a importância de atuarmos de forma preventiva e integrada. Instrumentos como a escuta sobre fatores de risco de evasão permitem compreender a realidade dos estudantes e orientar ações pedagógicas antes que o abandono aconteça”, destacou. 

Durante o workshop, representantes dos estados apresentaram experiências desenvolvidas nos territórios, compartilhando boas práticas e desafios relacionados à aplicação do instrumento, como a mobilização das famílias, a leitura dos resultados e a integração das informações ao planejamento pedagógico das escolas. 

As experiências evidenciaram que a escuta estudantil fortalece o vínculo entre escola e estudantes e contribui para decisões pedagógicas mais qualificadas. Em diferentes contextos, tais como escolas urbanas, rurais, ribeirinhas, indígenas, as redes relataram alta receptividade das comunidades escolares e reconhecimento da importância de ouvir os estudantes sobre suas trajetórias e vivências escolares. 

Para a coordenadora do Programa Bolsa Família e do Programa Pé-de-Meia no Mato Grosso, Márcia Gonçalves, a escuta estudantil representa um avanço na valorização da participação dos estudantes nas políticas educacionais. “Quando a escola participa de uma pesquisa que vem ouvir os estudantes, há um sentimento de orgulho e de valorização da voz estudantil. A partir do que eles dizem, conseguimos construir intervenções mais assertivas e fortalecer a permanência escolar”, afirmou. 

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Programação – Ao longo do encontro, os participantes discutiram estratégias para aprimorar o instrumento, incluindo a melhoria da visualização dos resultados e o fortalecimento do papel da mobilização das famílias na aplicação do instrumento. 

O workshop também promoveu momentos de troca de experiências entre os estados, permitindo a socialização de práticas exitosas e o alinhamento de encaminhamentos para a futura expansão nacional da iniciativa. 

A expectativa do MEC é ampliar gradualmente o uso do instrumento de escuta nas redes de ensino, consolidando uma cultura de prevenção e acompanhamento das trajetórias escolares, com foco na redução da evasão e no fortalecimento da permanência dos estudantes no ensino médio. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

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As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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