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Importância do diálogo interfederativo durante a recuperação do Rio Grande do Sul é tema de painel

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A implementação de políticas públicas inclusivas, sustentáveis e inovadoras depende de uma maior articulação entre o governo federal e os municípios. E em busca de fortalecer essa comunicação, o secretário de Atenção Primária à Saúde (Saps), Felipe Proenço, ressaltou o tema no Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas (ENPP), nesta quinta-feira (13), em Brasília, no painel “Recuperação do Rio Grande do Sul e seus desafios – aprofundando o diálogo interfederativo.” 

Segundo o secretário, a presença da pasta no Rio Grande do Sul durante a emergência climática foi fundamental para manter a atenção à saúde da população, mitigar as consequências para a saúde das pessoas atingidas e ajudar a reorganizar a rede de saúde no estado, chegando, agora, à etapa de balanço das ações e o diálogo com os prefeitos para seguir no importante apoio ao aos municípios do estado.

“O Rio Grande do Sul está, agora, na etapa da reconstrução, então, teve um investimento bem importante do Ministério da Saúde, que conseguiu fazer um diagnóstico apurado das necessidades, visitou os municípios e viu como estava a situação no período logo após as enchentes. Neste momento, chega a hora da etapa de fazer um balanço desses grandes avanços que tivemos no estado, do que foi viabilizado para a reforma de unidades que foram atingidas pelas enchentes, para a construção de novas unidades em locais protegidos, que são resilientes, e conversar com as prefeitas e os prefeitos sobre os próximos passos”, destacou Proenço. 

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Ainda de acordo com o secretário, as esferas federal e estadual dialogaram e levaram apoio aos gestores e trabalhadores da saúde durante a calamidade, tanto no auxílio à organização e coordenação do trabalho, quanto na disponibilização de recursos financeiros para diferentes despesas de custeio e investimento. 

Adelar Silvestre, prefeito do município de Gentil (RS), lembrou dos transtornos causados à saúde durante as enchentes e ressaltou a importância do diálogo interfederativo no intuito de se prevenir contra problemas futuros. “Essa é preocupação que a gente tem que ter, sempre, não só nos momentos difíceis, mesmo porque temos de estar preparados, uma vez que vai acontecer de novo”, ressaltou o prefeito. “Esse diálogo ajuda a debater o tema e a nos preparar, preparar os municípios e o estado para eventuais calamidades no futuro”.

A maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul afetou 471 municípios, desabrigando quase 48 mil pessoas. Dos 663 estabelecimentos de saúde atingidos, em 179 municípios, 440 fazem parte da Atenção Primária.

No total, a pasta destinou, durante a calamidade, R$ 1,4 bilhão no custeio de serviços assistenciais e reconstrução de unidades. A ação contou com a Força Nacional do SUS (FN-SUS), que abriu quatro hospitais de campanha e 919 leitos, com o apoio de 634 voluntários de todo o país.

Além do investimento, o trabalho articulado possibilitou identificar rapidamente os papéis dos diferentes entes e espaços, além de gerar soluções para problemas relacionados a funcionamento, processo de trabalho e situações de saúde que necessitavam de atenção prioritária. 

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Ao fim da apresentação do painel, Felipe Proenço reforçou o compromisso do Ministério da Saúde em manter a comunicação ativa e ininterrupta com os municípios, de modo a garantir suporte necessário aos trabalhos no Sistema Único de Saúde, seja por meio de orientações técnicas, recursos ou programas, sempre com o objetivo de manter o SUS forte e presente em todas as regiões. 

Portal Federativo

No ENPP, o governo federal lançou o Portal Federativo, ferramenta que facilita o diálogo entre União, estados e municípios, oferecendo acesso direto a informações sobre programas federais, além de diretrizes para convênios e parcerias. 

Gestores públicos já podem explorar as funcionalidades do novo Portal Federativo

Encontro com prefeitos e prefeitas

O Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas (ENPP) está sendo realizado em Brasília, até hoje (13), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

No local, o Ministério da Saúde promove oficinas com temas como políticas de atenção especializada para os municípios; investimentos na Saúde da Família; controle da dengue e transformação digital no SUS. A agenda prevista é toda trabalhada em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs).

Luciano Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

São José dos Campos avança em obras de centro de reabilitação, UBS e hospital materno-infantil

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Obras de saúde em diferentes etapas de execução foram acompanhadas nesta quinta-feira (17) em São José dos Campos (SP), durante agenda técnica do Ministério da Saúde, conduzida pelo secretário-executivo Adriano Massuda. Os projetos incluem um Centro Especializado em Reabilitação (CER), duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porte III, uma UBS Resolve e um hospital materno-infantil. Parte das obras conta com recursos federais destinados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Os investimentos contemplam diferentes pontos da rede de saúde do município e da região do Vale do Paraíba. “A visita técnica aqui em São José dos Campos é para poder acompanhar os investimentos federais do Ministério da Saúde, que atendem a toda a região do Vale do Paraíba”, afirmou Adriano Massuda. 

Centro Especializado em Reabilitação (CER)

O novo CER de São José dos Campos oferecerá atendimento especializado nas modalidades auditiva, física e intelectual, ampliando o cuidado a pessoas com deficiência. A obra recebeu investimento federal de R$ 7,5 milhões, integralmente repassado, e está concluída, com 91% de execução registrada no Sistema de Monitoramento de Obras (Sismob). Encontra-se agora em fase de equipagem. Trata-se do primeiro Centro Especializado em Reabilitação do Novo PAC Saúde a ser inaugurado no país. 

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Atenção primária

A nova UBS de Porte III de Pinheirinho dos Palmares recebeu investimento federal de R$ 3,307 milhões, também já integralmente transferido. A obra está em fase inicial, com 16% de execução registrada no Sismob, e segue projeto referencial do Novo PAC Saúde. Quando concluída, a unidade terá cerca de 700 m² e sete consultórios, com estrutura voltada a vacinação, odontologia, coleta de exames, curativos e farmácia, para atender aproximadamente 8 mil pacientes.

A unidade soma-se a outra obra já concluída na região: a UBS Cajuru, no bairro Vila Monterrey, de Porte III, com investimento federal de R$ 2,765 milhões e 100% de execução registrada, também em processo de equipagem. Juntas, as duas novas UBS somam R$ 6,07 milhões em investimentos federais.

Também foi visitada a UBS Resolve Vila Industrial, que iniciou o funcionamento em 27 de julho. A unidade integra a rede de atenção primária do município. 

Hospital materno-infantil

Na Vila Industrial, Adriano Massuda visitou ainda as obras do novo hospital materno-infantil. A unidade terá 150 leitos e ocupará uma área total de 18,6 mil metros quadrados, somando edificação, com 10,1 mil metros quadrados, paisagismo e estacionamento.

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O investimento total é de R$ 80 milhões, sendo R$ 63 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Saúde, do governo federal. 

Recursos federais

O financiamento federal para a saúde do município somou R$ 184,9 milhões em transferências em 2026, sendo R$ 178,9 milhões para custeio e R$ 6 milhões para investimentos do Novo PAC.

Com população estimada em 727.078 habitantes (IBGE 2024), São José dos Campos conta com 41 Unidades Básicas de Saúde, quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e 975 leitos SUS, que correspondem a 49% do total de leitos da cidade. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) cobre 100% da população, com três unidades, sete ambulâncias de suporte básico, duas de suporte avançado e uma Central de Regulação das Urgências.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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