BRASIL
MME instala grupo de trabalho para discutir infraestrutura de reatores nucleares avançados no Brasil
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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta terça-feira (22/4), a 1ª reunião ordinária do Grupo de Trabalho nº 19 (GT-19), no âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB). O encontro marcou a instalação do colegiado, responsável por discutir a infraestrutura nacional voltada a reatores nucleares de potência, com foco na recepção de Pequenos e Microrreatores Modulares (SMRs) no país.
A reunião contou com a participação de representantes de órgãos governamentais e instituições do setor nuclear.
Instituído pela Resolução CDPNB nº 43, de 6 de janeiro de 2026, o GT-19 tem como finalidade avaliar aspectos técnicos, regulatórios e institucionais necessários à inserção de novas tecnologias nucleares no Brasil. Durante o encontro, foram apresentadas a contextualização estratégica do CDPNB e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), as motivações para criação do grupo pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e a proposta de governança e metodologia de trabalho elaborada pelo MME.
A iniciativa reúne diferentes segmentos, incluindo entes públicos, instituições reguladoras, empresas estatais, setor produtivo e academia, com o objetivo de promover uma abordagem integrada sobre os desafios associados à implantação de reatores avançados.
Entre os temas prioritários estão a definição de locais para instalação, a gestão de rejeitos radioativos, a formação de mão de obra qualificada, os modelos operacionais, o financiamento, a seleção tecnológica e o desenvolvimento da cadeia de suprimentos.
A criação do GT-19 acompanha o movimento internacional de expansão dos SMRs, considerados alternativa relevante para diversificação da matriz energética e ampliação da segurança energética.
A expectativa é que o grupo elabore um documento consolidado com diretrizes e recomendações capazes de subsidiar decisões estratégicas no âmbito do Programa Nuclear Brasileiro.
“O GT-19 representa um passo importante para que o Brasil avance de forma estruturada e segura na avaliação de novas tecnologias nucleares. A proposta é construir, de maneira colaborativa, as bases necessárias para a inserção dos pequenos reatores modulares no país, alinhando inovação, segurança e desenvolvimento energético”, afirmou o subsecretário de Governança do MME, Dênis Soares, que coordena o grupo.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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