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Enfrentamento ao feminicídio marca agenda de Lula e Márcia Lopes em São Paulo

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta quinta-feira (19/3), em São Paulo (SP), de uma agenda marcada por mobilizações contra o feminicídio. O principal destaque do dia foi a participação ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte, onde Lula fez um forte apelo aos homens pelo fim da violência contra as mulheres.

O evento contou com a participação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, além de ministros e outras autoridades.

A ministra entregou ao presidente Lula a Cartilha “Papo de Homem: Violência contra a mulher – Temos que dar um fim”, lançada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e apresentada à ministra na mesma manhã.  

O presidente Lula fez um discurso enfático contra o feminicídio, direcionando sua fala especialmente aos homens. Ele citou casos recentes de extrema violência contra as mulheres para alertar sobre a gravidade do problema e defendeu uma mudança de comportamento dos homens baseada no respeito e na empatia.

“Esse meu discurso agora é só para os homens. A gente não nasceu para bater em mulher.  Não temos que ser violentos. Não temos que agredir mulheres, não temos que tratar as mulheres como se elas fossem um objeto,” destacou o presidente.

Ao abordar a raiz do problema, Lula atribuiu a violência de gênero à cultura machista, à crença de que os homens são donos das mulheres. “A mulher não é obrigada a viver com ninguém. A mulher tem que viver com quem quiser, onde quiser, vestir o que quiser”, enfatizou. 

Lula: “Vamos fazer um pacto” 

O presidente também convocou os homens a uma mudança de mentalidade e comportamento: “Vamos fazer um pacto entre nós, homens. Vamos ver se a gente consegue conscientizar os homens a serem mais amáveis, mais carinhosos, mais compreensivos”.

Ele reforçou a necessidade de mobilização ampla da sociedade para que a conscientização sobre o tema chegue a todos os espaços, públicos, privados e nas casas das famílias. “Estou pedindo que cada pai, cada padre, cada pastor, falem do feminicídio.”

Lula também destacou o ineditismo do Governo do Brasil ao lançar o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, com a articulação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para implementar ações efetivas para prevenir o crime e salvar a vida das mulheres. 

Um dos momentos marcantes logo após a abertura da Caravana Federativa foi o encontro do presidente Lula e da ministra Márcia Lopes com dona Lúcia Aparecida, mãe de Tainara Souza, vítima de feminicídio em São Paulo.  

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Tenda Lilás: Ponto de diálogo e orientação 

Assim como nas edições anteriores da caravanas federativas, o Ministério das Mulheres participou com várias atividades na Tenda Lilás, com o objetivo de levar à população informações, orientações e acesso a serviços voltados à proteção das mulheres.

A Tenda Lilás funciona como ponto de diálogo e conscientização sobre os diferentes tipos de violência de gênero. Durante as atividades, foram distribuídos materiais informativos com o lema “Não passe pano para a violência. Proteja. Denuncie. Ligue 180”. 

Além disso, as mulheres que visitaram o local receberam orientações sobre direitos das mulheres, sinais de violência e caminhos para acessar os serviços de atendimento existentes em cada localidade.

Na quinta-feira (19) e sexta-feira (20) foram oferecidas três oficinas informando e conscientizando sobre o tema: “Enfrentamento à Violência e Feminicídio – Ligue 180”, “Diálogos Federativos: Ações e programas do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e “Desigualdade de Gênero como Causa da Violência”, essa última ministrada pela coordenadora-geral do Ligue 180, Ellen Costa.

Ao público presente, Ellen explicou que a violência de gênero é um problema estrutural que está enraizado em desigualdades históricas entre homens e mulheres, fruto de um sistema patriarcal.

“Estamos falando no direito plano de poder viver, direito à integridade física. Isso é básico e hoje as mulheres em sua maioria não têm “, afirmou Ellen. 

Durante as oficinas, foi apresentado o Pacto Nacional contra o Feminicídio, com foco na implementação das políticas contra a violência de gênero nos municípios.

Foto Marla Galdino/MMulheres
Foto Marla Galdino/MMulheres

Justiça climática x desigualdade de gênero 

Na sexta-feira (20), a secretária Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política  do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy,  participou de uma mesa de debates com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

“Não deveríamos estar aqui discutindo algo que tem a ver com a eliminação de uma parte da humanidade por questão de gênero. As mulheres são violentadas, as mulheres  são discriminadas pelo fato de serem mulheres e essa é uma construção histórica, uma construção cultural”, disse a ministra Marina Silva. 

Para a secretária Sandra Kennedy, o mais gratificante nas atividades das Caravanas Federativas é a possibilidade de dialogar com os gestores municipais. 

“Como disse o presidente Lula, o país é grande, mas é nas cidades onde as coisas acontecem. Por isso as Caravanas Federativas são tão importantes, pois nos permite, de fato, ver como as ações do governo federal têm transformado a vida dos municípios e a vida das pessoas”.    

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Repórter mirim: “Sigam seus caminhos”

Outro momento marcante da Caravana foi a entrevista concedida pela ministra Márcia Lopes à repórter mirim Valentina Lunes, estudante da Escola Municipal Paulo Duarte. Ela impressionou pela desenvoltura e pelo nível de conscientização sobre a temática da violência de gênero.

“É muito importante que meninas da minha idade saibam lidar com isso. Porque, caso aconteça, elas vão saber se livrar”, disse.

Sobre como se defender, respondeu sem hesitar: “Não ficar em um relacionamento tóxico, porque isso é muito ruim. A mulher sofre psicológica e fisicamente. Gente, isso é um grande problema. Tem vários maridos que são tóxicos, que não aceitam o término. Só que é melhor sair logo do relacionamento”, ensinou.

Sobre a entrevista com a ministra, afirmou: “Eu já sabia de várias coisas, mas aprendi ainda mais. Ela disse para mim: Sua essência é que faz o mundo melhor. Ela também é uma grande mulher”, expressou.

E deixou um recado para as mulheres: “Sigam seus caminhos, prestem atenção em cada coisa que os seus maridos fazem”, aconselhou. 

Fotos Luiza Saab/MMulheres
Fotos Luiza Saab/MMulheres

17ª Caravana Federativa: Ações e investimentos das pastas 

Durante a 17ª Caravana Federativa, o Ministério das Mulheres apresentou as iniciativas integradas com outros órgãos públicos para prevenir o feminicídio no Brasil . Nas demais agendas em São Paulo, na capital e  no interior, ela  convidou governos e prefeituras para uma ampla mobilização. “É preciso agir antes que o crime aconteça”, alertou a ministra.   

O governo federal também anunciou entregas e investimentos em diferentes áreas, como saúde, mobilidade urbana, habitação, educação e segurança pública, com iniciativas vinculadas ao Novo PAC, com a participação de mais de 30 ministérios e autarquias federais. 

Um dos destaques na abertura da 17ª Caravana pelo presidente Lula foi a sanção presidencial de dois projetos para incentivar o desenvolvimento do país: o Projeto de Lei Complementar nº 14/2026 — que destina mais de R$ 11,1 bilhão para reduzir a carga tributária das indústrias química e petroquímica participantes do Regime Especial da Indústria Química (REIQ) — e o Projeto de Lei 2213/2025, que destina R$ 500 milhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). 

Com dois dias de programação, a Caravana realiza oficinas temáticas e cria espaços de diálogo federativo, com orientações sobre programas do governo federal, além de informações sobre linhas de financiamento e instrumentos de apoio à gestão municipal.

Fonte: Ministério das Mulheres

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Campo Grande recebe plenária sobre justiça climática, juventudes e igualdade de gênero no Pantanal

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No dia 5 de maio, Campo Grande (MS) receberá a Plenária das Mulheres e Juventudes nos Biomas pós-COP30 – Pantanal. A iniciativa integra a agenda nacional de mobilização em torno da justiça climática, igualdade de gênero e protagonismo juvenil, com foco nas realidades territoriais e nos impactos da crise climática sobre o bioma Pantanal. 

Promovido pelo Ministério das Mulheres e pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP-PR), por meio da Secretaria Nacional de Juventude, o encontro vai reunir cerca de 200 participantes, entre lideranças locais, movimentos feministas e de juventude, pesquisadoras e pesquisadores, além de representantes dos governos municipal, estadual e federal.  

Com atividades das 8h às 17h, os presentes debaterão pautas que envolvem a justiça climática, juventude e perspectiva de gênero, a partir do bioma do Pantanal. 

A ação contará, em 2026, com seis Plenárias, contemplando todas as regiões do país, em diferentes biomas, com o objetivo de manter ativa a mobilização social e fortalecer redes locais de atuação. As Plenárias das Mulheres e Juventudes nos Biomas pós-COP30 ampliam a articulação territorial em torno do enfrentamento às desigualdades climáticas.  

A proposta inclui a identificação de desafios e prioridades em cada bioma, o mapeamento de soluções e boas práticas já existentes e a produção de subsídios para políticas públicas, além da elaboração de um documento final de sistematização. 

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Programação 

A programação da plenária contará com credenciamento e acolhimento, mesa de abertura político-institucional, painel temático sobre território, justiça climática e desigualdades, atividade cultural, grupos de trabalho em salas simultâneas e plenária final de síntese com apresentação das principais prioridades e propostas construídas ao longo do encontro.

 As informações detalhadas sobre cada encontro serão divulgadas nos canais oficiais do Ministério das Mulheres e da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP-PR). 

Resultado  

A iniciativa é resultado de uma agenda climática que começou na COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em Belém (PA), especialmente na Plenária Juventudes, e agora se desdobra em encontros regionais.  

Ao longo de 2025, a articulação da pasta entre mulheres e juventudes em todo o país permitiu a estruturação da Articulação Nacional Mulheres e Clima, espaço voltado ao fortalecimento de iniciativas que integram a perspectiva de gênero à agenda climática. Com isso, o Governo do Brasil busca a convergência de ações entre instituições e lideranças de todo o país. 

Sobre as Plenárias 

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A Plenária do Pantanal, realizada em Campo Grande (MS), terá papel estratégico na agenda das Plenárias das Mulheres e Juventudes nos Biomas pós-COP30 por ocorrer em um território marcado pelos impactos da crise climática, como secas, queimadas, escassez hídrica e perda de biodiversidade.

 A iniciativa busca promover um espaço de escuta, articulação política e construção de propostas voltadas à justiça climática, fortalecendo a participação de mulheres e jovens nos debates sobre políticas públicas e transição ecológica justa a partir das realidades do Pantanal e de outros territórios da região.

Próximas Plenárias 

O cronograma prevê os próximos encontros nas seguintes localidades: 

· Amazônia — Belém (PA), 14 de maio 

· Caatinga — Caruaru (PE), 27 de maio 

· Pampa — Porto Alegre (RS), 10 de junho 

· Cerrado — Brasília (DF), 24 de junho 

Serviço: Plenárias das Mulheres e Juventudes no Biomas pós-COP30 – Panatanal 

Inscrições: acesse aqui o formulário (vagas limitadas) 

Data: 5 de maio de 2026 

Horário: 8h às 17h

Local: Escola SUAS: Rua Venâncio Borges do Nascimento, nº 377, Bairro Jardim TV Morena – Campo Grande (MS) 

Fonte: Ministério das Mulheres

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