AGRONEGÓCIO
Preço da carne bovina dispara e atinge recorde histórico em 2026: alta de 45% em dois anos acende alerta no agro
AGRONEGÓCIO
Os preços da carne bovina no Brasil seguem em trajetória de alta e atingem novos patamares históricos em 2026, impulsionados por um cenário de oferta limitada de animais prontos para abate e demanda internacional aquecida. Dados recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam forte valorização da proteína no mercado atacadista, com impacto direto sobre toda a cadeia do agronegócio.
Mercado externo: demanda internacional sustenta preços da carne bovina
O mercado global segue como um dos principais vetores de sustentação dos preços da carne bovina brasileira. A demanda firme por parte de países importadores mantém o ritmo das exportações elevado, contribuindo para enxugar a oferta disponível no mercado interno.
Esse cenário reforça a competitividade do Brasil no comércio internacional de proteína animal e pressiona os preços domésticos, especialmente em momentos de restrição na oferta de animais terminados.
Mercado interno: oferta limitada de boi gordo eleva cotações
No mercado doméstico, a principal variável de sustentação dos preços continua sendo a oferta reduzida de bovinos prontos para abate. Segundo pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de animais tem limitado a atuação das indústrias frigoríficas e mantido as cotações firmes no atacado.
Na Grande São Paulo, principal referência para o setor, os preços seguem em elevação, refletindo o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Preços da carne bovina: carcaça casada bate recorde real
De acordo com levantamento do Cepea, na parcial de abril de 2026 (até o dia 20), a carcaça casada bovina – que inclui traseiro, dianteiro e ponta de agulha – apresentou valorização de 4%, sendo negociada a R$ 25,41/kg à vista.
Na média mensal, o indicador alcança R$ 25,05/kg em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de março de 2026), configurando o maior nível da série histórica iniciada em 2001.
O avanço é expressivo: o valor atual está 11% acima do registrado em abril de 2025 e acumula alta de 44,8% em relação a abril de 2024, evidenciando a forte escalada dos preços da carne bovina nos últimos dois anos.
Indicadores: série histórica reforça tendência de valorização
Os dados do Cepea confirmam uma tendência consistente de valorização no mercado da carne bovina. O recorde real registrado em 2026 reflete não apenas fatores conjunturais, mas também mudanças estruturais na oferta e na demanda da proteína.
A utilização de preços deflacionados pelo IGP-DI permite uma análise mais precisa do poder de compra e evidencia que os níveis atuais superam todos os patamares anteriores da série.
Análise: cenário aponta continuidade de preços firmes no curto prazo
A conjuntura atual indica que os preços da carne bovina devem permanecer sustentados no curto prazo. A combinação entre oferta restrita de boi gordo, demanda externa aquecida e custos elevados de produção tende a manter o mercado pressionado.
Para os agentes do agronegócio, o momento exige atenção redobrada à gestão de custos e estratégias de comercialização, enquanto o consumidor final pode continuar enfrentando preços elevados da proteína no varejo.
O comportamento do mercado nos próximos meses dependerá principalmente da recomposição da oferta de animais e da continuidade do ritmo das exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Ampliação da hidrovia Tietê-Paraná entra na reta final e deve reforçar logística do agronegócio paulista
A obra de derrocamento do Pedral de Nova Avanhandava, na hidrovia Tietê-Paraná, entrou na fase final de execução e já alcança 97% de conclusão. A intervenção, localizada em Buritama (SP), deve ser finalizada até 30 de junho e é considerada estratégica para o escoamento da produção nacional.
O avanço foi acompanhado nesta quarta-feira (15) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante visita técnica ao local. O investimento total é de R$ 293,8 milhões.
Obra na hidrovia Tietê-Paraná amplia capacidade de navegação
A intervenção prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de um trecho de 16 quilômetros. Também está sendo realizada a remoção de aproximadamente 553 mil metros cúbicos de material rochoso.
Com isso, a hidrovia passa a permitir a operação de comboios maiores e mais regulares ao longo do ano, inclusive em períodos de estiagem, aumentando a previsibilidade logística e reduzindo custos de transporte.
Infraestrutura logística deve reduzir custos e integrar modais
Durante a visita, o ministro Tomé Franca destacou a importância estratégica da obra para o sistema logístico nacional.
Segundo ele, a ampliação da hidrovia contribui para a integração entre diferentes modais de transporte, reduz custos operacionais e fortalece a competitividade da produção brasileira, além de promover maior eficiência e sustentabilidade no escoamento de cargas.
Execução é feita com monitoramento ambiental e sem interrupção da navegação
A intervenção é realizada por meio de convênio entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Governo do Estado de São Paulo. Desde 2023, os recursos utilizados na obra são provenientes da desestatização da Eletrobras, conforme previsto na Lei nº 14.182/2021.
O trabalho de remoção das rochas submersas ocorre com monitoramento ambiental contínuo e sem interrupção das operações de navegação. As atividades utilizam tecnologias específicas aplicadas diretamente no leito do rio.
Obra corrige restrições operacionais causadas por variações do reservatório
A intervenção também busca solucionar gargalos históricos do trecho, que são agravados pelas variações dos níveis do reservatório devido à operação de usinas hidrelétricas na região.
Essas oscilações afetam a navegabilidade em determinados períodos do ano, comprometendo a regularidade do transporte hidroviário.
Ampliação garante maior previsibilidade ao transporte hidroviário
De acordo com o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, a obra representa um avanço significativo na previsibilidade das operações ao longo de todo o ano.
Segundo ele, a melhoria permite a manutenção do transporte de cargas mesmo em períodos de estiagem, ampliando a regularidade e a eficiência logística da hidrovia.
Autoridades acompanham avanço das obras em Buritama
A agenda contou com a presença de diversas autoridades, entre elas a secretária-executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira; o prefeito de Buritama, Dr. Tiago Oliveira; o subsecretário de Logística e Transportes do Governo de São Paulo, Denis Amorim; o diretor de Infraestrutura de Transportes do Estado, Agnaldo Júnior; o coordenador-geral de Obras Aquaviárias do DNIT, Célio Henrique Silva; e o engenheiro fiscal do contrato, Humberto Elmães.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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