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Polícia Civil prende 3 integrantes de facção com armas e drogas em Guarantã do Norte

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A Polícia Civil prendeu em flagrante três homens investigados por integrarem uma facção criminosa. As prisões foram na noite de sexta-feira (11.7), no município de Guarantã do Norte, e com eles foram apreendidas duas armas de fogo e várias porções de maconha e cocaína.

Um dos suspeitos, de 28 anos, é apontado como liderança da facção e vinha sendo procurado pois estava com a prisão preventiva decretada pelo juízo da Comarca de Sinop.

Além de preso por cumprimento do mandado judicial, o criminoso foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. Os outros dois homens foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

A ação coordenada pela Delegacia Regional de Guarantã do Norte, decorreu das diligências investigativas que resultaram na identificaram de um endereço, no bairro Jardim Guaranorte, onde o foragido poderia estar.

Diante das suspeitas os policiais civis passaram a monitorar o local, quando na noite de sexta-feira (11) avistaram um indivíduo com as mesmas características do foragido saindo do imóvel.

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Imediatamente foi realizada a abordagem do alvo e com ele encontradas porções de entorpecentes. Dentro da casa estavam os outros dois envolvidos, na posse de mais drogas e duas armas de fogo.

Conforme investigação, os presos são investigados por participação ativa no tráfico de drogas na região de Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo. O foragido também é suspeito de envolvimento direto, em pelo menos uma tentativa de homicídio e alguns homicídios consumados no município de Peixoto de Azevedo, juntamente com outros membros da facção.

Diante do flagrante os três homens foram conduzidos à Delegacia de Polícia, interrogados e autuados em flagrante delito, bem como dado cumprimento à ordem judicial de prisão em desfavor do líder da facção.

A Polícia Civil reafirma o seu compromisso com a segurança pública e segue com as investigações visando a desarticulação completa da facção instalada na região norte de Mato Grosso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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CPI apresenta relatório preliminar sobre despesas e contratos da rede estadual de saúde

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, na tarde desta quarta-feira (30), um relatório preliminar com resultados da análise documental sobre despesas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), entre 2019 e 2025. O levantamento aponta pagamentos indenizatórios superiores a R$ 1 bilhão, além de possíveis irregularidades em contratações, execução de serviços e comprovação de despesas.

A apresentação ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na Sala de Comissões do Parlamento estadual. O documento foi elaborado a partir de depoimentos e de materiais encaminhados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Polícia Federal. Segundo o assessor jurídico da CPI, André Luis Rufino, a análise envolve aproximadamente 10 mil documentos.

Um dos principais pontos identificados pela CPI foi o crescimento dos pagamentos por reconhecimento de dívida, modalidade utilizada quando serviços são prestados sem cobertura contratual prévia e a administração reconhece posteriormente a obrigação de pagamento. Conforme a análise apresentada, o procedimento, inicialmente associado a situações excepcionais, passou a ser utilizado de forma recorrente, com aumento superior a 400% no período examinado.

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O relatório detalha que R$ 750,5 milhões foram pagos a empresas relacionadas à Operação Espelho, sendo R$ 109,1 milhões provenientes de recursos federais e o restante de recursos estaduais. Considerando outras prestadoras de serviços da SES, o volume de despesas indenizatórias ultrapassa R$ 1 bilhão.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

Foto: Helder Faria

A comissão também apresentou apontamentos sobre alertas feitos na época pela CGE e PGE relacionados à regularidade das contratações e dos pagamentos. Segundo Rufino, a análise identificou baixo atendimento às recomendações do controle interno, além da continuidade de procedimentos que demandavam adequação.

Outro eixo da investigação envolve possíveis inconsistências na comprovação de plantões médicos, registros de frequência, atestados de execução e pagamentos por serviços. O material apresentado reúne apontamentos sobre divergências entre escalas e registros, ausência de comprovação de atendimentos e possíveis falhas na fiscalização contratual, inclusive em serviços de terapia intensiva.

O relatório também detalhou possíveis responsabilidades em diferentes níveis da administração pública e entre empresas prestadoras de serviços, além de encaminhamentos que poderão ser avaliados ao longo da investigação, como apuração administrativa, ressarcimento de recursos e comunicação aos órgãos competentes. Os apontamentos integram um relatório preliminar e ainda dependem da continuidade dos trabalhos e das providências cabíveis.

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Mesmo com a suspensão temporária das oitivas durante o período eleitoral, a CPI manteve a análise dos documentos. Instalada em 4 de março de 2026, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. O plenário da ALMT aprovou a prorrogação dos trabalhos para até janeiro de 2027.

A próxima reunião está marcada para quarta-feira, 7 de outubro, quando a comissão dará continuidade às atividades de investigação, com retomada das oitivas e aprofundamento dos pontos levantados no relatório.

Fonte: ALMT – MT

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