BRASIL
MMA promove oficina para avançar na consolidação do SISREDD+
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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou nos dias 3 e 4 de dezembro, em Brasília, a Oficina de Validação dos Indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Salvaguardas de REDD+ (SISREDD+), etapa fundamental para o avanço na consolidação da iniciativa.
A atividade reuniu representantes da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+), de grupos de trabalho técnicos (GTT), com destaque para o que aborda as Salvaguardas, além de representantes de povos indígenas e de comunidades tradicionais, agricultores familiares e instituições que participaram da construção inicial do sistema.
“Avançar nessa construção é garantir direitos, fortalecer a governança, consolidar a transparência e avançar na implementação da Estratégia Nacional de REDD+”, avaliou a diretora do Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+ da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Beatriz Soares.
“O processo de construção vem de uma longa trajetória, sempre marcada por essa participação coletiva. A expectativa é que os resultados desse debate ajudem a aperfeiçoar o SISREDD+ e qualificar as informações que precisamos fornecer internacionalmente para que o país possa acessar recursos provenientes do financiamento climático”, completou.
Construção coletiva e fortalecimento institucional
Durante o primeiro dia, os participantes revisitaram conceitos fundamentais sobre Salvaguardas de REDD+, indicadores e o histórico do SISREDD+. Em seguida, discutiram coletivamente aspectos positivos e recomendações para aprimoramento do conjunto atual de indicadores.
No segundo dia, os grupos aplicaram a matriz de avaliação quantitativa desenvolvida para o processo, classificando os indicadores conforme critérios metodológicos e sistematizando contribuições para aperfeiçoamento final.
“Nós temos um lema: nada é para nós, sem nós. É muito importante estarmos nesse processo de avaliação e conhecimento desses indicadores, dando nossa contribuição enquanto populações tradicionais”, destacou a representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), Célia Pinto.
A oficina representou um momento-chave na evolução do SISREDD+, ao conectar conhecimento técnico especializado à participação direta de atores envolvidos na implementação de políticas climáticas e florestais em diversos territórios. As contribuições geradas subsidiarão a etapa final de consolidação da matriz de indicadores, com a definição das bases para o monitoramento das salvaguardas e a transparência das ações de REDD+ no país.
Importância do SISREDD+
O SISREDD+ ajuda o país a organizar e acompanhar a condução das ações de REDD+ (Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal), um mecanismo de incentivo financeiro, negociado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), para países em desenvolvimento que conseguem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.
Na prática, o sistema reúne informações que mostram se essas iniciativas estão sendo feitas de maneira transparente, com participação das comunidades e respeito aos direitos sociais e ambientais. Com esses dados, o Brasil consegue fortalecer a gestão das políticas de clima e florestas, identificar pontos que precisam de atenção e dar mais segurança e confiança às pessoas e instituições envolvidas no controle do desmatamento.
O Brasil tem trabalhado no aprimoramento do SISREDD+. O processo já incluiu a realização de oficinas em diversos estados (Acre, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais e no Distrito Federal) para viabilizar as bases conceituais do sistema. Também foram adotados 19 indicadores para testagem piloto.
O monitoramento dessa fase ajudou a identificar desafios de aplicabilidade, mensurabilidade e disponibilidade de dados. A partir disso, o MMA promoveu, com apoio técnico do Earth Innovation Institute, via Projeto Floresta+ Amazônia, uma revisão detalhada das propostas e dos resultados alcançados. Esse trabalho gerou um conjunto atualizado de indicadores preliminares.
A validação participativa desses parâmetros foi um passo estratégico para fortalecer a coerência metodológica e o alinhamento entre diferentes níveis da federação, considerou a diretora do Earth Innovation Institute no Brasil, Monica De Los Ríos. “Nós testemunhamos o início desse processo, então chegar nesse ponto de poder ter um instrumento que oriente o governo federal, os estados e todos os implementadores de REDD+ no Brasil é muito importante. Nos dedicamos para garantir que possamos ter um processo participativo adequado. Só poderemos seguir em frente se houver o olhar de todos os atores relevantes.”
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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BRASIL
Evento abordará metas de equidade do Fundeb com prefeitos
O Ministério da Educação (MEC) realizará, na segunda-feira, 18 de maio, o evento Rotas da Equidade – Como alcançar a condicionalidade III do VAAR, em Brasília (DF). O encontro reunirá prefeitos e representantes de municípios de todo o país para discutir estratégias de fortalecimento da equidade nas redes públicas de ensino.
A iniciativa tem como objetivo apoiar municípios que ainda não atingiram a condicionalidade III do Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) — relacionada à redução das desigualdades educacionais, especialmente aquelas marcadas por recortes raciais. Para isso, o MEC vai apresentar estratégias de apoio técnico voltadas à formulação e à implementação de políticas educacionais mais justas.
O cumprimento dos critérios é necessário para que as redes recebam o repasse da União ao Fundeb. O recurso visa ampliar o acesso a direitos educacionais e contribuir para garantir mais qualidade e oportunidades para todos.
Em 2026, cerca de 1.914 redes municipais (34%) ainda não cumprem a condicionalidade III do VAAR. Todos os gestores convidados para o encontro representam redes municipais que ainda não alcançaram esse critério e, por isso, deixaram de receber a complementação de recursos. Os participantes devem realizar inscrição por meio de formulário eletrônico.
Durante o evento, o MEC apresentará materiais como os Referenciais de Implementação de Equidade na Educação, que trazem orientações práticas, indicadores e ferramentas de autodiagnóstico para aprimorar a gestão educacional; os Cadernos de Gestão das Modalidades Educacionais, organizados em seis volumes, com orientações sobre planejamento, financiamento, matrículas, formação e monitoramento; e as Devolutivas de Equidade Racial, que apresentam diagnósticos individualizados das redes municipais e recomendações práticas para promover a equidade racial.
Também serão apresentados o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo, voltado a orientar redes e instituições de ensino na tomada de decisão diante de casos de racismo, e os Cadernos Pedagógicos da Educação Especial Inclusiva, que trazem orientações para promover a inclusão escolar com o uso de tecnologia assistiva.
Confira a programação completa no site do evento.
Fundeb – O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é um Fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um total de vinte e sete Fundos), composto por recursos provenientes de impostos e das transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios vinculados à educação, conforme disposto nos arts. 212 e 212-A da Constituição Federal.
O Fundeb foi instituído como instrumento permanente de financiamento da educação pública por meio da Emenda Constitucional n° 108, de 27 de agosto de 2020, e encontra-se regulamentado pela Lei nº 14.113, de 25 de dezembro de 2020.
Além das fontes de receita de impostos e de transferências constitucionais dos Estados, Distrito Federal e Municípios, integram a composição do Fundeb os recursos provenientes da União a título de complementação aos entes federados que não atingiram o valor mínimo por aluno/ano definido nacionalmente ou que efetivaram as condicionalidades de melhoria de gestão e alcançaram a evolução dos indicadores a serem definidos sobre atendimento e melhoria de aprendizagem com a redução das desigualdades.
Independentemente da fonte de origem dos valores que compõem o Fundo, todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação, incluída sua condigna remuneração.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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