SAÚDE
Plano de ação da Estratégia Antirracista para a Saúde para os próximos 12 meses é aprovado
SAÚDE
O Ministério da Saúde aprovou o Plano de Ação da Estratégia Antirracista (EA) 2025 em oficina que reuniu, na sexta-feira (21), em Brasília, representantes de todas as secretarias da pasta, institutos e hospitais federais e Fiocruz. O evento é resultado de um processo de escuta em que foram definidas as etapas de planejamento para cada objetivo e ações prioritárias previstas na EA.
Entre as prioridades estão a implementação integral do Programa de Ações Afirmativas, previsto na Portaria GM/MS 5.801/2024; a pactuação e publicação da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola; a qualificação dos campos raça e cor e Povos e Comunidades Tradicionais nos sistemas de informação, em especial o CadSUS, em parceria com o IBGE e Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) ; e o fortalecimento da participação da pasta nos programas interministeriais coordenados pelo Ministério da Igualdade Racial, como o Programa Federal de Ações Afirmativas e o Plano Juventude Negra Viva.
Instituída pela Portaria GM/MS 2.198, de 6 de dezembro de 2023, a Estratégia Antirracista para a Saúde tem como objetivo contribuir para a eliminação das desigualdades étnico-raciais na saúde, e estabelece a necessidade da elaboração periódica de um plano de ação para definir as metas de implementação de medidas que visem à concretização de seus objetivos.
A mesa de abertura contou com a presença de atores importantes para a implementação da estratégia. “Nesta nova fase, em que projetamos o trabalho entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, a Assessoria para Equidade Racial em Saúde atua como um apoio para o trabalho das secretarias, departamentos e coordenações do ministério. O que vamos fazer, pensando no plano de ação, é tentar sistematizar o que todo o ministério está fazendo”, explicou o chefe da assessoria de Equidade Étnico-Racial, Luís Eduardo Batista.
O secretário adjunto de Atenção Primária à Saúde (Saps), Jerzey Timoteo Ribeiro Santos, defendeu a importância da estratégia antirracista e disse que, sem equidade, não há universalidade no SUS. “A ministra Nísia Trindade nos dá a oportunidade de trazer essa pauta para o orçamento e como uma prioridade. Nosso desafio é mudar cultura, pensamento e lógica introjetada, a partir da realidade do usuário. Contem com a Saps”, disse.
Defesa do SUS
O assessor da Secretaria-Executiva (SE) Yuri Brito, destacou que a temática étnico-racial não pode ser tratada como “uma caixinha”, mas ser transversal a todas as políticas públicas implementadas pela pasta e, ainda, em programas interministeriais, como previsto na estratégia, com uma linha de comando única para todo o ministério, como consignado na estratégia.
“Em 2024, houve muita construção em torno da Estratégia Antirracista. Em 2025, continuaremos o trabalho com um modelo inovador de organização, no qual definimos uma agenda geral e prioritária. A SE está aqui para ajudar, apoiar, acompanhar, assessorar e cobrar”, concluiu.
Waleska Barbosa
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde cria fórum nacional para combater desigualdades no trabalho e na formação do SUS
Em mais uma agenda voltada à promoção da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou o Fórum Permanente dos Comitês de Equidade no âmbito da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. O lançamento ocorreu durante o Encontro Nacional realizado nos dias 13 e 14 de maio, em Brasília. O objetivo é fortalecer a articulação nacional entre os comitês estaduais, ampliar o diálogo entre os territórios e consolidar espaços de construção coletiva para promoção da equidade no trabalho e na educação em saúde no SUS. A iniciativa também busca impulsionar a participação social e compartilhar experiências exitosas desenvolvidas nos estados e municípios.
Os Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e Educação no SUS são uma estratégia criada para fomentar, articular e acompanhar ações do Programa Nacional de Equidade nas esferas estadual, municipal e distrital. O foco está na promoção da equidade de gênero, raça e etnia, além do enfrentamento das violências, preconceitos e discriminações no ambiente de trabalho e na formação em saúde. Atualmente, os 21 comitês já instituídos atuam de forma integrada com as áreas de gestão do trabalho e da educação para fortalecer a valorização das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em parceria com estados, municípios e Distrito Federal, o Fórum atuará no fortalecimento e na consolidação dos comitês regionais, incentivando a autonomia e a sustentabilidade das ações nos territórios. A proposta também é subsidiar a tomada de decisão do Ministério da Saúde e de outras instâncias governamentais, além de dar visibilidade às experiências construídas localmente.
“A criação do Fórum vai permitir que a gente conecte as experiências dos estados e municípios, fortalecendo uma rede nacional de troca e aprendizado. Existem experiências muito potentes acontecendo nos territórios e queremos que elas inspirem outros caminhos e novas soluções. A ideia é justamente fortalecer essa articulação nacional e ampliar o diálogo entre os comitês”, destacou a coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, Erika de Almeida.
Valorização das trabalhadoras do SUS
Com orçamento superior a R$ 41 milhões, o Programa Nacional de Equidade tem como foco enfrentar desigualdades estruturais vividas pelas trabalhadoras e trabalhadores do SUS, promovendo melhores condições de trabalho e valorização profissional. Desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o programa vem fortalecendo ações para construção de ambientes mais inclusivos, respeitosos e livres de discriminação, com iniciativas voltadas à equidade de gênero e étnico-racial em todas as regiões do país.
O secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, ressaltou que colocar a equidade no centro das políticas públicas é também enfrentar desigualdades históricas que impactam diretamente a saúde da população.
“Trazer a equidade para o centro da gestão do SUS é reconhecer que a desigualdade também adoece. A pandemia evidenciou isso de forma muito forte, especialmente para segmentos historicamente invisibilizados e para trabalhadoras negras, que muitas vezes ocupam posições mais precarizadas dentro do sistema de saúde. O programa surge justamente para enfrentar essas desigualdades e construir relações de trabalho mais justas e humanas”, afirmou.
Para o secretário Timóteo, o fortalecimento dos comitês e dos espaços de diálogo também amplia a capacidade de construção coletiva dentro do SUS. “Quanto mais equitativo for o sistema, mais capacidade teremos de produzir cuidado de qualidade para brasileiros e brasileiras. Essa é uma agenda transversal e estratégica para todas as ações do Ministério da Saúde”, completou.
Impacto para o povo brasileiro
Com a criação do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, o Governo do Brasil passou a reconhecer de forma estruturada a diversidade que compõe o SUS e a colocar a equidade como um eixo central da gestão do trabalho e da educação na saúde.
Historicamente, a ausência de diretrizes coordenadas limitou o enfrentamento das desigualdades, muitas vezes tratadas como temas periféricos nas políticas públicas. O programa busca mudar essa lógica ao investir na formação, qualificação e valorização da força de trabalho do SUS, refletindo diretamente na qualidade do atendimento prestado à população.
A proposta é fortalecer uma abordagem mais humanizada, sensível às diversidades e capaz de ampliar o acesso, qualificar o cuidado e aumentar a capacidade do sistema público de saúde de responder às diferentes realidades da população brasileira.
Atualmente, os Comitês de Equidade já estão presentes em 21 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
Desde sua criação, o programa também realizou 11 oficinas regionais e duas oficinas nacionais, reunindo 1.612 participantes de todas as regiões do país. Além disso, foi criada a Especialização e Aprimoramento em Equidade, que formou 558 pessoas na primeira turma e conta atualmente com 1.025 participantes na segunda edição.
Em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), também foram desenvolvidos cursos autoinstrucionais sobre o Programa Nacional de Equidade e Interculturalidade Indígena. Já em 2025, uma das iniciativas lançadas foi a coletânea Cadernos de Equidade, ampliando a produção e disseminação de conhecimento sobre o tema.
Nádia Conceição
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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