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Ministério da Saúde mantém apoio aos atingidos pelo rompimento de Fundão em Mariana (MG) dez anos após o desastre

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A atual gestão federal destinou R$ 1,6 bilhão para reforçar a assistência em saúde de 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 5 de novembro de 2015. 

Do total, R$ 826 milhões estão sendo repassados diretamente às prefeituras para a criação de 104 novos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Outros R$ 745 milhões serão aplicados no Plano de Ação do Ministério da Saúde para a construção de 57 novos equipamentos de saúde. 

  • 2 hospitais; 

  • 4 unidades de referência no atendimento de pessoas expostas a substâncias tóxicas e no monitoramento da qualidade da água; 

  • 245 ambulâncias 

“O plano, que antes previa R$ 100 milhões apenas para a saúde, agora é um plano de R$ 12 bilhões, com R$ 3,6 bilhões sendo executados neste momento e R$ 9 bilhões como uma espécie de cheque permanente para as gerações atuais e futuras, garantindo que não faltem recursos”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce, em setembro deste ano. 

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O programa também contempla investimentos em pesquisa. Em maio deste ano, o ministro Padilha firmou um acordo de cooperação com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a criação da Rede de Pesquisas em Saúde do Rio Doce, que contará com o repasse de R$ 80 milhões em recursos entre 2025 e 2026. O estudo terá duração de 15 anos e será voltado a análises epidemiológicas, toxicológicas e de avaliação de riscos à saúde humana decorrentes da exposição a substâncias químicas nos territórios atingidos. 
 
Relembre o caso
 
 
Em 2015, a barragem de minério de Fundão, no município de Mariana (MG), se rompeu, e afetou a vida de centenas de famílias dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Mais de 600 pessoas ficaram desabrigadas e 19 pessoas morreram. 

Na época, o Ministério da Saúde atuou de forma imediata com o envio de equipes da Força Nacional do SUS, instalação de sala de situação, apoio as equipes locais de saúde com insumos e profissionais, monitoramento da qualidade da água e distribuição de água potável. Além disso, a pasta prestou assistência psicossocial às vítimas.  

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Após um mês do rompimento da barragem, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 4,4 milhões para a implementações de ações de contingência de vigilância sanitária nas regiões afetadas. No ano seguinte, mais 2 milhões foram liberados para os municípios atingidos em Minas Gerais e Espírito Santo.  
 
Camilla Nunes e Juliana Soares 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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