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MME reafirma planejamento e destaca avanços na modernização do setor elétrico
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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quarta-feira (17/6), do painel de abertura do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE), no Rio de Janeiro, e reafirmou o planejamento, as estratégias e destacou os avanços nas políticas públicas diante das transformações da matriz energética brasileira.
Durante o encontro, o MME apresentou um balanço das principais ações do governo e as próximas ações previstas. Representando o ministro Alexandre Silveira, o secretário-executivo do MME, Gustavo Cerqueira Ataide, destacou que o setor elétrico vive um momento de transformação profunda, com mudanças na matriz elétrica, no perfil dos consumidores, na entrada de novas tecnologias e no aumento da complexidade dos desafios de segurança.
“A missão do MME, sob a liderança do ministro Alexandre Silveira e alinhada ao projeto de desenvolvimento do Governo do Brasil, é assegurar que o setor elétrico brasileiro continue sendo um diferencial estratégico do País e um motor da economia nacional. O caminho não é abandonar os instrumentos que deram segurança ao setor, mas aprimorá-los e atualizá-los. Isso exige melhores modelos, melhor sinalização econômica, mercados mais seguros, novas formas de flexibilidade, expansão coordenada da transmissão, integração de grandes cargas, participação ativa da demanda e soluções regulatórias”, afirmou
O secretário apresentou um balanço das principais iniciativas conduzidas pelo MME, com ênfase no aprimoramento do planejamento energético de longo prazo e na promoção da dimensão social como elemento estruturante das políticas públicas do setor. A reforma do setor elétrico também esteve entre os temas centrais do debate, com destaque para as medidas destinadas ao aperfeiçoamento da alocação de custos e ao enfrentamento das distorções associadas aos subsídios setoriais, em busca de maior eficiência, transparência e sustentabilidade para o mercado de energia elétrica.
Além das regulamentações associadas à Lei nº 15.269/2025, que moderniza o marco regulatório do setor elétrico, o MME sinalizou outras frentes que também vêm sendo trabalhadas, como o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) de baterias, a implementação do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte), as políticas públicas Luz do Povo e Gás do Povo, e a continuidade e o fortalecimento e a retomada do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia (PNE).
Mecanismos para o setor elétrico
O painel abordou ainda a decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de manter os parâmetros do Conditional Value at Risk (CVaR). Ataide explicou que a medida é coerente com os riscos de potência identificados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o médio prazo, e que seria inadequado reduzir a aversão ao risco antes da entrada efetiva dos recursos contratados e diante das limitações atuais da cadeia de modelos.
O secretário-executivo destacou que as instituições decidiram, de forma unânime, avançar em uma agenda de aprimoramento da modelagem, da governança e da participação dos agentes na formação de preços, conciliando segurança e modernização.
“O desenvolvimento de novas ferramentas deverá considerar demandas comuns a todas as instituições envolvidas e contar com mecanismos de transparência que ampliem a participação do mercado, dos diversos setores e da sociedade civil organizada. Nesse contexto, o Ministério pretende adotar um processo mais participativo na construção da governança dessas soluções, permitindo que diferentes agentes contribuam para definir os elementos que devem fazer parte dessas soluções”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a preparação cuidadosa para a abertura do mercado livre de energia em 2027 e na expansão significativa dos programas de resposta da demanda, fortalecendo uma transição mais moderna, eficiente e capaz de atender, de forma dinâmica, às necessidades do sistema elétrico brasileiro.
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BRASIL
Conama aprova resolução sobre uso responsável do fogo
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, na última quarta-feira (10/6), resolução que amplia a segurança jurídica, padroniza procedimentos e fortalece a gestão integrada do uso do fogo. A deliberação ocorreu durante a 150ª Reunião Ordinária do Plenário, realizada na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
A norma estabelece critérios e condições mínimas para a emissão da Autorização por Adesão e Compromisso (AAC), utilizada para realizar queima controlada com finalidades agrossilvipastoris em locais cujas peculiaridades justifiquem o uso do fogo controlado.
Ao destacar as ações já em curso para prevenir e combater incêndios florestais, Capobianco relembrou o desafio imposto pelo El Niño. O fenômeno climático altera o regime de chuvas, o que pode provocar secas severas e risco de incêndios florestais de grandes proporções.
“Temos um desafio grande pela frente, com a chegada de um El Niño potencialmente intenso, o que vai exigir muito de nós. Será uma oportunidade para nós mostrarmos para a sociedade brasileira como essa integração pode fazer diferença”, ressaltou.
Na ocasião, também foi aprovada uma moção proposta pela sociedade civil que recomenda ao poder público a adoção de medidas preventivas, sistemas de alerta e protocolos de redução de riscos, diante da possibilidade um El Niño de forte intensidade.
Também estavam presentes da reunião o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Garo Batmanian, e a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Senna.
Unidades de Conservação e substâncias perigosas
Outras duas resoluções foram aprovadas pelo Conselho. Uma delas amplia a possibilidade de enquadramento de Unidades de Conservação (UCs) no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A medida objetiva ampliar a integração, a visibilidade e a consolidação das áreas protegidas brasileiras.
Já a outra estabelece restrições ao uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos eletroeletrônicos fabricados, distribuídos e comercializados no Brasil. A normativa visa reduzir impactos ambientais e riscos à saúde humana, alinhando o país às melhores práticas internacionais e fortalecendo a economia circular.
Outras decisões
Além disso, duas moções apresentadas por conselheiros da sociedade civil abordam temas estratégicos da agenda ambiental. Uma delas destaca a necessidade de definição de diretrizes nacionais e de salvaguardas socioambientais e climáticas para o licenciamento ambiental de data centers no Brasil.
A outra defende a criação de uma Unidade de Conservação na Serra da Chapadinha, na Chapada Diamantina (BA). De acordo com entidades ambientais locais, há registros crescentes de violência armada contra lideranças da região.
Outros três temas permaneceram na pauta e voltarão a ser discutidos na próxima reunião. Eles tratam da elaboração dos Planos para Episódios Críticos de Poluição do Ar, da revisão das condições e dos padrões de lançamento de efluentes em corpos d’água e do licenciamento ambiental da aquicultura.
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