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Campo Grande recebe plenária sobre justiça climática, juventudes e igualdade de gênero no Pantanal
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No dia 5 de maio, Campo Grande (MS) receberá a Plenária das Mulheres e Juventudes nos Biomas pós-COP30 – Pantanal. A iniciativa integra a agenda nacional de mobilização em torno da justiça climática, igualdade de gênero e protagonismo juvenil, com foco nas realidades territoriais e nos impactos da crise climática sobre o bioma Pantanal.
Promovido pelo Ministério das Mulheres e pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP-PR), por meio da Secretaria Nacional de Juventude, o encontro vai reunir cerca de 200 participantes, entre lideranças locais, movimentos feministas e de juventude, pesquisadoras e pesquisadores, além de representantes dos governos municipal, estadual e federal.
Com atividades das 8h às 17h, os presentes debaterão pautas que envolvem a justiça climática, juventude e perspectiva de gênero, a partir do bioma do Pantanal.
A ação contará, em 2026, com seis Plenárias, contemplando todas as regiões do país, em diferentes biomas, com o objetivo de manter ativa a mobilização social e fortalecer redes locais de atuação. As Plenárias das Mulheres e Juventudes nos Biomas pós-COP30 ampliam a articulação territorial em torno do enfrentamento às desigualdades climáticas.
A proposta inclui a identificação de desafios e prioridades em cada bioma, o mapeamento de soluções e boas práticas já existentes e a produção de subsídios para políticas públicas, além da elaboração de um documento final de sistematização.
Programação
A programação da plenária contará com credenciamento e acolhimento, mesa de abertura político-institucional, painel temático sobre território, justiça climática e desigualdades, atividade cultural, grupos de trabalho em salas simultâneas e plenária final de síntese com apresentação das principais prioridades e propostas construídas ao longo do encontro.
As informações detalhadas sobre cada encontro serão divulgadas nos canais oficiais do Ministério das Mulheres e da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP-PR).
Resultado
A iniciativa é resultado de uma agenda climática que começou na COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em Belém (PA), especialmente na Plenária Juventudes, e agora se desdobra em encontros regionais.
Ao longo de 2025, a articulação da pasta entre mulheres e juventudes em todo o país permitiu a estruturação da Articulação Nacional Mulheres e Clima, espaço voltado ao fortalecimento de iniciativas que integram a perspectiva de gênero à agenda climática. Com isso, o Governo do Brasil busca a convergência de ações entre instituições e lideranças de todo o país.
Sobre as Plenárias
A Plenária do Pantanal, realizada em Campo Grande (MS), terá papel estratégico na agenda das Plenárias das Mulheres e Juventudes nos Biomas pós-COP30 por ocorrer em um território marcado pelos impactos da crise climática, como secas, queimadas, escassez hídrica e perda de biodiversidade.
A iniciativa busca promover um espaço de escuta, articulação política e construção de propostas voltadas à justiça climática, fortalecendo a participação de mulheres e jovens nos debates sobre políticas públicas e transição ecológica justa a partir das realidades do Pantanal e de outros territórios da região.
Próximas Plenárias
O cronograma prevê os próximos encontros nas seguintes localidades:
· Amazônia — Belém (PA), 14 de maio
· Caatinga — Caruaru (PE), 27 de maio
· Pampa — Porto Alegre (RS), 10 de junho
· Cerrado — Brasília (DF), 24 de junho
Serviço: Plenárias das Mulheres e Juventudes no Biomas pós-COP30 – Panatanal
Inscrições: acesse aqui o formulário (vagas limitadas)
Data: 5 de maio de 2026
Horário: 8h às 17h
Local: Escola SUAS: Rua Venâncio Borges do Nascimento, nº 377, Bairro Jardim TV Morena – Campo Grande (MS)
Fonte: Ministério das Mulheres
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Ministério das Mulheres e UFRRJ firmam acordo para fortalecer ações de enfrentamento à violência
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou, nesta quinta-feira (30), da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério das Mulheres e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica (RJ). A iniciativa estabelece ações conjuntas de formação, certificação e intercâmbio de conhecimentos voltadas ao enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres, em alinhamento com o Pacto Brasil entre os Três Poderes e o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.
Durante a solenidade, a ministra destacou o potencial do ACT para ampliar capacitações e gerar resultados concretos. Ao abordar o contexto local, ela citou que Seropédica possui cerca de 84,8 mil habitantes, sendo 51,78% mulheres — aproximadamente 43 a 44 mil — e lembrou que o estado do Rio de Janeiro reúne mais de 17 milhões de habitantes, com mais de 9 milhões de mulheres.
“A pergunta que precisamos fazer é: onde estão essas mulheres, quem são e quais são suas demandas? Não se constrói política pública eficaz sem escuta e sem conhecer as realidades. A universidade é esse espaço da construção do conhecimento e da relação com os territórios”, afirmou.
O acordo prevê a realização apoio e suporte ao desenvolvimento e certificação das atividades de extensão de formação educacional no tema do enfrentamento à violência contra todas as mulheres; realização de cursos periódicos de formação educacional para sensibilização sobre as violências
contra mulheres e meninas nas relações afetivas, domésticas e familiares, laborais e sociais; apoio às ações formativas propostas pela Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (SENEV); realização de formação de equipes técnicas de suporte para o desenvolvimento das atividades de cursos, oficinas e outras atividades formativas em todo o país, com certificação como ações de extensão universitária.
O acordo envolve diferentes áreas da SENEV, incluindo a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.
Mobilização nacional
Com vigência inicial de 12 meses, o ACT será executado em regime de cooperação mútua, sem transferência de recursos. As ações ocorrerão de forma descentralizada, envolvendo equipamentos públicos, governos estaduais e municipais, além de organizações da sociedade civil.
As iniciativas contemplam as três dimensões da prevenção, articuladas de forma complementar ao longo de todo o ciclo da violência:
As ações têm relação com as três dimensões preventiva do Plano Nacional de Prevenção ao Feminicídio: primária, para evitar que a violência aconteça; secundária, para a intervenção precoce e qualificada e terciária, para mitigar os efeitos da discriminação, da misoginia e da violência, atuando na promoção da garantia de direitos e o acesso à justiça.
Papel da universidade
A UFRRJ será responsável pela certificação das atividades e pela mobilização de sua comunidade acadêmica — docentes, pesquisadores e estudantes —, além do registro das ações como extensão universitária.
O vice-reitor da instituição, César Augusto da Ros, destacou que o acordo fortalece a atuação conjunta entre universidade e governo federal, mas depende do engajamento social:
“Esse acordo tem importância não apenas simbólica, mas concreta. Não vamos combater a violência contra a mulher nem reduzir desigualdades apenas com ações dentro das universidades; é preciso que elas se irradiem por toda a sociedade.”
Produção de conhecimento e articulação
A programação incluiu uma conferência proferida pela ministra Márcia Lopes, com debate sobre o papel das instituições de ensino superior na promoção da igualdade e no enfrentamento das violências de gênero, racial e LGBTfóbicas.
A parceria reforça a articulação entre gestão pública e o setor educacional para qualificar políticas públicas e ampliar o alcance das ações.
Sobre a UFRRJ
Localizada na Baixada Fluminense, a UFRRJ reúne mais de 26 mil estudantes em cursos de graduação, pós-graduação e formação técnica. A universidade tem ampliado sua atuação em políticas de diversidade, equidade de gênero e enfrentamento à violência, com iniciativas voltadas à inclusão e à permanência estudantil.
Fonte: Ministério das Mulheres
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