TECNOLOGIA
MCTI lança oficinas para atualizar plano nacional da Década do Oceano
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta quarta-feira (3) a mobilização nacional O Brasil na Década do Oceano: Vozes para o Futuro. A iniciativa vai unir diferentes setores da sociedade para atualizar o Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU).
As principais ferramentas desse processo serão as Oficinas Livres, encontros organizados pela própria sociedade em diferentes regiões do País. As atividades poderão ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida de junho a agosto de 2026. As reuniões podem ser uma roda de conversa, debate, oficina com dinâmicas ativas, conferência, fórum, bate-papo e até uma proposta artística. Podem participar instituições públicas ou privadas, coletivos, comunidades indígenas, tradicionais ou quilombolas.
Os encontros garantirão a pluralidade de visões e o registro de conhecimentos, avanços e soluções locais. As contribuições coletadas serão sistematizadas e submetidas a consulta pública. Em seguida, especialistas e representantes de diferentes setores participarão de oficinas temáticas para consolidar propostas e identificar desafios prioritários para os próximos anos.
A ação será implementada com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), unidade vinculada à pasta, articulada em conjunto com a Unesco Brasil e o Comitê Nacional da Década no Brasil, instituído pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Portaria MCTI nº 9.906, e que conta com liderança da Coordenadação-Geral de Ciências para o Oceano e Antártica (CGOA) da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (SEPPE) do MCTI.
O diretor do Departamento de Programas Temáticos da SEPPE, Leandro Pedron, destaca que o processo de atualização do Plano Nacional da Década do Oceano é também uma oportunidade para fortalecer a cultura oceânica no Brasil e ampliar a compreensão sobre a relação entre sociedade e oceano.
“Os desafios do oceano não se limitam às regiões costeiras. O oceano está conectado a todos os territórios brasileiros, influenciando o clima, a produção de alimentos, a economia e a qualidade de vida da população. Essas oficinas são uma oportunidade para aproximar diferentes saberes e experiências, fortalecendo a construção coletiva de soluções para o futuro do país”, afirmou.
Para Pedron, a implementação da Década do Oceano depende da capacidade de ouvir a ciência e conectá-la às demandas da sociedade. “A construção de políticas públicas mais efetivas passa pelo diálogo entre conhecimento científico, saberes tradicionais, experiências locais e participação social. É dessa convergência que surgem as soluções necessárias para promover um oceano saudável e garantir seus benefícios para as atuais e futuras gerações”, completou.
As colaborações também ajudarão a preparar a participação brasileira na Terceira Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (ODC27), que será no Rio de Janeiro (RJ), em abril de 2027.
As oficinas serão estruturadas em sete eixos temáticos:
- Conservação e combate à poluição
- Observação e monitoramento do oceano e adaptação às mudanças climáticas
- Segurança alimentar e pesca sustentável
- Economia azul sustentável
- Cultura oceânica e justiça, equidade, diversidade e inclusão
- Financiamento, cooperação internacional e governança
- Infraestrutura de pesquisa e transformação digital
Proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017, a Década do Oceano abrange o período de 2021 a 2030 e busca mobilizar o globo em torno de uma agenda comum: a preservação do oceano, uma das maiores fontes de vida da terra. A iniciativa reconhece a ciência como elemento central para compreender os desafios do oceano e orientar a construção de soluções para seu uso sustentável e sua conservação.
Como participar
Os interessados em organizar uma Oficina Livre devem definir tema, formato, data e local da atividade, preencher o formulário de inscrição disponível na plataforma da Década do Oceano no Brasil e aguardar a validação da proposta. Após a aprovação, os organizadores receberão materiais de apoio para divulgação e orientação sobre o envio das contribuições.
O processo será supervisionado pelo MCTI, por meio da SEPPE, órgão responsável pela coordenação da Década do Oceano no Brasil e pela atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.
A execução e coordenação operacional das atividades serão feitas em parceria com o Inpo, com apoio da Unesco Brasil e do Comitê Nacional da Década do Oceano, fortalecendo a mobilização nacional e a construção coletiva das contribuições brasileiras para a conferência em 2027.
TECNOLOGIA
HackStars Batch #2 transforma desafios reais de empresas em soluções durante maratona de 48 horas em Cuiabá
Terminou neste domingo (26), na CDL Cuiabá, o HackStars Batch #2, hackathon presencial de 48 horas que reuniu profissionais, estudantes, empresas, mentores e especialistas das áreas de tecnologia, inovação e negócios em uma maratona voltada à criação de soluções para desafios reais do mercado.
Durante os dias 24, 25 e 26 de julho, equipes multidisciplinares trabalharam em protótipos desenvolvidos a partir de problemas apresentados por cinco empresas âncoras: CDL Cuiabá, Trael Transformadores, Farmácia Biológica, Sicredi Ouro Verde MT/PA e Cervejaria Louvada. Ao final da competição, o Time 4 foi consagrado campeão com o CRIVO, solução criada para o desafio da CDL Cuiabá, voltado à análise e gestão de risco de crédito sob o conceito “vender mais, arriscar menos”.
Mais do que uma competição de tecnologia, o HackStars se consolidou como um ambiente de conexão entre empresas que enfrentam desafios estratégicos e talentos dispostos a construir soluções aplicáveis. A proposta do evento é aproximar o mercado do ecossistema de inovação, estimulando experimentação, colaboração e desenvolvimento de protótipos com potencial de continuidade após a maratona.
A edição foi co-realizada pela Digoreste Startups, Vale do Pacu e CDL Cuiabá, organizações que atuam no fortalecimento do ecossistema de inovação da Baixada Cuiabana. A abertura contou com a presença do presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam; de Vinicius Morais, representante do Vale do Pacu e da Digoreste Startups; e de Henrique Rolim, CEO da HackStars.
Antes do início da maratona, os participantes acompanharam uma palestra técnica sobre inovação e tecnologia ministrada por Bruno de Paula e Davi Campos, da :upd8. O evento também contou com a participação de Gabriel Sartori, Partner Territory Manager da AWS, que abordou o papel das tecnologias em nuvem no desenvolvimento de novos produtos.
Ao longo das 48 horas, os times passaram por criações, validações, ajustes de rota e apresentações finais. A equipe campeã, destacou, em publicação nas redes sociais, que além do primeiro lugar, levou da experiência novas conexões, aprendizado e a certeza de que grandes resultados acontecem quando propósito, estratégia e trabalho em equipe caminham juntos.
Segundo Henrique Rolim, CEO da HackStars, o resultado da edição reforça o propósito do evento de ir além de um hackathon tradicional.
“Nosso objetivo sempre foi criar um ambiente onde a colaboração supera a competição e onde boas ideias têm oportunidade de se transformar em negócios reais”, afirmou.
A edição também alcançou resultados expressivos nas redes sociais, com mais de 170 mil visualizações e mais de 14 mil pessoas impactadas. Para Rolim, no entanto, o principal indicador de sucesso foi a satisfação das empresas âncoras com os protótipos desenvolvidos em apenas 48 horas.
“O maior diferencial do HackStars é que o evento não termina na premiação. As conexões criadas durante a maratona continuam depois do encerramento. As empresas deixam o evento interessadas em conversar com as equipes, validar soluções e iniciar novos negócios. Para nós, esse é o verdadeiro indicador de sucesso: quando um hackathon gera oportunidades reais para quem participa e inovação concreta para quem apresenta os desafios”, destacou Rolim.
O HackStars Batch #2 contou com patrocínio de empresas dos setores de tecnologia, alimentos, varejo, segurança digital, gestão e inovação, entre elas Dell, Lovable, Amigo Internet, Grupo Matos, Cetap Distribuidora, AWS, Monster, Onng, :upd8, Spedy, Puríssima e Heimdallr Cybersecurity. O evento também recebeu apoio institucional do Grupo Fauna, Oud Tecnologia, ACCuiabá e Lucio Som.
Com a entrega dos protótipos e o interesse das empresas em dar continuidade às soluções, o HackStars encerrou mais uma edição reforçando o papel de Mato Grosso como um território fértil para inovação aplicada, colaboração entre ecossistemas e geração de oportunidades reais para talentos e negócios.
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