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AGRICULTURA E PECUÁRIA

Sob articulação do ex-ministro Neri Geller, entidades do agro alertam o MAPA sobre endividamento rural

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AGRONEGÓCIO

O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).
O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A preocupação com o avanço do endividamento no campo esteve no centro de uma reunião entre representantes do setor produtivo e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, articulada pelo ex-ministro da Agricultura Neri Geller. O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A agenda teve como foco a busca por alternativas para enfrentar o cenário financeiro que afeta produtores rurais em diversas regiões do país, especialmente diante dos impactos acumulados por adversidades climáticas, oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

Com ampla experiência no setor e forte interlocução em Brasília, Neri Geller atuou na aproximação entre as entidades e o Governo Federal para que a situação fosse apresentada diretamente ao Ministério da Agricultura.

Durante a reunião, os representantes das entidades destacaram a necessidade de construção de soluções que permitam a recuperação da capacidade financeira dos produtores e garantam condições para a continuidade da atividade agropecuária, considerada um dos principais motores da economia brasileira.

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Os números demonstram a dimensão do desafio. Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, apontam que o saldo de crédito rural problemático alcançou R$ 186,5 bilhões no Brasil em abril de 2026. Em Mato Grosso, o montante chegou a R$ 21,8 bilhões, representando aproximadamente 20,2% do saldo total das operações de crédito rural do estado.

Segundo as entidades, o crescimento desse passivo preocupa não apenas os produtores, mas toda a cadeia econômica ligada ao agronegócio, com reflexos sobre fornecedores, cooperativas, revendas, transportadoras, prestadores de serviços e os municípios cuja arrecadação depende diretamente da atividade agropecuária.

Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT apresentou contribuições para o debate sobre mecanismos que possam facilitar a reorganização financeira dos produtores mais afetados pela crise, defendendo critérios técnicos e segurança jurídica para eventuais medidas de renegociação.

Para o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, é fundamental que as soluções adotadas alcancem os produtores que enfrentam dificuldades decorrentes de perdas climáticas, produtivas e econômicas registradas nos últimos anos.

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De acordo com Neri Geller, a discussão sobre o endividamento rural precisa ser tratada como uma questão estratégica para a economia nacional.

“Não há como tratar da recuperação da atividade sem falar da retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. Quanto mais essa medida for postergada, sem uma solução concreta sobre o endividamento, mais estaremos comprometendo fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária no País”, afirmou.

A expectativa das entidades é que o diálogo com o Ministério da Agricultura contribua para acelerar a construção de alternativas capazes de preservar a atividade produtiva, garantir a continuidade dos investimentos no campo e reduzir os impactos econômicos do atual cenário de endividamento.

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AGRONEGÓCIO

ExpoBrangus movimenta R$ 12,58 milhões em negócios e reforça força comercial da raça no Brasil

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A ExpoBrangus 2026 encerrou sua programação com resultados históricos e reforçou o protagonismo da raça Brangus no mercado pecuário brasileiro. Considerada a principal exposição da raça no país, a mostra movimentou R$ 12,58 milhões em negócios ao longo do mês de maio, consolidando-se não apenas como vitrine genética, mas também como uma importante plataforma comercial para criadores e investidores.

Ao todo, os 11 leilões realizados durante a programação comercializaram 793 animais, gerando um faturamento de R$ 12.581.191,00 e média geral de R$ 10.748,41 por cabeça.

O desempenho confirma o crescimento da raça e a valorização da genética Brangus no mercado nacional.

ExpoBrangus amplia alcance e fortalece negócios da pecuária

Para o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, os números alcançados representam um marco na trajetória da exposição.

Segundo ele, a edição de 2026 evidenciou o potencial comercial do evento, ampliando sua relevância para além dos julgamentos e das avaliações técnicas.

“A ExpoBrangus passou a demonstrar de forma concreta a força comercial da raça, tornando-se uma parceira estratégica dos criatórios na promoção de seus leilões e na valorização da genética”, destacou.

Além das atividades realizadas no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Uruguaiana (RS), a programação também contou com eventos em outros municípios gaúchos, ampliando o alcance da mostra e fortalecendo a integração da cadeia produtiva.

Recorde de animais inscritos reforça crescimento da raça

A edição deste ano também entrou para a história pelo número de exemplares participantes.

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Foram 474 animais inscritos para os julgamentos realizados entre os dias 17 e 21 de maio, estabelecendo um novo recorde de participação na ExpoBrangus.

O resultado demonstra o avanço dos programas de melhoramento genético e o crescente interesse dos pecuaristas pela raça, reconhecida por características como produtividade, adaptação climática, fertilidade e qualidade de carne.

Leilões de genética impulsionam faturamento

O desempenho financeiro da exposição foi impulsionado por uma ampla oferta de animais de alto valor genético, especialmente fêmeas selecionadas e lotes especiais.

Entre os destaques esteve o remate comemorativo dos 100 anos da Cabanha São Bibiano, de Uruguaiana, que registrou a venda de uma matriz por R$ 153 mil para um comprador de Portugal, evidenciando o interesse internacional pela genética Brangus produzida no Brasil.

Outro destaque foi a Liquidação Rincon del Sarandy, que também integrou a programação comercial da exposição.

Além dos animais, os leilões registraram forte movimentação na comercialização de embriões e material genético.

O remate Sigma/La Sultana apresentou expressiva demanda por embriões, enquanto a tradicional negociação de sêmen promovida pela Renascer, durante a Expoutono, reforçou o interesse do mercado por tecnologias voltadas ao melhoramento genético dos rebanhos.

Mercado sinaliza cenário favorável para a genética bovina

De acordo com o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler), Fábio Crespo, os resultados observados durante a ExpoBrangus servem como importante indicador para a próxima temporada de comercialização de genética.

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Segundo ele, tanto a ExpoBrangus quanto a Exposição de Uruguaiana tradicionalmente funcionam como referência para o mercado pecuário nacional, antecipando tendências e oportunidades para os remates da primavera.

O dirigente destaca que o ambiente de negócios registrado neste outono foi especialmente positivo para o segmento de genética bovina.

Brangus ganha espaço e atrai interesse crescente dos pecuaristas

Além dos resultados econômicos, Gabriel Barros ressalta que a exposição reflete o fortalecimento contínuo da raça Brangus no Brasil.

Segundo ele, a crescente presença de criadores, técnicos e investidores nas atividades da mostra demonstra a confiança do setor no potencial produtivo da raça.

“A força do Brangus pode ser percebida não apenas na qualidade dos animais apresentados, mas também no grande público que acompanha os julgamentos e as atividades da exposição”, afirmou.

Com recorde de participação, faturamento expressivo e forte valorização genética, a ExpoBrangus 2026 reafirma sua posição como uma das mais importantes vitrines da pecuária de corte brasileira e um dos principais eventos de negócios da genética bovina no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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