Cáceres
Prefeitura reinaugura Centro Cultural Professor Natalino Ferreira Mendes após mais de dez anos fechado
Cáceres
A Prefeitura de Cáceres reinaugura nesta quarta-feira (7), às 19h, o Centro Cultural Professor Natalino Ferreira Mendes, um dos espaços mais tradicionais da cultura cacerense. Localizado em área privilegiada do Centro Histórico, o prédio passou por um amplo processo de recuperação e revitalização para voltar a receber eventos, apresentações artísticas e uma programação permanente voltada à cultura do município.
A obra foi realizada com recursos próprios e contou com a parceria do Conselho da Comunidade e a mão de obra de reeducandos. Entre as melhorias estão a recuperação da parte elétrica, climatização do ambiente, reforma dos quatro banheiros, implantação de banheiro para pessoas com deficiência, rampa de acessibilidade, restauração das cadeiras, instalação de cortinas e adequações de segurança, incluindo portas e portão antipânico, conforme as exigências do Corpo de Bombeiros. O projeto também preservou as características originais do prédio, mantendo a identidade histórica do espaço.
A reinauguração será marcada por uma programação especial em homenagem ao professor Natalino Ferreira Mendes, que dá nome ao Centro Cultural. O público poderá acompanhar uma peça teatral de Edson Flávio, que apresenta um trecho da trajetória do professor, além de apresentações da Orquestra, da Unemat, do Coral e do grupo de dança Vitória Régia. A programação simboliza a retomada do espaço como ponto de encontro de artistas, produtores culturais e da comunidade.
Para a secretária municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, a reabertura representa a devolução de um importante equipamento cultural à população. “Estamos entregando novamente à cidade um espaço histórico, preparado para receber artistas, eventos e uma programação cultural permanente. É um espaço aberto para a cultura e para os cacerenses”, destacou Alessandra.
A prefeita Eliene Liberato Dias ressalta que a reinauguração faz parte do compromisso da gestão com a preservação da história e o fortalecimento da cultura local. Nos últimos anos, a Prefeitura também promoveu a recuperação de outros importantes espaços culturais, como a Biblioteca Municipal, o Museu Histórico e a Casa do Daveron, além da manutenção e apoio a equipamentos destinados à produção artística. “Estamos cuidando da nossa história e criando condições para que a cultura cacerense tenha cada vez mais espaço. Reabrir o Centro Cultural Professor Natalino é uma conquista para toda a população”, afirmou a prefeita Eliene.
Esdras Crepaldi / DRT 940 MT
Cáceres
Cáceres, chão abençoado
Ao longo de seus 248 anos, a nossa querida cidade já foi Vila Maria do Paraguai, São Luiz de Cáceres e, hoje, é carinhosamente chamada apenas de Cáceres — um chão abençoado que acolhe, inspira e orgulha todos que nele vivem.
Cáceres nasceu do olhar visionário e estratégico do Capitão-General Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, que enxergou no coração do Pantanal a força e a grandeza de uma terra destinada a prosperar. Essa vocação histórica e a bravura de nossa gente estão gravadas na Praça Barão do Rio Branco, verdadeiro coração da cidade e síntese viva da nossa história.
Ali resplandece o velho Cais do Porto, testemunha do vai e vem de vidas, cargas e sonhos, por onde transitaram até mesmo os pioneiros da aviação mundial — como o italiano Francesco de Pinedo, que em 16 de março de 1927 fez do Porto da Manga o seu ponto de pouso ao cruzar os céus de Mato Grosso em um hidroavião.
Nessa mesma praça ergue-se imponente a Catedral de São Luiz, monumento à fé e à tenacidade cacerense. Depois de tombar por três vezes, ela só se firmou de pé quando o inesquecível Bispo Dom Máximo Biennes, orientado pelo engenheiro alemão Arnold Willians (Mack), ergueu a estrutura de madeira que até hoje a sustenta — madeira generosamente doada por fazendeiros da terra, entre eles meu pai, José Lacerda, e transportada pelas águas do Rio Paraguai pelas mãos do sr. Leopoldo El Chammy.
Também na praça repousa o Marco do Jauru, símbolo soberano do Tratado de Madri (1750), que delimitou as fronteiras entre os impérios de Portugal e Espanha e definiu os contornos do nosso Brasil.
Presto esta homenagem em memória daqueles que, enfrentando tempos verdadeiramente duros e difíceis, moldaram com suor e perseverança a cidade que hoje desfrutamos: um refúgio acolhedor, cordial e vibrante, formado por brasileiros e estrangeiros de todas as origens, integrados como uma só família.
Cáceres é uma mãe fértil, generosa e altiva, de cujo seio brotaram novos horizontes. Envio um abraço caloroso e fraterno aos municípios-filhos que nasceram deste solo abençoado: Barra do Bugres, Porto Esperidião, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal, Jauru, Mirassol D’Oeste, Tangará da Serra, Glória D’Oeste, Figueirópolis, Porto Estrela e Denise.
Viva Cáceres, sua história, seu povo resiliente e seu futuro brilhante!
Um abraço,
Márcio Lacerda
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