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Seminário debate integração da resiliência hídrica aos planos de adaptação climática do Brasil

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizou, na terça-feira (27/5), o seminário “Rastreador de Resiliência Hídrica nos Planos de Adaptação”. O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, instituições de pesquisa e demais atores envolvidos na agenda de adaptação à mudança do clima para discutir os resultados preliminares da aplicação do Water Resilience Tracker (WRT) nos planos que integram o Plano Clima. 

A ferramenta é utilizada para avaliar como os recursos hídricos são incorporados em políticas, planos e investimentos relacionados à adaptação climática, contribuindo para a identificação de desafios, oportunidades e caminhos para o fortalecimento da resiliência hídrica. 

Na oportunidade, foram apresentados e debatidos os resultados parciais da aplicação do WRT nos planos setoriais e temáticos de adaptação do país. As análises contemplam áreas como agricultura e pecuária, agricultura familiar, biodiversidade, cidades, energia, igualdade racial e combate ao racismo, indústria e mineração, oceano e zona costeira, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, recursos hídricos, redução e gestão de riscos de desastres, saúde, segurança alimentar e nutricional, transportes e turismo. 

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As discussões destacaram o papel estratégico da água para o enfrentamento dos impactos da mudança do clima e para o fortalecimento da segurança hídrica em diferentes setores da sociedade. 

Durante o encontro, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) apresentaram experiências de aplicação da ferramenta em planos de recursos hídricos de bacias hidrográficas. Foram compartilhados resultados referentes às bacias do Alto Tietê, Itajaí, Paraíba do Sul, Piancó-Piranhas-Açu, São Francisco e Tocantins-Araguaia. 

Os resultados consolidados das análises serão apresentados em um seminário final previsto para julho deste ano. A iniciativa integra os esforços de fortalecimento do planejamento climático nacional e reforça o papel estratégico da gestão dos recursos hídricos na construção de um país mais resiliente aos efeitos da mudança do clima.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
imprensa@mma.gov.br

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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MEC homologa parecer sobre ano letivo na Copa Feminina

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O Ministério da Educação (MEC) homologou, na terça-feira (8), o Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que orienta a organização dos calendários escolares de 2027 em razão da Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. O documento regulamenta a aplicação do artigo 67 da Lei nº 15.421/2026, sugerindo a adequação das férias escolares ao período do torneio e preservando a autonomia das redes de ensino. 

A manifestação atende a consultas formais apresentadas por entidades representativas do setor educacional e de gestores estaduais e municipais — Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec) e Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). O objetivo do ato é garantir segurança jurídica, coesão e uniformidade de orientação para as redes de ensino públicas e privadas de todo o país.  

Adequação e impacto territorial – A Copa do Mundo Feminina ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. Com base no mapeamento do evento, a competição afetará diretamente oito unidades federativas (MG, CE, RS, PE, RJ, BA, SP e DF) e cerca de 174 municípios que integram as regiões metropolitanas ou áreas de influência direta das oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.  

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De acordo com a orientação homologada pelo MEC, as regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local: 

  • Municípios-sede e regiões impactadas: Os sistemas de ensino das cidades que receberão partidas, bem como os de suas respectivas regiões metropolitanas ou áreas diretamente afetadas, deverão realizar os ajustes necessários em seus calendários escolares. A adequação do período das férias subsequente ao encerramento do primeiro semestre precisa observar o período oficial da competição.
  • Demais municípios do país: As redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerem impacto direto do torneio têm assegurada a autonomia para decidir sobre a adoção, total ou parcial, da adequação das férias, conforme suas realidades socioeconômicas, climáticas e pedagógicas.  

Harmonização legal – A fundamentação do parecer baseia-se na articulação entre a Lei da Copa do Mundo Feminina (Lei nº 15.421/2026) e o artigo 23, § 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996). A LDB autoriza a adaptação do calendário escolar às peculiaridades locais, sem afastar a exigência de cumprimento dos 200 dias de efetivo trabalho escolar e da carga horária mínima anual obrigatória.  

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O parecer esclarece, ainda, que as orientações se aplicam inclusive aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.  

O CNE ressaltou que as regras referentes à Copa do Mundo FIFA de 2014 possuíam caráter temporário e vigência limitada àquele ano, tornando necessária a emissão do novo regramento para o torneio de 2027. A decisão homologada entra em vigor na data de sua publicação.  

Assessorias de Comunicação Social do MEC e do MEsp, com informações do CNE  

Fonte: Ministério da Educação

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