CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

BRASIL

Ministério do Turismo e UNESCO listam os destinos inteligentes e criativos do Brasil

Publicados

BRASIL

O futuro do turismo global passa por inovação, sustentabilidade e criatividade, e o Ministério do Turismo (MTur) atua para que o Brasil opere efetivamente essa verdadeira transformação. Por meio da Estratégia Nacional de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), a pasta apoia localidades de norte a sul do país a adotarem ações nesse sentido, envolvendo eixos como governança, segurança, acessibilidade e mobilidade.

O trabalho inclui a disponibilização de revistas eletrônicas, elaboradas em parceria com a Unesco, que apresentam os atrativos e as iniciativas desenvolvidas pelas cidades contempladas.

O Brasil, inclusive, é a primeira nação da América Latina a criar uma metodologia própria de DTIs, inspirada no modelo da Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão da Inovação e das Tecnologias Turísticas (SEGITTUR), empresa pública da Espanha, que é pioneira na área.

Além disso, o modelo brasileiro de Destinos Turísticos Inteligentes trabalha um pilar muito especial e específico da metodologia do país: a criatividade. Com isso, é dado destaque ao potencial de cada município em utilizar a economia criativa como diferencial na experiência dos visitantes, ao mesmo tempo em que valoriza o trabalho local e melhora o sentimento de pertencimento dos habitantes. Esse pilar conversa diretamente com as cidades criativas da Rede Unesco, da qual fazem parte vários dos destinos inteligentes em transformação.

Para o visitante, os Destinos Turísticos Inteligentes proporcionam melhores sistemas de transportes, informações digitais precisas e serviços integrados. Já para a população local, a Estratégia DTI promove o desenvolvimento econômico sustentável e a preservação dos patrimônios cultural e ambiental locais, além da geração de novas oportunidades de emprego, renda e inclusão social.

Clique AQUI para acessar as revistas.

Confira abaixo algumas das cidades brasileiras que participam da iniciativa do Ministério do Turismo e que avançam na adaptação do setor a uma nova realidade:

Angra dos Reis (RJ): com 365 ilhas, praias e Mata Atlântica, a cidade investe em gestão integrada e qualificação para equilibrar conservação e desenvolvimento. Com monitoramento por câmeras, Wi-Fi público e o portal “Visite Angra”, o destino proporciona segurança e conectividade. O município abriga ainda o Parque Tecnológico do Mar, ecossistema que acelera startups de turismo náutico e de energia, tornando a região um laboratório vivo.

Belém (PA): conhecida como a “metrópole da Amazônia”, a cidade é cenário de ícones como o Mercado Ver-o-Peso e investe na requalificação de espaços públicos, valorizando acessibilidade e conforto. Por meio de uma governança que une o poder público às comunidades ribeirinhas, Belém promove um turismo que respeita a biodiversidade e as raízes ancestrais. A economia criativa gira em torno de ingredientes amazônicos e saberes tradicionais, gerando renda e inclusão.

Belo Horizonte (MG): na capital mineira, a governança do DTI inclui a Belotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte) no ecossistema de inovação, focando em acessibilidade e mobilidade. O turista conta com portais integrados e infraestrutura que facilita o trânsito entre o clássico e o contemporâneo, apoiado por monitoramento inteligente e sustentabilidade. Por outro lado, BH faz da cozinha seu maior ativo, com a economia criativa girando em torno do “comer bem”.

Leia Também:  PRF reforça fiscalização ambiental com novas viaturas

Bonito (MS): referência em ecoturismo no Brasil, a cidade equilibra tecnologia e preservação. O coração dessa gestão é o Voucher Único Digital, sistema pioneiro, que monitora a capacidade de carga dos atrativos, garantindo a segurança do visitante e a integridade dos ecossistemas. Essa governança integrada entre os setores público e privado assegura padrões rigorosos de qualidade, acessibilidade e conectividade em expansão.

Brasília (DF): a capital federal é um marco do urbanismo moderno e utiliza sua arquitetura icônica como base para a inovação. A governança local foca na integração tecnológica para melhorar a mobilidade e a acessibilidade em seu traçado único, facilitando a experiência do visitante entre os monumentos e as áreas verdes. Com portais de dados e infraestrutura digital, a cidade busca otimizar a gestão urbana e garantir um turismo seguro e eficiente

Campina Grande (PB): conhecida pelo “Maior São João do Mundo”, a cidade usa inteligência de dados para gerenciar grandes fluxos de pessoas, garantindo segurança e eficiência durante festivais. O município oferece uma rede de serviços modernos, com foco em conectividade e soluções digitais. A inovação manifesta-se no design, nas artes visuais e na modernização das festas populares, criando um ecossistema de colaboração entre startups e produtores culturais.

Campo Grande (MS): reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do mundo, Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, une a logística eficiente e uma política de gestão e preservação do verde urbano. Principal portão de entrada do Pantanal, o município usa a tecnologia para monitorar fluxos de visitantes, otimizar a segurança e garantir conectividade em parques e centros de eventos, preservando corredores biológicos urbanos.

Curitiba (PR): referência mundial em planejamento urbano, a capital do Paraná prioriza mobilidade e sustentabilidade. Com uma rede de transporte eficiente e parques que servem como “pulmões”, a cidade oferece uma experiência urbana organizada e acessível. A governança DTI foca na integração de dados para otimizar serviços públicos e a segurança do visitante, usando a tecnologia na preservação de seus patrimônios, como o Portal do Turismo Inteligente (POTI).

Florianópolis (SC): a “Ilha da Magia” integra suas belezas naturais a um dos ecossistemas tecnológicos mais vibrantes do país. A cidade investe em uma governança que prioriza a sustentabilidade e a acessibilidade, usando soluções digitais para monitorar o fluxo turístico e melhorar a experiência nas praias e trilhas. Por meio de aplicativos de mobilidade e portais integrados, o visitante navega com facilidade entre o centro histórico e polos de inovação.

Fortaleza (CE): a capital cearense une suas paisagens litorâneas a uma gestão urbana focada em tecnologia e sustentabilidade. A cidade usa monitoramento inteligente e soluções de conectividade para elevar a qualidade da experiência turística. A governança DTI garante que a infraestrutura moderna beneficie tanto visitantes quanto moradores. O fomento a hubs de inovação e distritos criativos impulsiona startups e talentos locais, valorizando a identidade cearense.

Foz do Iguaçu (PR): a cidade consolidou-se como um laboratório internacional para a implementação de DTIs. Localizada na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), a cidade usa tecnologia para otimizar processos migratórios e a mobilidade entre grandes atrativos. Com sistemas avançados de monitoramento e prioridade em acessibilidade nas Cataratas, a cidade une eficiência tecnológica a uma hospitalidade multicultural.

Leia Também:  Lançamento do programa Arpa Comunidades, que beneficiará mais de 130 mil pessoas na Amazônia

Goiânia (GO): a capital de Goiás usa a tecnologia para otimizar a segurança, o tráfego e a experiência do visitante. Reconhecida por suas vastas áreas verdes, a cidade equilibra a força do agronegócio com uma gestão urbana voltada à acessibilidade e à preservação do patrimônio histórico. Por meio de incentivos à cultura e à digitalização de serviços, Goiânia fortalece o turismo de negócios e a governança local, unindo tradição e modernidade.

Gramado (RS): ícone em hospitalidade no Brasil, a cidade é um “DTI em Transformação” de referência, integrando sustentabilidade à gestão de dados. A tecnologia brilha no programa “Conecta Gramado”, que oferece Wi-Fi gratuito em pontos estratégicos como a Rua Coberta, garantindo a jornada digital para os turistas e moradores. Das fábricas de chocolate artesanal ao design de mobiliário de alto padrão, a criatividade local gera milhares de empregos qualificados.

João Pessoa (PB): a capital paraibana investe em tecnologias de monitoramento para preservar orlas e áreas verdes, oferecendo uma experiência turística segura e equilibrada. A gestão foca na acessibilidade urbana e na digitalização de serviços, facilitando o acesso ao rico patrimônio histórico e natural. A economia criativa promove a inclusão social e a geração de renda, transformando a identidade paraibana em um produto de alto valor agregado.

Rio de Janeiro (RJ): principal cartão-postal do Brasil, a cidade, por meio do Centro de Operações Rio, usa tecnologia para monitorar o tráfego e a segurança, garantindo fluidez em eventos como Réveillon e Carnaval. A acessibilidade em pontos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar é referência mundial. A capital fluminense incentiva o empreendedorismo cultural em comunidades e investe na economia do Carnaval, que gera milhares de empregos.

Apoio à implementação de DTIs

A jornada para se tornar um DTI reconhecido pelo Ministério do Turismo é organizada em cinco etapas. O processo começa com um diagnóstico da pasta, que avalia a maturidade atual do destino com base em requisitos ligados a cada um dos pilares da estratégia, seguido da elaboração de um Plano de Transformação, onde são definidas as ações prioritárias para potencializar suas virtudes.

Durante a execução desse plano, o município recebe o selo “DTI em Transformação”, um reconhecimento ao seu compromisso com a mudança. A etapa final envolve a realização de uma auditoria oficial, que, caso seja aprovada, confere ao destino o título “DTI Brasil”, validando internacionalmente a qualidade de sua gestão e infraestrutura.

O MTur oferece não apenas a metodologia, mas também fornece capacitações e ferramentas práticas a gestores, a exemplo de suporte à comercialização dos destinos participantes do projeto. O órgão incentiva ainda a troca de experiências entre as localidades, por meio da Rede Brasileira de DTIs, criada com o apoio da pasta e que conecta os municípios contemplados.

Por Victor Mayrink

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Lançado pelo MJSP, caderno orienta atuação dos Bombeiros Militares no atendimento a mulheres e meninas vítimas de violência

Publicados

em

Rio Branco, 21/5/2026 – Os Corpos de Bombeiros Militares de todo o Brasil passam a contar com um referencial nacional para orientar o atendimento a mulheres e meninas em situação de violência. Elaborado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o Caderno Temático de Referência: Padronização Nacional do Atendimento pelos Corpos de Bombeiros Militares às Mulheres e Meninas em Situação de Violência foi lançado nesta quinta-feira (21), durante o XI Encontro Nacional de Bombeiras Militares, em Rio Branco (AC).

O documento estabelece diretrizes nacionais para qualificar o atendimento prestado pelas corporações, com foco na proteção integral das vítimas, na prevenção da revitimização e na atuação articulada com a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

A iniciativa integra as ações do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, coordenado pelo Governo Federal, que reúne medidas de prevenção à violência de gênero, fortalecimento da rede de proteção e qualificação das instituições que atuam no atendimento às mulheres.

Nesse contexto, o novo caderno amplia a capacidade de atuação dos Corpos de Bombeiros Militares em ocorrências que podem envolver violência doméstica, sexual ou psicológica.

A proposta parte do reconhecimento de que os bombeiros militares ocupam posição estratégica no atendimento inicial de ocorrências e, muitas vezes, são os primeiros agentes públicos a chegar a locais com indícios de violência de gênero.

Segundo o material, ocorrências registradas inicialmente como acidentes domésticos, quedas, mal súbito, incêndios, tentativas de suicídio e acidentes de trânsito podem ocultar episódios de violência doméstica, sexual ou psicológica. Nesses casos, a atuação das equipes influencia diretamente a identificação de indícios de violência, a proteção imediata da vítima, a preservação de vestígios e o acionamento da rede de proteção.
O material também reforça a previsão da Lei Maria da Penha, que determina a capacitação permanente dos Corpos de Bombeiros Militares em temas relacionados a gênero e raça/etnia.

Leia Também:  Francisco Macena recebe representantes da Visão Mundial para tratar de parcerias no enfrentamento ao trabalho infantil

Construção interinstitucional

O conteúdo foi elaborado de forma colaborativa e interinstitucional, a partir das discussões realizadas durante o Encontro Nacional: Segurança Pública e o Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, promovido pela Senasp. Os debates foram aprofundados posteriormente no IX Encontro Nacional de Bombeiras Militares, realizado no Rio de Janeiro (RJ), em outubro de 2024.

Participaram da elaboração representantes do Comitê Nacional de Bombeiras Militares da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares (Ligabom), do Comitê Nacional de Atendimento Pré-Hospitalar, além de profissionais da Senasp, do Ministério das Mulheres e da ONU Mulheres. O objetivo é consolidar parâmetros mínimos nacionais para a atuação da categoria, respeitando as especificidades operacionais das corporações estaduais.

Fluxo operacional com perspectiva de gênero

Estruturado em seis eixos temáticos, o material reúne orientações detalhadas sobre violência de gênero, direitos humanos, violência institucional e interseccionalidade.
Entre os principais pontos, o documento estabelece um fluxo operacional com perspectiva de gênero dividido em etapas: acionamento da Central de Operações (193), deslocamento, análise da cena, atendimento à vítima, transporte e encerramento da ocorrência.

Leia Também:  Multilateralismo é o caminho para enfrentar distorções comerciais, defende MDIC

As diretrizes incluem avaliação de riscos, leitura qualificada do ambiente, identificação de sinais de violência, cuidados com a privacidade e a dignidade da vítima, preservação de vestígios e medidas para evitar a revitimização.

O caderno também apresenta orientações específicas para situações de violência sexual, atendimento a meninas, mulheres em sua diversidade e integrantes femininas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Emergências climáticas

Um dos capítulos do documento foi dedicado à proteção de mulheres e meninas em emergências climáticas e desastres. O texto reconhece que cenários de deslocamento forçado e abrigamento ampliam vulnerabilidades e riscos de violência de gênero.

As medidas previstas incluem ações de prevenção à violência sexual, proteção de meninas desacompanhadas e estratégias de privacidade e segurança em contextos de desastre.

Referência nacional

De acordo com a Senasp, o caderno tornou-se o primeiro referencial nacional voltado especificamente à atuação dos Corpos de Bombeiros Militares no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Além de fortalecer a integração entre as políticas de segurança pública e as políticas para as mulheres, o documento busca ampliar a qualificação técnica das corporações e reforçar o entendimento de que o atendimento emergencial também integra a resposta do Estado ao enfrentamento da violência de gênero.

A publicação está disponível gratuitamente no portal do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Acesse aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA