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MMA celebra Dia Internacional da Biodiversidade com debates sobre áreas protegidas, inclusão social e governança ambiental

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) celebrou, na última quinta-feira (22/5), o Dia Internacional da Biodiversidade com uma agenda voltada à conservação ambiental, à inclusão social e à gestão sustentável das áreas protegidas. As atividades integraram a programação da Semana Nacional da Biodiversidade e reuniram representantes do governo, pesquisadores, organizações da sociedade civil, povos indígenas, comunidades tradicionais e lideranças de diferentes regiões do país. 

Parte da programação ocorreu durante o XII Seminário Brasileiro sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (SAPIS) e o VII Encontro Latino-Americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (ELAPIS), realizados na Universidade de Brasília (UnB). Com o tema “Territórios, Áreas Conservadas e Sociobiodiversidade: caminhos para a equidade e a paz”, o encontro reuniu cerca de 950 participantes e promoveu debates sobre políticas públicas, governança ambiental, conservação da biodiversidade e participação social. 

Na ocasião, a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, destacou os avanços das políticas de proteção territorial no país. Segundo ela, entre 2023 e 2026, o Brasil criou 210 novas Unidades de Conservação, sendo 19 delas instituídas pelo Governo do Brasil. 

A secretária ressaltou ainda a importância da presença das populações tradicionais e comunidades locais na conservação ambiental. “Se ainda existe floresta em pé, é porque existem pessoas assegurando esses espaços. O que nós precisamos fazer é trabalhar para que a política pública chegue a essas pessoas”, afirmou. 

Conservação e o uso sustentável das Áreas Úmidas 

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Entre os destaques da programação esteve o simpósio “Sítios Ramsar no Brasil: desafios, experiências e participação social”, promovido pelo MMA com apoio do ASL Brasil. A atividade reuniu representantes de territórios, pesquisadores, gestores públicos e lideranças sociais para debater os desafios da governança das áreas úmidas brasileiras e fortalecer a participação social na implementação da Convenção Ramsar no país. 

Durante o encontro, especialistas e representantes dos territórios defenderam modelos de gestão capazes de integrar diferentes formas de conhecimento e aproximar as políticas públicas das realidades locais. Também foram apresentadas experiências de conservação desenvolvidas em áreas como o Rio Juruá, Lagoa do Peixe, Rio Negro, Pantanal e o Estuário do Amazonas e seus Manguezais. 

A atividade destacou a experiência dos Sítios Ramsar brasileiros — áreas úmidas reconhecidas internacionalmente por sua importância ecológica. Desde 2018, três desses Sítios Ramsar passaram a incorporar uma estrutura inédita abrangendo não apenas uma unidade de conservação, mas grandes paisagens com diferentes unidades de conservação, terras indígenas, áreas de preservação permanente e territórios quilombolas. 

Também foram apresentadas experiências desenvolvidas nos Sítios Ramsar Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul, no Sítio Ramsar SESC Pantanal, em Mato Grosso, e do Sítio Ramsar Estuário do Amazonas e seus Manguezais, que abrange cinco estados brasileiros e integra a maior faixa contínua de manguezais do planeta. 

APAs, inclusão social e governança territorial 

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Outro destaque da programação foi a roda de conversa “APAs, inclusão social e governança territorial: contribuições do Projeto GEF Áreas Privadas para políticas públicas ambientais”. O debate reuniu representantes do MMA, instituições executoras, organizações parceiras e lideranças comunitárias para discutir estratégias de conservação da biodiversidade em áreas públicas e privadas no Cerrado e na Mata Atlântica. 

As discussões abordaram iniciativas voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, ecoturismo, restauração ecológica, agroflorestas, monitoramento da biodiversidade e governança territorial compartilhada. Também foram destacadas ações relacionadas ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) e à Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb). 

Ao longo da semana, os debates reforçaram a importância da integração entre conservação ambiental, inclusão social e participação comunitária para enfrentar os desafios da crise climática e da perda de biodiversidade. As atividades também evidenciaram o papel estratégico das áreas protegidas, das áreas úmidas e dos territórios tradicionais na promoção do desenvolvimento sustentável e da sociobiodiversidade. 

Além das atividades realizadas em Brasília, a Semana Nacional da Biodiversidade contou com oficinas, seminários, encontros técnicos e exposições em diferentes estados do país, além da participação brasileira em agendas internacionais relacionadas à restauração e conservação ambiental. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Projeto Escuta Susp celebra dois anos com mais de 40 mil consultas realizadas em todo o País

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Brasília, 28/5/2026 – O Projeto Escuta Susp celebrou, nesta quinta-feira (28), dois anos de atuação voltada à promoção da saúde mental, à valorização profissional e à qualidade de vida dos profissionais da segurança pública em todo o País. Resultado da parceria entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a ação se consolidou como uma das principais políticas nacionais de atenção psicossocial voltadas aos integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Nos últimos dois anos, mais de 5 mil profissionais foram atendidos pelas atividades do programa. No período, quase 40 mil consultas foram realizadas, ampliando o acesso aos serviços de saúde mental em 26 estados brasileiros. Neste ano, o trabalho também avança na inclusão gradual das guardas municipais nas ações de cuidado e assistência psicossocial.

A diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, enfatizou os resultados alcançados pelo projeto.

“O Escuta Susp representa um avanço histórico na construção de uma política nacional de cuidado voltada aos profissionais de segurança pública. Falar sobre saúde mental nesse contexto é reconhecer que esses homens e mulheres enfrentam diariamente situações de pressão, risco e sofrimento emocional. Cuidar desses trabalhadores é reconhecer sua importância e garantir melhores condições para que continuem exercendo suas funções com equilíbrio, dignidade e qualidade de vida. É preciso romper tabus e avançar na compreensão de que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física”, disse.

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Alinhado às ações do Programa Nacional de Qualidade de Vida para Profissionais de Segurança Pública (Pró-Vida), o projeto oferece atendimentos especializados on-line, promove ações de formação continuada e desenvolve protocolos técnicos voltados ao acolhimento, à prevenção e ao fortalecimento institucional das forças de segurança.

A coordenadora-geral de Valorização Profissional da Senasp, Juliana Ribeiro, explicou que as diretrizes desenvolvidas no âmbito do projeto representam um dos principais legados da iniciativa. “Os protocolos de atendimento são os principais produtos do Escuta Susp, pois podem ser utilizados por qualquer instituição em seus projetos próprios. Eles são pensados especialmente para os profissionais de segurança e suas demandas”, pontuou.

A iniciativa ampliou a articulação entre União, estados, municípios, universidades e instituições de segurança pública, contribuindo para consolidar uma política estruturada de cuidado integral aos profissionais que atuam diariamente na proteção da sociedade brasileira.

Como parte das ações estratégicas, foram desenvolvidos cursos de capacitação na modalidade de educação a distância (EaD), voltados à promoção da saúde mental e à qualificação institucional. Durante o evento de celebração, foi realizado o lançamento institucional do curso Autocuidado e Bem-Estar – para PSP, primeiro curso EaD desenvolvido no âmbito do Escuta Susp e já validado para disponibilização na Rede EaD Senasp.

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Também estão em fase final de desenvolvimento os cursos Gestão Humanizada para Profissionais da Segurança Pública e Formação de Agentes de Prevenção do Suicídio na Segurança Pública, que vão ampliar as ações de prevenção, acolhimento e promoção da qualidade de vida dos profissionais da segurança pública no Brasil.

A celebração dos dois anos do Escuta Susp marca o fortalecimento das políticas de valorização profissional no âmbito do projeto e reafirma o compromisso institucional do MJSP e da Senasp com a promoção da saúde mental, do cuidado integral e da qualidade de vida dos profissionais da segurança pública.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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