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MJSP destaca soberania digital e proteção de direitos no Painel TeleBrasil 2026
BRASIL
Brasília, 20/5/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou, na terça-feira (19), da abertura do Painel TeleBrasil 2026, principal evento de telecomunicações do País, que segue até esta quarta (20), em Brasília (DF).
O encontro funciona como plataforma de diálogo sobre a agenda institucional, regulatória e econômica da conectividade e da inovação no Brasil. O evento reúne cerca de 80 especialistas, entre autoridades, parlamentares e representantes do setor público e privado. Ao longo de dois dias, 15 painéis discutem os desafios trazidos pelo avanço da Inteligência Artificial (IA), desde a expansão da conectividade até temas como proteção de dados, privacidade e soberania digital.
O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, representou o MJSP e reafirmou o compromisso do ministério com os debates que moldam o futuro da conectividade e da inovação no Brasil.
Ao lado do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri; e do senador Espiridião Amin, entre outras autoridades e lideranças do setor, Victor Fernandes apresentou as estratégias do Ministério para garantir que a transformação tecnológica ocorra com segurança e respeito aos direitos dos cidadãos.
Fernandes definiu as telecomunicações como a base da soberania digital brasileira. “O setor de telecomunicações não é parte, não é insumo da economia digital — ele é a economia digital no Brasil”, afirmou.
Nos primeiros cem dias da atual gestão, o Ministério da Justiça e Segurança Pública editou três decretos regulamentadores da Lei nº 15.211, conhecida como EA Digital; criou o Centro de Proteção à Criança e ao Adolescente, integrado à Polícia Federal (PF), para combater crimes digitais contra crianças e adolescentes; e passou a proibir práticas de design manipulativo em redes sociais.
“A agenda de direitos digitais não é obstáculo para o desenvolvimento tecnológico. É condição para que o crescimento seja sustentável, confiável e, acima de tudo, brasileiro”, disse Victor Fernandes.
O ministro das Comunicações reconheceu os avanços do setor, mas destacou que ainda há desafios para ampliar a conectividade com qualidade, segurança e preço acessível. Segundo ele, apenas 22% dos brasileiros têm condições satisfatórias de acesso à internet.
“O setor acreditou no Brasil e demonstrou maturidade, capacidade de inovação e disposição para investir mesmo diante de um cenário global desafiador”, afirmou o ministro.
Atualmente, o 5G atende 1.521 municípios e alcança 76% da população brasileira. Já o 4G chegou a mais de 2,8 mil localidades rurais nos últimos dois anos, beneficiando cerca de 1,7 milhão de pessoas. Mais de 100 mil escolas estão conectadas, e R$` 6,5 bilhões do Novo PAC estão previstos para ampliar o acesso à internet nas escolas públicas.
O presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), Alberto Griselli, defendeu mudanças regulatórias diante da transformação tecnológica. Segundo ele, a transição para o Brasil digital pode acrescentar R`$ 1,3 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
O Brasil está entre os países mais conectados do mundo em tempo diário de uso da internet, ocupa a terceira posição global na adoção de Inteligência Artificial Generativa e realiza 88% das decisões de compra pelo celular. Além disso, cerca de 4 milhões de pequenos negócios iniciaram atividades em plataformas digitais no último ano. O Pix, sozinho, responde por 20% do crescimento dos microempreendimentos brasileiros.
“Nos fundos setoriais, R$ 160 bilhões foram arrecadados nos últimos 16 anos sem retorno integral ao desenvolvimento do setor. Ou o Brasil remove suas barreiras institucionais e regulatórias para liderar essa transformação, ou corre o risco de assistir à maior virada tecnológica da história sem protagonismo”, afirmou Griselli.
O senador Espiridião Amin defendeu como urgentes a Lei de Educação Digital (Lei nº 14.533), o marco do cabeamento subterrâneo (PL 3801) e o marco legal da cibersegurança, classificado por ele como “crucial”. Segundo o parlamentar, os crimes cibernéticos colocam o Brasil entre os países com maior incidência e impacto econômico desse tipo de delito.
Estratégias e agenda econômica
O primeiro dia do evento foi marcado por debates estratégicos sobre telecomunicações e transformação digital. Após a abertura sobre a era da Inteligência Artificial e o mercado de telecomunicações, os painéis abordaram conectividade, agenda econômica, investimentos em infraestrutura digital e soberania tecnológica.
A programação também incluiu apresentações sobre redes inteligentes e um panorama dos setores de tecnologia da informação e comunicação (TIC) e telecomunicações no Brasil.
Próximo capítulo da conectividade
No segundo dia, os debates serão voltados aos desafios regulatórios, técnicos e econômicos do setor. Os painéis tratarão de temas como ampliação dos serviços móveis, sustentabilidade econômica da conectividade, governança judicial, cibersegurança, compartilhamento de postes, expansão da cobertura por satélites, impactos da reforma tributária e experiências internacionais em infraestrutura digital e Inteligência Artificial.
O encerramento contará com um painel sobre perspectivas regulatórias na América Latina, com a participação de reguladores e formuladores de políticas públicas de diferentes países da região.
BRASIL
“Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio é avanço civilizatório”, destaca ministro do MJSP após comemoração dos 100 dias da iniciativa
Brasília, 20/5/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, classificou a comemoração dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio como um marco na luta pela garantia dos direitos das mulheres, especialmente do direito à segurança e à vida. “Estamos aqui nesta cerimônia muito importante, com o combate ao feminicídio como pauta central. Várias leis e decretos foram sancionados pelo presidente da República, constituindo um grande avanço — e temos que alcançar esse avanço civilizatório”, afirmou durante evento realizado no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (20).
Entre os atos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão projetos de lei que criam o Cadastro Nacional de Agressores; ampliam as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima; endurecem medidas contra criminosos que continuam ameaçando mulheres mesmo após a prisão; e reduzem burocracias para acelerar a efetivação de medidas protetivas e decisões judiciais. A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, parlamentares e representantes da sociedade civil.
O secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, ressaltou a importância dos atos para conter a escalada da violência digital.
“O decreto de proteção à mulher no ambiente digital traz as ferramentas de que precisamos para impedir que a disseminação do ódio e da violência no ambiente digital ultrapasse as telas e produza violência contra mulheres e crianças brasileiras. Esse é um passo fundamental. Os avanços estão registrados e foram acolhidos pelo presidente da República”, declarou.
Segundo Borges, foram “100 dias de resistência e avanço. Fizemos mais nesses 100 dias do que nos 100 anos passados”.
Para o secretário nacional de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Oliveira Fernandes, as medidas representam um marco para a proteção das mulheres na internet.
“Hoje, demos um passo fundamental no combate a crimes contra a mulher no ambiente digital e trouxemos regras para o enfrentamento a fraudes e outros tipos de ilícitos nas redes sociais. É uma mudança transformadora para dar efetividade à garantia de direitos na internet”, afirmou.
Proteção das mulheres no ambiente digital
O primeiro dos dois decretos assinados nesta quarta-feira estabelece mecanismos de acompanhamento do dever das plataformas digitais de prevenir e agir com celeridade para conter situações de violência contra mulheres em seus serviços.
As empresas deverão manter canal específico e permanente para denúncias de divulgação não consentida de conteúdos íntimos — incluindo imagens geradas por inteligência artificial —, com previsão de retirada do material em até duas horas após a notificação.
O segundo decreto atualiza o Decreto nº 8.771/2016, que regulamenta o Marco Civil da Internet, com base em entendimentos fixados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção do cidadão.
O texto reforça que empresas que operam no Brasil precisam cumprir a legislação brasileira e atuar de forma proativa e proporcional para impedir a circulação massiva de conteúdos criminosos, como fraudes digitais, anúncios enganosos e redes artificiais utilizadas para disseminação de golpes.
A fiscalização do cumprimento das obrigações caberá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Cadastro Nacional de Agressores e proteção das vítimas
Também foram sancionadas leis resultantes dos seguintes projetos aprovados pelo Congresso Nacional:
- PL 1099/2024, de autoria da deputada federal Silvye Alves (União-GO), que cria o Cadastro Nacional de Agressores (CNVM) — banco de dados nacional com informações sobre condenados por crimes de violência contra a mulher, incluindo feminicídio, estupro, perseguição e violência psicológica. A proposta permitirá integração em tempo real entre forças policiais de diferentes estados, facilitando a localização de criminosos foragidos e reduzindo riscos de reincidência.
- PL 2083/2022, de autoria da senadora Soraya Thronicke (União-MS), inspirado no caso de Bárbara Penna, que endurece medidas contra presos que continuem ameaçando vítimas de dentro do sistema prisional, com possibilidade de inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e transferência para presídios em outros estados.
- PL 3257/2019, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que amplia as hipóteses de afastamento imediato do agressor contra a mulher, inclusive em casos de violência moral, patrimonial e sexual.
- PL 5609/2019, de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que altera a Lei Maria da Penha para reduzir burocracias com o objetivo de agilizar o cumprimento de decisões judiciais de proteção às mulheres.
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