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MJSP assina acordo de cooperação para acolhida humanitária de afegãos

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Brasília, 20/02/2025 – Em março de 2025, o Brasil começará a proporcionar acolhida humanitária a migrantes afegãos em situação de vulnerabilidade. A iniciativa será possível a partir da assinatura, nesta sexta-feira (21), de um acordo de cooperação entre a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a organização da sociedade civil Panahgah Associação de Apoio Humanitário Internacional.

O documento prevê beneficiar 500 pessoas ao longo do ano. O Brasil é um dos poucos países que concede visto de acolhida humanitária a afegãos. Agora, com a assinatura do acordo de cooperação, esses migrantes terão apoio na chegada ao Brasil, com aluguel de moradia por um ano, custeio das despesas básicas e acesso a serviços públicos, como saúde, educação e assistência social. Eles também receberão documentos nacionais, como CPF e Carteira de Trabalho.

O processo de nomeação dos beneficiários já está em andamento. A Panahgah enviou ao MJSP uma lista com as 60 primeiras pessoas indicadas para o atendimento. O trabalho está na fase de análise dos documentos e dos perfis apresentados. Os critérios seguidos estão no plano de trabalho apresentado pela entidade durante o processo seletivo de organizações para acolhimento de afegãos lançado em setembro de 2024.

Os nomes também serão encaminhados à Polícia Federal para verificação de alertas migratórios e de segurança. Após a validação, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) dará prosseguimento à emissão dos vistos humanitários, que deverão ser retirados na embaixada brasileira em Islamabad, no Paquistão.

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A Senajus, por meio da Coordenação-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), ficará responsável por monitorar o cumprimento das ações de integração local e garantir que os beneficiários tenham acesso a direitos básicos e oportunidades de inserção socioeconômica.

Acolhida humanitária pela Panahgah

O acordo com a Panahgah é um marco no Programa de Reassentamento, Admissão e Acolhida Humanitária por Via Complementar e Patrocínio Comunitário, que visa oferecer soluções de acolhimento humanitário para nacionais afegãos forçados a deixar seu país de origem. Ela é a primeira organização da sociedade civil a firmar acordo com o Governo Federal para oferecer acolhida humanitária e integração social a famílias, idosos, crianças e sobreviventes de violência do país do Oriente Médio.

A associação será responsável por receber as pessoas, providenciar moradia e promover as ações de integração local dos migrantes. Após um período inicial de adaptação na sede da organização, os afegãos serão redirecionados para municípios onde a entidade tem parceiros. O projeto prevê o financiamento do aluguel de casas e apartamentos por um ano, além de um recurso mensal para cobrir as despesas básicas das famílias.

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Para isso, a Panahgah conta com uma ampla rede de apoio, entre eles, instituições como a Universidade de Campinas (Unicamp), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Agência ONU para as Migrações (OIM).

Patrocínio comunitário

O programa de patrocínio comunitário é uma das vias complementares de acolhida humanitária previstas na Portaria Interministerial MJSP/MRE nº 42/2023, que estabelece diretrizes para receber afegãos no Brasil.

O instrumento permite fazer parcerias com organizações da sociedade civil e agências internacionais, como o Acnur e a OIM, com a finalidade de garantir que os migrantes tenham acesso a direitos básicos, como saúde, educação e assistência social, além de apoio para inserção no mercado de trabalho e aprendizado do português.

Outras organizações da sociedade civil estão em fase avançada de análise para participar do programa. Duas delas estão habilitadas: o Instituto Estou Refugiado e a Missão de Apoio à Igreja Sofredora (Mais). Juntas, elas poderão oferecer mais de 200 vagas para o acolhimento de afegãos.

As entidades interessadas em atuar no acolhimento de afegãos no Brasil ainda podem enviar propostas à Senajus. As regras estão no Edital de Chamamento Público nº 1/2024.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Prorrogadas inscrições para Olimpíada de Professores de Matemática

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O Ministério da Educação (MEC) ampliou para 31 de maio o prazo para as inscrições da 3ª edição da Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil (OPMBr). A iniciativa é voltada para professores dos anos finais do ensino fundamental e tem como objetivo valorizar a prática pedagógica dos professores, bem como contribuir para o fortalecimento da aprendizagem da matemática nas escolas públicas brasileiras. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo portal oficial da olimpíada

Podem se inscrever professores efetivos ou temporários que estejam em sala de aula em escolas da rede pública. A OPMBr é estruturada em três fases: enquanto as duas primeiras são classificatórias e eliminatórias, a terceira é apenas classificatória. A Fase I consiste em testes com questões de matemática e didática; a Fase II envolve o envio de um vídeo com proposta pedagógica; e a Fase III é composta pela avaliação de portfólio e entrevista. O regulamento completo está disponível no site oficial da olimpíada

A 3ª Olimpíada de Professores de Matemática no Brasil – Edição anos finais do ensino fundamental é uma das ações dos eixos de reconhecimento e compartilhamento de boas práticas e de formação profissional do Compromisso Nacional Toda Matemática. 

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Webinário – Na terça-feira, 19 de maio, o MEC abre um webinário para tratar da prorrogação do prazo de inscrição para a OPMBr, com participação dos professores medalhistas da 2ª edição da olimpíada, que acabaram de retornar de uma missão na China. O evento ocorre às 17h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube

Toda Matemática – O Compromisso Nacional Toda Matemática tem como objetivo assegurar que todos os estudantes da educação básica se apropriem dos conhecimentos e desenvolvam as competências e habilidades estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a área da matemática. Além disso, busca garantir a institucionalização de programas de fortalecimento da educação matemática em todos os sistemas e redes de ensino que atendem à educação básica. 

Os princípios do Toda Matemática incluem o fortalecimento da colaboração entre estados e municípios, com foco na promoção da equidade educacional no território, o enfrentamento das desigualdades regionais, socioeconômicas, étnico-raciais e de gênero, e a centralidade dos processos de ensino-aprendizagem da matemática, atendendo às necessidades das escolas. A estratégia, do governo federal, de apoio técnico-pedagógico e financeiro inclui a produção de materiais de orientação para currículo, avaliação e formação, e incentiva financeiramente a execução de iniciativas e projetos voltados ao aprimoramento do ensino e da aprendizagem em matemática. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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