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‘Não existe turismo pleno sem participação ativa da mulher’, diz secretária-executiva do MTur, durante abertura do Fórum de Mulheres

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“O sucesso do turismo só é efetivo se houver justiça social, e não existe turismo pleno sem a participação ativa e valorizada das mulheres”. Foi com essas palavras que a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat, abriu o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).

O evento, promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo, debate, até esta quinta-feira (4), o protagonismo feminino no setor.

Para a secretária-executiva, o fórum reflete a prioridade do governo federal em fortalecer as mulheres em todas as esferas.

“Vivemos um momento histórico para o turismo brasileiro, com recordes de visitantes e geração de empregos. Mas esse sucesso só faz sentido se caminhar lado a lado com a justiça social e a valorização das mulheres”, disse.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que cumpre agenda em Brasília, destacou, por vídeo, que a valorização das mulheres está no centro das políticas públicas do governo federal.

Segundo ele, discutir a participação feminina no turismo significa reconhecer o papel estratégico das mulheres na construção e no fortalecimento do setor. “Estamos falando do direito de ocupar espaços, liderar negócios, viajar com autonomia e construir o próprio futuro. Um turismo forte é aquele em que as mulheres encontram respeito, oportunidades e segurança em todas as etapas dessa jornada”.

A abertura reuniu autoridades, empresárias e lideranças do setor.

Hoje, as mulheres representam mais de 52% da força de trabalho do turismo brasileiro e lideram dois em cada três negócios do ramo no país. Segundo Fernanda, apoiar o protagonismo feminino significa criar oportunidades para que mulheres ocupem cada vez mais espaços de liderança e tomada de decisão.

“Não é apenas sobre números ou economia, é sobre dignidade, é dar condições para que a força, a resiliência e o talento de nossas mulheres transbordem das cozinhas, do artesanato e das recepções para as mesas de decisão. Precisamos garantir que quem dá vida ao turismo tenha o poder de liderar o seu próprio futuro”, ressaltou Fernanda.

O fortalecimento do setor tem se refletido nos resultados do turismo internacional. Em 2025, o Brasil registrou o recorde histórico de 9,2 milhões de visitantes estrangeiros. Já nos quatro primeiros meses de 2026, o país alcançou o segundo melhor quadrimestre da série histórica, com mais de 4,3 milhões de chegadas internacionais, reforçando a posição do Brasil como um dos destinos turísticos mais atrativos do mundo.

Em participação online, Maria Paz-Lago, subsecretária de Turismo do Chile, afirmou que a liderança de mulheres no turismo é sinônimo de desenvolvimento, emprego, identidade e futuro.

“Em cada destino há mulheres fazendo com que o turismo ocorra, sempre com a capacidade de conectar pessoas, territórios e culturas. Como países, temos uma tarefa clara. Não basta convidar as mulheres a participar. Temos de abrir espaços reais, e isso significa mais capacitação, mais acesso ao financiamento, mais ferramentas digitais, mais visibilidade. Porque quando uma mulher lidera o turismo, não muda só sua própria história, mas também o destino de sua família e de toda uma comunidade”, afirmou.

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Igualdade de gênero

Representando a ONU Turismo, o diretor do Escritório Regional para as Américas, Heitor Kadri, destacou a importância do fórum como espaço de conexão entre lideranças femininas e ressaltou o protagonismo crescente das mulheres na condução do turismo internacional.

“Os principais destinos turísticos das Américas estão cada vez mais sendo liderados por mulheres. Temos ministras à frente do turismo em diversos países da região e, pela primeira vez, a ONU Turismo será comandada por uma mulher. Isso mostra que o setor está avançando, mas também reforça a importância de criar oportunidades para que mais mulheres possam liderar, empreender e transformar seus territórios”, disse.

Heitor também ressaltou que o encontro marca o primeiro grande evento realizado conjuntamente pelo Ministério do Turismo e pela ONU Turismo desde a instalação do Escritório Regional para as Américas no Brasil. Segundo ele, a cooperação entre governos, organismos internacionais, academia e iniciativa privada é fundamental para ampliar projetos de capacitação, inovação e desenvolvimento voltados às mulheres no turismo.

Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres defendeu que a igualdade de gênero deve ocupar uma posição central nas estratégias de desenvolvimento do turismo e destacou o protagonismo feminino em toda a cadeia produtiva do setor.

“A presença das mulheres no turismo ainda não se traduz plenamente em igualdade de oportunidades. Não basta reconhecer que elas sustentam o setor. É preciso garantir que possam liderar, empreender, inovar e se beneficiar de forma justa do crescimento econômico gerado pela atividade turística. A igualdade de gênero não é apenas uma questão de justiça social, é uma estratégia de desenvolvimento”, afirmou.

A representante da ONU Mulheres ainda destacou que a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil representa uma oportunidade histórica para ampliar a participação feminina nas cadeias produtivas do turismo, do esporte e da economia criativa. Para ela, o legado do evento deve incluir mais acesso ao crédito, qualificação profissional, oportunidades de empreendedorismo e ambientes mais seguros para mulheres turistas e trabalhadoras do setor.

Durante sua participação, a primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e à criação de destinos mais acolhedores. Segundo ela, segurança, autonomia e respeito são essenciais para ampliar a participação feminina no turismo, seja como viajante, empreendedora ou profissional do setor.

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“As mulheres precisam ter liberdade para circular, trabalhar e viajar com segurança. Esse é um desafio que exige o envolvimento do poder público, da iniciativa privada e de toda a sociedade. Proteger as mulheres é garantir que elas possam exercer plenamente sua autonomia e ocupar todos os espaços que desejarem”, disse.

Lançamento Internacional

Um dos destaques da solenidade foi o lançamento oficial das versões em inglês e espanhol do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO. A iniciativa amplia o alcance internacional da publicação, que reúne orientações práticas de segurança e planejamento baseadas em pesquisa nacional, e reforça o posicionamento do Brasil como destino acolhedor.

Representando a UNESCO no Brasil, Isabel de Paula destacou que o Guia amplia o alcance internacional de uma política pública construída a partir da escuta das próprias mulheres, e fortalece a cooperação entre os países da região. Ela lembrou que a publicação está alinhada com a agenda 2030 da ONU, no objetivo que busca alcançar a igualdade de gênero.

“O turismo, como setor estratégico, tem um enorme potencial para contribuir diretamente para esse objetivo, ampliando oportunidades, oferecendo autonomia e garantindo ambientes mais seguros para todas as mulheres. Que esse lançamento seja mais um passo na construção de um turismo que acolhe e protege”, afirmou.

Programação

A programação desta quarta-feira (3) inclui os painéis “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que discutirá os impactos do Mundial para os destinos brasileiros; “Segurança Turística da Mulher”, voltado à construção de ambientes mais acolhedores e preparados para as viajantes; e “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo”, que reunirá empresárias e lideranças nacionais para debater a presença feminina nos espaços de decisão do setor.

Na quinta-feira (4), a agenda será encerrada com o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, dedicado a temas como afroturismo, turismo indígena e turismo voltado ao público 60+, ampliando o debate sobre representatividade e pertencimento nos destinos brasileiros.

As inscrições podem ser feitas neste link.

Atrações

A cerimônia de abertura do fórum também contou com apresentações culturais que valorizaram a identidade e as tradições da Paraíba. A quadrilha junina Mistura Gostosa levou ao Centro de Convenções elementos dos festejos juninos nordestinos, enquanto as artistas Gabriela Hardman e Nathalia Bellar apresentaram repertórios que destacaram a riqueza cultural e musical do estado.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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MMA aprova nova regra para registro de resultados de REDD+ no Brasil

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+), aprovou uma resolução que define os procedimentos para o registro, na contabilidade nacional, de pagamentos por resultados de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) para entidades elegíveis. A decisão foi tomada durante a 7ª Reunião Ordinária da CONAREDD+, realizada na última terça-feira (26/5). 

A definição inclui situações específicas em que os resultados do Brasil de REDD+ não tenham sido positivos ou mesmo submetidos à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).  

O mecanismo de REDD+ prevê acesso a financiamento para estados e outras entidades que reduzirem desmatamento e emissões de gases do efeito estufa, mesmo quando o cenário nacional não estiver favorável. 

Na prática, com a resolução aprovada, cria-se uma flexibilidade contábil para registro de pagamentos por REDD+, permitindo que estados e programas jurisdicionais aproveitem resultados já reconhecidos anteriormente, mesmo em cenários de desempenho nacional desfavorávelNo entanto, é necessário respeitar os limites de pagamento definidos pela CONAREDD+ e as regras de contabilidade climática internacional. 

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O texto também estabelece que, no caso de programas jurisdicionais de REDD+ com abordagem de mercado, somente poderão ser utilizados limites de captação recebidos a partir de 2013. A resolução passa a valer a partir da data de sua publicação, o que deve acontecer nas próximas semanas. 

Grupos de Trabalho 

Durante a reunião, o colegiado também aprovou a proposta de resolução que prorroga por mais dois anos a vigência dos três Grupos de Trabalho Técnico da CONAREDD+: sobre Salvaguardas, sobre Repartição de Benefícios, e sobre Mensuração, Relato e Verificação. Os membros também analisaram as propostas de atualização do Regimento Interno da CONAREDD+ 

“Para nósé uma satisfação poder fazer parte e coordenar esse espaço de diálogo e construção coletiva em torno de REDD+ em um momento muito importante para essa agenda no Brasil”, salientou o secretário nacional de Mudança do Clima do MMA e presidente da CONAREDD+, Aloísio de Melo. 

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Próximos passos  

A reunião também contou com informes sobre a atualização da Estratégia Nacional para REDD+ (ENREDD+). A SecretariaExecutiva da CONAREDD+ anunciou a conclusão do processo de contratação da consultoria responsável pela revisão da estratégia nacional, conduzida por um consórcio formado pelas organizações WWF e Laclima (Latin American Climate Lawyers Initiative For Mobilizing Action).  

Além disso, foram apresentados avanços relacionados ao Sistema de Informações sobre Salvaguardas (SISREDD), incluindo a elaboração de novos indicadores e a preparação do terceiro Sumário de Salvaguardas do Brasil, previsto para ser submetido ainda em 2026. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
imprensa@mma.gov.br

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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