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Governo apresenta estratégia para bloquear recursos das Bets ilegais e destiná-los ao combate ao crime organizado
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Brasília, 19/6/2026 – O Governo Federal apresentou, nesta sexta-feira (19), uma nova estratégia de enfrentamento ao mercado ilegal de apostas de quota fixa, baseada na asfixia financeira de operadores que atuam sem autorização. O Decreto nº 13.033, assinado hoje pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, amplia os mecanismos de identificação, bloqueio e perdimento de valores vinculados às chamadas “Bets ilegais” e estabelece uma atuação integrada entre órgãos públicos, instituições financeiras e entidades reguladoras. O evento foi realizado no Ministério da Fazenda.
A medida reforça a política de tolerância zero contra operadores clandestinos, impedindo que recursos obtidos de forma irregular continuem circulando no sistema financeiro. Após a conclusão dos processos administrativos e judiciais previstos, os valores declarados perdidos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), fortalecendo ações de prevenção e combate à criminalidade.
O novo mecanismo adota a estratégia de asfixia financeira já empregada no combate às organizações criminosas e foi viabilizado pelos instrumentos criados a partir da Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso Nacional após proposta apresentada pelo Governo do Brasil. A legislação ampliou a capacidade do Estado de atingir estruturas econômicas que sustentam atividades ilegais.
Durante coletiva de imprensa sobre a iniciativa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o decreto amplia a capacidade de resposta do Estado contra atividades ilícitas que utilizam o sistema financeiro.
“A tolerância do Governo com atividades ilegais que movimentam recursos de origem irregular é zero. A asfixia financeira é uma ferramenta fundamental para retirar poder econômico de quem atua fora da lei. Com esse decreto, fortalecemos a capacidade do Estado de interromper esses fluxos e transformar recursos ilícitos em investimentos para a segurança pública”, destacou.
Segundo o ministro, a medida integra a estratégia do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem entre seus pilares o enfrentamento às estruturas financeiras utilizadas por grupos criminosos.
“A asfixia financeira é uma das principais ferramentas para enfraquecer organizações que dependem de recursos para manter suas atividades. Agora, valores relacionados às Bets ilegais poderão ser direcionados para ações de segurança pública, fortalecendo uma política permanente de combate ao crime organizado”, acrescentou.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a regulamentação impede que operadores irregulares utilizem o sistema financeiro para manter negócios clandestinos.
“Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de Bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico dessas atividades, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do Governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público”, pontuou.
Como funcionará o bloqueio de valores
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, será responsável por identificar operadores que exploram apostas de quota fixa sem autorização. A irregularidade será formalizada por meio de auto de constatação, documento que registra e fundamenta a exploração ilegal.
Após a emissão do auto, as instituições financeiras e de pagamento serão comunicadas para bloquear, em até 24 horas, os valores existentes e interromper novas movimentações relacionadas à operação irregular. As instituições deverão informar o cumprimento da medida em até 48 horas, enquanto o Banco Central (BC) acompanhará a execução dos procedimentos.
A condução dos processos administrativos ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Durante a tramitação, serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, com possibilidade de apresentação de documentos, realização de diligências e produção de provas.
Integração institucional contra o mercado ilegal
O secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que o decreto fortalece a atuação coordenada entre diferentes instituições públicas. “A complexidade das atividades ilegais exige uma resposta integrada do Estado. A união entre órgãos reguladores, instituições financeiras e estruturas de segurança permite identificar com maior precisão os responsáveis, interromper fluxos ilícitos e garantir que esses recursos sejam revertidos em benefício da sociedade.”
A iniciativa reúne diferentes áreas do Governo Federal para ampliar a capacidade de fiscalização e responsabilização de agentes que utilizam o ambiente digital e financeiro para operar fora da regulamentação.
Ambiente digital mais seguro
O combate às Bets ilegais também envolve ações voltadas ao ambiente digital, com monitoramento de plataformas, publicidade irregular e aplicativos não autorizados.
O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que o enfrentamento às atividades ilegais na internet exige mecanismos capazes de acompanhar a velocidade das transformações digitais.
“A proteção dos usuários depende de uma atuação coordenada, com capacidade de identificar práticas irregulares, responsabilizar agentes que descumprem as regras e fortalecer um ambiente digital mais seguro. A regulação precisa acompanhar a dinâmica das novas formas de exploração ilegal”, afirmou.
Recursos destinados à segurança pública
O decreto estabelece que os valores declarados perdidos ao final do processo administrativo sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Os recursos poderão financiar ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade em todo o País.
A medida reforça a estratégia do Governo Federal de retirar recursos de atividades ilegais e direcioná-los para políticas públicas de segurança.
Fiscalização permanente
Desde outubro de 2024, a Secretaria de Prêmios e Apostas mantém acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o bloqueio de sites ilegais. A parceria já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios irregulares.
A SPA também atua no combate à publicidade ilícita de apostas. As ações já resultaram na remoção de 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar.
No âmbito do jogo responsável, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do acesso a todas as plataformas autorizadas pelo Governo Federal. Desde o lançamento, foram registrados mais de 650 mil pedidos de autobloqueio.
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Websérie do MTur revela histórias e bastidores do “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande (PB)
Há mais de quatro décadas, Campina Grande (PB) transforma o mês de junho em um espetáculo que une tradição, cultura e turismo. Conhecida internacionalmente por sediar “O Maior São João do Mundo”, a cidade tem nos festejos a principal expressão de sua identidade. Com a expectativa de atrair mais de 3,5 milhões de pessoas e injetar cerca de R$ 816 milhões na economia local ao longo de 33 dias de programação em 2026, a cidade foi a escolhida para abrir a websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur) e disponível nas redes sociais e nas principais plataformas de rádio.
O episódio de estreia vai muito além dos holofotes e dos grandes palcos para homenagear quem realmente constrói a festa. A produção mergulha no dia a dia de músicos, artesãos, trabalhadores da economia criativa e famílias que transmitem suas heranças de geração em geração. O roteiro evidencia como a cultura, o turismo e o desenvolvimento regional caminham de mãos dadas.
Acesse o primeiro episódio da série nas redes oficiais do Ministério do Turismo: Youtube; Facebook; Instagram do Ministério do Turismo e
Spotify.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a cidade paraibana é o grande símbolo da força econômica e cultural dessa festividade. “Campina Grande conseguiu transformar uma tradição popular em uma experiência capaz de atrair milhões de visitantes todos os anos. Mas o que torna essa festa única são as pessoas que mantêm essa cultura viva. O episódio mostra justamente como a música, o artesanato, a fé e o afeto ajudam a construir uma das maiores celebrações do país”, destaca.
O forró como herança familiar
Entre os protagonistas do episódio está a família Cabral, responsável pelo Trio Pé no Pé. A relação com a música começou ainda na infância da cantora Sueli Farias de Moraes Cabral, que herdou do pai, um tradicional sanfoneiro, o amor incondicional pela cultura nordestina. Hoje, ao lado do marido, José Ailton, e do filho, Samuel, ela mantém viva uma tradição atravessada por gerações.
“Meu pai era sanfoneiro e, desde pequena, eu cantava enquanto ele tocava. Ele deixou esse legado para a gente”, relembra Sueli, orgulhosa. O filho, Samuel, reforça que a paixão pelo forró nasceu dentro de casa. “Foi por influência dos meus pais, que sempre prezaram pela nossa identidade, principalmente na época junina”. A história da família ilustra como o ritmo segue como um dos elementos centrais da identidade nordestina.
Amor sob a “Pirâmide do Parque do Povo”
A websérie também acompanha uma das celebrações mais aguardadas do calendário de Campina Grande: o Casamento Coletivo, realizado sob a icônica Pirâmide do Parque do Povo. No início de junho deste ano, 96 casais disseram “sim” em uma cerimônia emocionante, que reúne familiares, amigos e turistas.
Entre os recém-casados estavam Adriana e Reginaldo, que se conheceram dançando forró na cidade e decidiram oficializar a união no principal palco da festa. Para Adriana, a escolha do local coroou a história do casal. “Tem tudo a ver com a gente. Eu amo os festejos. Casar aqui foi algo que vai ficar marcado para sempre”, conta. Reginaldo, que já não esperava encontrar um novo amor, relembra o dia em que se conheceram. “Quando a vi, pensei: vou chamar para dançar. Ela aceitou e estamos juntos até hoje”.
Roteiro da cultura
Além das emocionantes histórias de vida, a produção apresenta os espaços que ajudam a consolidar Campina Grande como um dos principais pólos turísticos do Brasil. O roteiro passa pelas barracas do Parque do Povo, pela famosa Vila do Artesão e pelas manifestações que fazem do forró um patrimônio cultural imaterial, uma força capaz de atrair visitantes, gerar oportunidades e fortalecer a economia local.
Destino: Festas Juninas
Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade às festividades em cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).
Por meio de 10 episódios de uma websérie disponível nas redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre os bastidores e as pessoas que fazem a festa acontecer, apresentando o tradicional São João por diferentes ângulos.
A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais e turísticas do país funciona como uma engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.
Levantamento do Ministério do Turismo indica que apenas cinco das principais festas juninos do país devem movimentar R$ 2,4 bilhões, gerando renda e empregos no período.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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